Da pergunta que eu não faço…

… simplesmente porque sei a resposta e não estou pronta pra lidar com ela! E porque, no fundo, eu bem sei que ninguém está, de fato, do meu lado. Vim a este mundo sozinha, e é assim que sairei dele!

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(…)

Conta no vermelho. Calotes constantes. Pindaíba. Ensaios. Faltas nos ensaios. Eventos beneficentes. Imprevistos. Desvios. Exaustão. Dor de garganta. Pepinos tecnológicos. Indecisões. Exaustão2. Insônia. Dia dos Pais. Luto. Burnout. Sobrecarga. Novo dia. Mais um dia. Outro dia. Rotina. Rotina cruel. Rotina esmagadora. Cloridrato de sertralina. Topiramato. Donaren. Clonazepan. Cloridrato de ciclobenzaprina. Nada age. Nada resolve…

Novo dia. Novo dia?! 1h50 de sono. Exaustão. Frio. Nuvens. Serotonina inexistente. Dopamina inexistente. Vida no automático. Mais um festival. Existência burocrática. Existência burRocrática. Pane no sistema. Cadê as músicas do festival? Todos me odeiam? Alguém não me odeia? Jurados non sense. Saudade! Saudade pra caralho! Saudade avassaladora! Dia dos Pais! Que merda! Almoço de “Dia dos Pais”: PF de cantina de teatro. Sono. Muito sono. Red Bull. Café. Capuccino. Repete. Sono não vai embora…

Festival. Retomada. Adolescentes. Condutas de adolescentes. Aquela coisa de adolescente. Todo mundo já foi adolescente! Né?! Redes sociais. Lente de aumento! Quem aumenta?! Quem conta? Quem ouve? Quem fez? Status. Stories. Twitter. Instagram. Whatsapp. Woodstock. Sexo, drogas e rock’n’roll. Prints. Mensagens. Whatsapp. IMs. Fofoca. Áudios. POW! SOC! POF! Me atende?! Não falo no telefone. Sai! Me deixa! Dormeeeeeee!!! NÃO CONSIGOOOOO!!!!!! Febre!!!! 39º!!! Gripe?! Covid?! Somatização?! Dor! Dói tudo! Força não há. Tarô! Sacerdotisa! Caminhos! Dedos apontados! Ameaças. Mundo ruindo. Chão sumindo. Precipício. Queda livre. Rede de salvação. Rede de apoio. Acess. Luz. Luz?! Calma… Calmaria?! Limbo?! Paz?! Talvez…

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Todo mundo tem uma memória com o Jô

Ontem eu não estava nada bem e nem tive condição de vir aqui escrever. Estava jogada, meio grogue, meio dopada, mal processei o que aconteceu, mas no pouco que consegui entrar nas redes, foi impossível não acompanhar a comoção geral que foi a morte do Jô.

Afinal, ele faz parte do imaginário de todo brasileiro. Da geração pré-80 com seus humorísticos. Das de 80 em diante, com os Talk-show incríveis, dos quais foi precursor aqui no Brasil, brilhantemente. Minha mãe sempre conta que eu, pequenininha, adorava sair falando “sois rei, sois rei, sois rei”, em alusão ao personagem Reizinho.

E por muito e muito tempo, ele foi o verdadeiro rei da TV aberta, seja na Globo ou no SBT, recebia convidados e fez entrevistas antológicas. Em 2000 quando voltou pra Globo e a internet se popularizava no Brasil, fez impagáveis esquetes com o Sexteto para divulgar o email jo@globo.com.

Pra mim ele foi gênio absoluto durante muuuuuuuuuito tempo, tanto que usei à exaustão a frase de Djavan de Nuvem Negra: “hoje não ligo a TV, nem mesmo pra ver o Jô”. Achava ele incrível como escritor e devorei avidamente cada um de seus romances (sendo Assassinatos na Academia Brasileira de Letras o meu favorito e As esganadas o menos querido). E também confesso, que nos últimos tempos tava achando ele um sacoooooo, querendo falar muito mais que o entrevistado, achando que ele perdeu totalmente a mão. Enfim, ninguém é perfeito, né!

