Vida ao corpo

fantasiaEu já falei a respeito no Silêncio e Som, e também no Facebok, mas precisava vir compartilhar isso com quem só me lê por aqui. E o título desse post também era o nome da academia da Ana Lúcia, que foi a minha primeira professora de ballet – e estou falando professora de verdade, sem falar essas de baby, de escolinha e afins. E vida ao corpo pra mim é a descrição perfeita daquilo que a dança faz, mas é importante lembrar que ela também dá vida à alma. E é o tipo de coisa difícil de explicar, que só quem dança, ou já dançou um dia pode compreender.

E mesmo sete anos (e quarenta quilos depois) fui lá encarar a sala de aula novamente. A barra, a batata queimando com os elevés, as coxas pedido arrego a cada grand plié, e eu tendo certeza de que não iria aguentar vencer a primeira meia hora de aula, mas que segui bravamente, ao lado de várias amigas das antigas, que também estavam retornando e passando pelos mesmos perrengues, e unidas na mesma dor e ferrugem, e também no mesmo amor pela dança.

ballet1

A aula foi no sábado, hoje foi segunda, e eu ainda estou aqui feliz, anestesiada por tantas emoções pelas quais vivi nesse final de semana e sei que muita gente que estava lá compartilha comigo esse sentimento. Muitas gerações e diferentes turmas e panelas das quais participei, todas debaixo do mesmo teto, e todas unidos em torno de um único amor: a dança. Foi uma delícia, foi maravilhoso, foi revigorante. E é muito difícil traduzir em palavras, e olha que é a terceira vez que tento fazer isso, então imaginem só…

Foi uma viagem pelo Túnel do Tempo. Eu não tinha aulas com a Ana desde 96, e há 21 anos que não dançava com as minhas primas Taís e Cíntia, já com a Rosana, a Dani e Paula era desde 96 também. Com a Dadi e com a Carol desde 99, com a Suelen desde 2002, com Tayana, Jorge e Priscila desde 2006. Um acumulado de anos, anos, anos e mais anos. Cada um que chegava era uma delícia, todo mundo ficando feliz, se abraçando, querendo botar toda essa lacuna de tempo em dia. Muita emoção pra tão pouco espaço de tempo.

muralballet

Mas é claro que as coisas tem um custo, e não tem mágica, né! Os músculos obviamente sentiram o tempo que passou nesses sete anos que fiquei parada, mas meu coração e minha alma insistiram em não sentir. Eles, definitivamente, nunca souberam que eu parei de dançar, e para eles eu sempre fui bailarina. E posso dizer que até agora estou feliz como há muito tempo não me sentia. Não vou cansar de agradecer, de dizer muito obrigada a cada uma das meninas que esteve lá e pode compartilhar comigo esse momento e comprou a ideia desse retorno ao meu lado, obrigada ao Xoxó e principalmente à Ana que nos proporcionou essa aula espetacular e nos fez sentir saudades das horas intermináveis de ensaio. E pude ter certeza de algo que eu já desconfiava: o amor à dança é mesmo imortal!!! <3

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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9 respostas a Vida ao corpo

  1. ines diz:

    eu morro de vontade de fazer ballet, morro, já fui até na academia, mas e o medo do vexame comofaz?

  2. ah, o amor à dança… redescobri isso com a dança indiana. minha alma dança junto! <3

    • Tayra diz:

      Dança, seja lá qual for a modalidade, é algo que vai muito além de movimentar o corpo, é exatamente isso, é mexer com a alma e com o coração. Só quem dança sabe isso. <3

  3. Oi Tayra!
    Primeiro comentário meu no seu blog!
    Gostaria, primeiramente, de agradecer a visita e o comentário que fez no blog Do Your Style! Adoramos :). Se fizer alguma customização, conte pra gente.
    E olha só que bacana, vou comentar no post de seu retorno à dança. como disse no instagram ontem, tenho minhas sapatilhas de jazz até hoje, amo dançar e entendo muito bem o que você disse aqui.
    Sinto muitas saudades dos ensaios, dos preparativos das apresentações, das aulas, das coreografias malucas, etc…
    Quem sabe não volto também, né?
    Beijos.

    • Tayra diz:

      Ju,

      só quem dança (ou dançou) entende a essência do que eu tô falando… :)

      Espero que você se anime. Eu virei o ano com essa ideia na cabeça e fiquei feliz que fiz a cabeça de 8 amigas que estavam “aposentadas” a voltarem também. É tipo um vírus, vai contagiando todo mundo. ;)

      beijocas

  4. Pingback: Saltitando de empolgação | Teia de Renda

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