A família cresceu…

Calma, calma gente, eu não tô grávida não…

Mas a família, de certa forma cresceu. Na verdade, não cresceu, mas mudou: saiu um integrante e entrou outro no lugar. Pois sim minha gente, o Gol, que ultimamente andava me deixando muuuuuuuuuito na mão (como vocês puderam acompanhar aqui e no Twitter) se fué e no lugar dele entrou um Fox zerinho, que tão cedo não vai me dar dor de cabeça. de mecânica, porque financeira já tá me dando. Ai, as 30 parcelas que ainda estão por vencer…

E depois de quase 2 semanas de burocracia, quitação do carro, emplacamento, despachante blá blá blá zzzzzzzz, eis que ontem o Fox veio para as minhas mãos, todo lindinho, com cheirinho de carro novo e extremamente alto me dando uma nova visão de mundo. Tava super feliz e empolgada.


O carro é exatamente esse, dessa cor – depois tiro fotinhos do meu mesmo… ^__^

Mas…

Entreguei as chaves do Gol, que fez parte do pagamento do Fox, e quando pegaram o carro, passaram com ele e pararam lá no pátio junto com os outros usados… Meu Deus! Meu coração ficou tãããão apertado. Sério, podem rir, mas na hora eu chorei e fiquei triste, muito.

Por mais que eu estivesse desde fevereiro me irritando sistematicamente com o Gol, que insistia em apagar e ter seu defeito fantasma, que ninguém descobria o que era. De ele parar no meio de avenidas movimentadíssimas me expondo a vergonha e riscos, ainda assim, não teve como eu não pensar em tanta coisa legal que passei com ele. É claro que ele nunca vai ocupar na minha vida o papel que o Hermes teve (e tem), mas ainda assim, passei muita coisa boa nesses dois anos que o Gol ficou nas minhas mãos. Mas ainda assim, ele tava há 10 anos na minha família e nos 8 anos que ficou com a minha mãe, eu e meu pai éramos os maiores responsáveis por dirigí-lo.

O Gol esteve comigo na maioria das entrevistas que gravei pro meu TCC – isso sem falar no imenso número de externas que fiz com ele na época da faculdade (matéria do negro, do outono, São Caetano Campeão Paulista de 2004, alcoolismo na juventude, revival dos anos 80, a importância da beleza padronizada na conquista de um emprego, viciados em televisão, biografia do João Vítor e por aí vai…). Passado um tempo foi o carro que me acompanhou quando saí da casa da minha mãe e fui morar com o Thiago na Frei Caneca e fez toda a parte de mudança de coisas pequenas (inúmeras viagens); esteve comigo quando entrei na área de publicidade e em tantos eventos e ações que participei, coordenei etc.; foi o carro que levou a mim e ao Thi para o sítio onde casamos; esteve conosco quando saímos da Frei Caneca e fomos para a Pompéia; aguentou o perrengue tenso da pior fase da depressão e foi meu veículo em viagens sem rumo pelas madrugadas paulistanas; foi o carro que foi comigo buscar a Pepper no canil e também o que a levou pra operar do cherry-eye; e em tantas outras ocasiões menores que poderiam soar como desimportantes, mas que, montando o quebra-cabeça, formam o que é a minha vida.

E assim eu me senti: abandonando uma parte da minha vida, do meu passado, que estava ali, representada na figura de um carro. Por isso todo o aperto no coração.

Comentei isso com minha mãe, com o Thi e com a Bia e todos eles me entenderam, mas falaram a mesma coisa: pra pensar que foi um momento legal, que passou e que agora vou viver tantas outras coisas especiais com o Fox.

Gente, eu sou pisciana e por tabela, chorona, manteiga derretida, sentimental, não tem jeito… Fiquei pensando o que seria de mim se algum dia meu pai decidisse vender o Hermes… (um dia faço um post só para ele, porque esse sim tem muita história pra contar).

Prometo depois que chegar em casa tirar fotos do carro novo e atualizar o post com imagens pra vocês. Mas é isso, a família mudou, agora somos eu, Thi, Pepper e o Fox.

[percebam que sou quase uma Stefhany – linda, absoluta e num Fox (que não é Cross – hehehe)]

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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3 respostas a A família cresceu…

  1. ines diz:

    Ah droga achei q era bb na área! rsrsrs
    aproveitando: ô Tay depois vc me passa o contato do canil da Peppers, já tenho vários pra pesquisar/visitar mas um indicado é sempre melhor né!

    beijinhos

  2. Vanessinha diz:

    Eu to chorando só de ler. eu sei como é. Minha mãe vendeu o “Mindigão”, nosso Fiat 147 branquinho, depois q meu papis faleceu. Era o xodó dele, mas tinha alguém que precisava mais do carro que nós. Ele não estava lá as mil maravilhas, mas era o carro da família. Ele me ajudou na mudança de casa e foi buscar meu irmão na maternidade, quando ele nasceu. Nada foi tão triste quanto ver o Mindigão sair rebocado da minha garagem. Parecia câmera lenta. Só não foi pior q o adeus q dei ao meu segundo gatinho, o Miausie. Tempos depois, Mindigão apareceu aqui em casa. O comprador pintou ele de marrom e agora trocou meu ex-carro de sexo, chamando ele por um nome estranho de mulher. Um dia eu compro ele de volta. Mesmo q não ande…. (snif)

  3. Pingback: Dia Nacional do Fusca | Teia de Renda

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