Como eu falei lá no título do post, todo mundo tem sua história com o Jô, eu também tenho a minha… Já tem 21 anos, mas né! Em maio de 2001, eu tava no 1º ano da faculdade de Jornalismo e rolou uma excursão da galera pro Programa do Jô. Os entrevistados eram Patrícia Poeta (recém contratada da Globo) e Cordel do Fogo Encantado. Naquela época, Jô fazia umas perguntas capiciosas pra plateia, e se a pessoa acertasse ele dava uns prêmios meio micados, tipo, tampa de bueiro. Juro, juradinho que não me lembro qual foi a pergunta, mas passou por umas 4 pessoas, e eu com minha mão lá levantada, porque sabia a resposta. Aí chega o microfone em mim, e eu acerto.

Ele todo pimpão, pergunta meu nome. Eu: “Tayra”. Jô: “Tayra ou Traíra”. Eu: “Nossa, que criativo! Ouço essa piada desde que nasci…”. Jô dá um sorrisinho amarelo e pede pro Alex levar meu prêmio, que é um saco de boxe de 50 kg.

Na hora que chega o saco, ele pergunta: “E aí Traíra, quer dizer, Tayra, tá pesado?”, e eu na lata: “tá menos pesado que você?”. Ele deu risada e falou: “bicho por bicho, chamei ela de peixe, ela me chamou de elefante”. Demos risada e assim ficou. Semanas depois, quando foi ao ar, foi Família Vasconcelos e Família Silva ligando lá em casa pra falar pra minha mãe: “essa é a Tayra que eu conheço”.

Já dei uma caçada no Youtube, mas nunca achei esse vídeo. Volta e meia dou uma fuçada de novo, mas até agora nada – hahaha. Se tiver alguma alma caridosa trabalhando na Globo que tenha acesso a esse arquivo, vou adorar rever. =D

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Me forçando a…

Cá estamos! Essa semana completou-se dois meses da partida da Pepper. Na semana retrasada completou-se um ano da minha avó, e em outubro completará dois anos sem meu pai. Além de três anos e meio sem a Mi. O luto meio que virou uma sombra, que me acompanha pra onde quer que eu vá. O jeito é ir se acostumando com sua presença, que uma hora ele meio que cessa de doer (ou não!).

Agosto chegou, com sua quantidade interminável de dias, eu me isolei do mundo pela última semana, para me revigorar, para recarregar as energias, para tentar me reerguer. O segundo semestre está começando na prática, após as férias de inverno, eu me vejo aqui: me forçando a…

Me forçando a sair da cama, dia após dia… Me forçando a levantar a cabeça e seguir em frente… Me forçando a ir trabalhar e ensinar o que sei pras minhas alunas, mesmo que em momentos eu me sinta incapaz… Me forçando a “superar” esses combos de luto… Me forçando a fingir que tenho uma “vida normal”… Me forçando! E seguindo! Do jeito que dá. E, olha, pro atual momento, isso é muita coisa…

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Fé e orgulho da própria caminhada

Só pra dizer que mesmo em meio a tantas dores, julgamentos, dedos apontados e puxadas de tapete, eu olho pra trás e sinto MUITO orgulho da minha jornada. Ela não foi nada fácil, teve muitos desvios, muitos tropeços que viraram tombos, outros que catei cavaco e não caí, mas eu tô aqui, de pé, honrando tudo que me foi legado. Minhas origens, minha ancestralidade, todos que vieram antes de mim…

O tanto que falaram, que criaram histórias, que fantasiaram tramas. No começo eu sofria, me feria, ficava tentando lutar contra as cabeças da Hidra de Lerna, até eu entender que era em vão. Porque sempre vão falar, sempre vão atacar. Mas paz de espírito, consciência tranquila e certeza de que está seguindo um caminho de retidão, isso não tem preço. E por mais que às vezes eu balance, essa semana que passou serviu pra eu ter mais e mais certeza de que eu estou no caminho certo, e por mais lento e doloroso que o processo seja, ele está rendendo seus frutos. <3

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