Prazeres Amélie

Sabe aqueles prazeres bobos que a gente tem?! Aqueles que de tão bobos a gente nem chega a pensar neles como prazeres?! Pois é… Desde quando eu vi O Fabuloso Destino de Amélie Poulain pela primeira vez (já faz bastante tempo!) eu comecei a pensar nesses prazeres como tais – quem viu pelo menos o comecinho do filme sabe do que estou falando. E assim, refletindo a respeito, percebi que tenho muitos “prazeres amélie”. Pense você também e descubrirá que tem vários (ou pelo menos unzinho!). Vou até fazer uma listinha dos meus principais.

E pra você que tá achando que não tem nenhum, aqui vai um clássico: estourar plástico-bolha. Quem não gosta?! Acho que ficaria semanas fazendo isso, mas como é master lugar-comum não vou nem listar.

O primeiro que me veio a cabeça foi quase que imediato, uma vez que é um hábito que tenho desde a mais tenra infância, que é o vício do cotonete. Tudo bem que eu tenho rinite e que meu ouvido escorre “água”, mas eu uso cotonete pelo menos umas 5/6 vezes ao dia (ainda que os otorrinos digam que esse é um péssimo hábito). E antes mesmo de saber o que era tesão, já sentia sensações magníficas ao enfiar o cotonete no ouvido e girá-lo para um lado e para o outro, quase que um mini-orgasmo. Não sei nem explicar, mas sei que adoro essa sensação do cotonete no ouvido. É maravilhoso! Tanto que, na adolescência e adultescência, o ouvido se tornou um dos meus “pontos fracos”. =D

O segundo que me lembrei é o de ficar cutucando minhas feridas (as físicas). Vocês não tem uma noção do quanto eu adoro arranncar casquinha de machucado. Dói, mas logo depois nasce outra, e aí eu a arranco, e nasce outra, e eu arranco. Círculo vicioso! E por conta disso minhas feridas demoram 10 vezes mais para cicatrizar. Mas não tem problema, porque eu adoro.

Terceiro (que está intimamente ligado ao segundo): sentir mini-dores. Adoro coisas levemente doloridas. Exemplo: faço depilação com pinça – eu mesma, na perna e nas axilas. É uma dorzinha tão gostosa. Aula de abertura (pra quem fez ballet ou jazz sabe do que estou falando) é uma ótima fonte de mini-dores. Ou espinhas bem inflamadas, é tão bom estourá-las e sentir aquela dorzinha (pena que dure tão pouco! =/ ). Medo! Será que eu sou uma mini-massoquista?! o.O

O quarto é berrar que nem uma doida na escada de casa – eu fazia isso muito mais quando morava na casa da minha mãe, porque aqui em casa, o condomínio que moro multa por todo e qualquer barulho mais elevado, mas ainda assim, volta e meia eu não resisto e me jogo. (Mas só faço isso quando estou sozinha, é óbvio! Senão todos vão achar que eu sou louca de pedra – ainda que a realidade não seja tão diferente assim, né!) Grito de me esgoelar – mas na minha mãe era mais legal porque a escada de casa dela fazia eco.

Quinto prazer é de me fazer de modesta. Hahaha! E sério, eu seeeeempre faço isso. Deixando a modéstia de lado, sempre que me meto a fazer algo, não me contento que a coisa saia menos do que perfeita. Tenho necessidade em ser a melhor naquilo que faço, nem que eu me mate pra isso. Mas o mais legal é alguém vir me elogiar e eu ficar me perfazendo de modesta. Ou então, mais legal ainda, é você fazer com que a pessoa passe a te achar genial (sem que ela perceba que está sendo manipulada) e a partir daí começar a te elogiar e você ficar com aquela cara de: “puxa, nem tinha reparado que tava tão bom”. Sério, eu faço isso o tempo todo… =)

Sexto prazer – não parar de fazer xixi até ouvir o barulho da última gotinha caindo. Besta, né?! Escatológico também, mas o que posso fazer?! É um dos meus prazeres amélie, paciência…

O sétimo é muito mais divertido. Adoro falar em dialetos. Eu e meu irmão falamos tantas gírias inventadas por nós, que nem nossos pais nos entendem quando estamos conversando, é muito legal, porque de tanta gíria que a gente usa chega quase a ser uma nova língua – hahahaha. Com o Thi também, falamos rápido, enrolado e com todas as palavras terminadas em R, por exemplo: olar, tudor bem-er?!. É tosco, mas engraçadíssimo. Um dia a mãe dele ficou um tempo olhando a gente conversando e lançou: “não sei qual dos dois é mais retardado?!”. Eu acho que fiquei uma meia-hora rindo sozinha disso. Mas adoro falar com alguém e todos ao redor não conseguirem entender.

O meu oitavo prazer tem um quê do sétimo. Eu e meu irmão sempre gostamos muito de cinema e música, por conta da bagagem herdada por nossos pais. Por isso, nesse sentido conhecemos um repertório mais amplo e eclético que a maioria das pessoas no que tange a essa área. Por conta disso, desenvolvemos uma mania conjunta. Se em algum diálogo um de nós, ou mesmo um alguém aleatório, lança uma frase que possa ser entendida como uma deixa, pronto! Lá vamos nós completar com um trecho de música ou fala de filme. E aí fica todo mundo olhando pra gente com cara de o.O – mas a gente se diverte e é isso que importa.

Já o nono é fazer a Felícia com a Pepper. Sério, eu me acabo! Aperto, beijo, faço carinho, brinco muito, dou meus latidos e ela endoida, pula em mim, me lambe loucamente. Me escondo dela e fico latindo e ela sai desvairada perseguindo o barulho. Rolamos no chão, no fim saio toda lanhada e roxa, mas tenho certeza de que ambas somos bem felizes juntas. =D

E o décimo e último prazer é xingar no trânsito. Sério, acho libertador… Mas eu xingo pra dentro do carro (pra evitar brigas e discussões desnecessárias). Berro que me esgoelo. Porém, o mais interessante de tudo é que muitas vezes eu xingo em espanhol – e aí às vezes até xingo pra fora – a pessoa sabe pela entonação e pela minha cara de poucos amigos que eu estou xingando, mas não passa nem perto de descobrir do que foi xingado. É uma delícia…

Alguma vez você já parou pra pensar nos seus prazeres amélie?!

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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4 respostas a Prazeres Amélie

  1. diz:

    ADOREI! hahahahaha
    Achava q só eu era doida por sair cantando e pulando pela casa DO NADA, mas vejo q não hahaha
    Sério, ADORO fazer isso! Pena que canto tão bem quanto uma gralha =/
    Das mini dores: vc é mini sadomasoquistahahahaahhaha
    Tava pensando nos meus mini prazeres: sair pulando e cantando pela casa é um, me jogar na cama sábado a tarde, pegar ônibus vazio (prazer de pobre esse haha). Não consigo pensar em outros. Eu tb gosto de tirar casca de ferida, mas tenho evitado isso, pq não acho nada prazeroso quando cai sabonete em cima da ferida sem casca! Ardeeee!
    Beijos
    =****

  2. Carol diz:

    Bom…acho que eu merecia ser mencionada nesse post, rsrs, aliás…a Michelle tbem!!!, pois tivemos (e principalmente- a Michelle) uma participação especial qdo vc assistiu pelo 1ª vez esse filme, que aliás, eu amo!!
    Meu, mas sempre desconfiei dessa sua mania estranha de ficar arrancando pelo com a pinça na axila..meu isso dói demais, vc é doida!!
    bjs

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