Ô Carolaina shidiuá!!!

(o título desse post é uma piada tão interna, mas tão interna, que só eu e a Carol mesmo vamos entender e dar risada…)

No ido ano de 1999, eu fazia faculdade de História e a USP passou por uma greve bem grandinha no segundo semestre. Por conta disso, passei a ter as minhas tardes repletas de tempo ocioso. Boa parte desse tempo eu passava na casa da Carol, minha amigona até os dias de hoje. A gente falava merda, dava risada, “cuidava” da Six (irmã dela que na época tinha só 10 anos e adorava abrir sempre na página da “Casa” de um tal livro de inglês), via filmes, falava mal da vida alheia e todas essas coisas lindas da vida de quando se tem 20 e 18 anos de idade.

Logo no ano seguinte, a Carol começou a trabalhar a tarde, mas tinha folga todas as segundas-feiras – não me pergunte porque, mas era assim. Nessa época eu tinha um namorado, que estava bem longe de ser das pessoas mais sociáveis do planeta, e por quem a Carol não nutria a maior simpatia do universo. Resultado é que o tempo que eu tinha pra passar com ela era basicamente a tarde de segunda-feira. Mas como eu fazia faculdade a tarde, isso era um problema. Mas, eis que veio uma greve ainda maior que a do ano anterior e meus problemas acabaram. (mais ou menos, né! Mas vamos fingir que acabaram…) Aí eu e a Carol pudemos voltar a ter as tardes de segunda para falar merda, dar risada, “cuidar” da Six (que continuava sempre abrindo o livro na página da Casa), ver filmes, falar mal da vida alheia e por aí vai. Já no segundo semestre, eu tive uma briga meio feia com os meus pais, por conta de querer largar a faculdade e blablablá e acabei ficando um semestre sem estudar – e tendo meu tempinho sagrado pra passar com a Carol. =)

Em 2001, logo no comecinho do ano – mais precisamente dia 11 de janeiro – o meu namoro teve o primeiro (de muitos e muitos outros) fim. E eu fiquei “solteira” até agosto. Nesse período eu e Carol ficamos ainda mais grudadas do que nunca. Primeiro porque ela foi o meu porto seguro no momento pé na bunda; segundo porque eu, ela e a nossa simbiose sempre rachamos juntas o bico da Michelle (nossa amiga mula) e da Karina (nossa amiga breguinha); terceiro porque voltamos a ser companheiras inseparáveis de balada; quarto porque ela me aconselhava (ainda que sem efeito algum) a virar a página e não ficar alimentando esse relacionamento furado que estava fadado ao fracasso. E, dessa maneira, podemos dizer que a primeira metade de 2001, foi uma mas melhores fases da nossa amizade. Aí, em agosto eu voltei com o tal ex e ela estava namorando e com a certeza de ter encontrado o amor da vida dela. Mas, logo depois ele embarcou pra Londres, pra morar lá, depois de anos planejando essa viagem e a Carol passou a ter a obsessão de juntar todo e qualquer centavo que ganhava pra ir pra Inglaterra morar com ele.

Já em 2002, continuamos muito próximas, porque no 1º semestre a Carol mudou pra mesma faculdade que eu e nós duas íamos e voltávamos juntas. Ela trabalhava muito na “Ísdom” e não saía nunca (porque estava guardando todos os centavos para a tal viagem). Então, o nosso tempo mesmo era pela manhã, nas viagens de ida e volta da faculdade e também na hora do intervalo. Até que, mais ou menos no meio do ano, ela acabou vendo que namoro a distância não rolava e ela e o cara romperam… Foi o momento fossa dela e eu me lamento muito de não ter dado todo o apoio que ela merecia – uma vez que ela e o meu ex não se bicavam e pra isso não tinha remédio.

Ainda que nada que se compare ao grude permanente que éramos entre 1999 e 2001, minha amizade com a Carol sempre permaneceu muito sólida. A partir de 2005 a coisa ficou linda como um céu de brigadeiro, porque ela e o Thi se curtiram logo de cara, e o Felipe (noivo da Carol) é tão gente boa, que chega a ser uma unanimidade e todo mundo adora ele. Assim, com namorados amigos também descortinamos tudo que podíamos esperar pra nossa vida adulta e para uma amizade duradoura de fato – além de nós duas, nossos respectivos também se dão super bem. Em 2008 eu casei e ela – é claro – estava lá no seu papel de madrinha. Esse ano é a vez dela casar e estamos invertendo os papéis.

Embora a gente não se veja nem metade do que eu gostaria, sei que ela tá sempre ali, presente, pensando em mim, mandando boas vibrações, preocupada quando precisa ficar – e a recíproca é totalmente verdadeira. E às vezes, em coisas pequenas como um comentário em blog (ela que tem vida totalmente offline) a gente vê o quanto é lembrada e querida. Agora, na época do raio, ela tava super preocupada, querendo saber como podia ajudar e chateada porque tá enforcada com as despesas do casório e não podia me ajudar materialmente. Mas, tem horas que esse tipo de carinho e zelo é tudo que a gente mais precisa e mais quer, e é o que, definitivamente, faz a diferença.

Por isso, eu sei que sou abençoada em ter a Carol na minha vida. E que passem tantas outras décadas, mesmo que morando longe, tenho certeza de que não há nada capaz de afastar nós duas. Esse é o tipo de coisa que aquece a alma e nos faz crer que a vida vale a pena. =)

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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6 respostas a Ô Carolaina shidiuá!!!

  1. Carol diz:

    Ai Tay, que lindo, eu até chorei.
    Sabe que eu te amo muito muito, e de tudo que você escreveu, a recíproca é totalmente verdadeira!! E ainda devo acrescemtar que sinto muita saudade da época que passavamos as tardes juntas..e que saíamos de balada juntas, mas essa fase passou, e guardo boas recordações.
    Claro que você sempre poderá contar comigo!!Beijos beijos Te Amo muitão!!!!!!!

  2. Fer diz:

    É muito bonito saber cultivar e conservar amizades antigas e é verdade que não importa o tempo ou a distância, o laço criado na essência de nossa juventude ou infância e para sempre! Parabéns por ter amigas assim!

  3. Fer diz:

    Eu tenho uma amiga desde 1975 com a qual olhávamos o céu e ficávamos procurando ovnis e discutindo sobre a vida em outros planetas… hoje ela é dentista, está no segundo casamento. O tempo passou mas sabemos rir muito quando estamos juntas e ficamos 2 horas fácil no telefone quando ligamos uma pra outra, rs.

  4. Pingback: A estreia do Rei Leão « Teia de Renda

  5. Suuu diz:

    Eu tenho a minha amiga assim!
    É simplesmente perfeito ter alguém assim…

  6. Pingback: Minha irmã | Teia de Renda

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