We are Carnaval

Tudo começou há um tempo atrás, na Ilha do Sooooool há mais ou menos um mês, quando a Mirian me chamou no Gtalk e queria saber se eu mesma que fazia os contatos para ações publicitárias do Thi e eu disse que sim. Aí ela perguntou se ele tava a fim de ir pra Salvador no Carnaval, com passagem, hospedagem, alimentação AND camarote da Ivete Sangalo/Youtube/Cerveja & Cia, tudo free pra ele e mais um acompanhante (que obviamente seria eu!).

Me animei, mas ao mesmo tempo fiquei com um pé atrás, porque, em primeiro lugar meu aniversário cairia no sábado de Carnaval, e eu já tinha decidido que, por conta disso, não viajaria. E em segundo que eu achei que o Thi não ia topar (na verdade, tinha quase certeza disso…).

Mas eis que, pra minha imensa surpresa, ele aceitou. Disse que iria por mim e por ser Salvador e ele sabe o quanto Salvador é importante pra mim, pra minha história, como eu já disse aqui. E eis que, daí pra frente comecei a tratar tudo diretamente com o pessoal do Santander, que desde o começo tratou a gente muitíssimo bem, e ainda surgiu uma viagem bate-volta surpresa, pra ir até Imbassaí (Grande Salvador) e ver um show da Ivete na Praia do Forte e que também foi uma delícia. Tivemos o prazer de conhecer a Tânia, que era a pessoa que o Santander mandou pra ser a nossa “babá”. Pensa numa pessoa fofa? Agora multiplica por 10. Essa é a Tânia. E olha que a primeira vez que a vimos foi em meio a uma turbulência, já que chegamos no aeroporto dois minutos depois de encerrado o check-in e ela super solícita, tentando resolver, fazendo de tudo pra dar um jeito.

Em Imbassaí ficamos num resort delicioso. Fomos bem paparicadinhos, e vimos o show da dona Veveta do camarote. Passadas duas semanas, lá estávamos nós de novo, rumo à Bahia, dessa vez pra ficar na minha amada Salvador. Depois de um pinga-pinga, irmos parar em Brasília e o vôo cancelado nos levar para Aracaju, para, só então, chegarmos à capital da alegria, enfim, peguei o carro que alugamos – devido ao super atraso, acabamos nos encontrando com a Tânia, que iria bem depois, e fomos todos juntos para o hotel. Só ficamos no Pestana, que é O MELHOR hotel de Salvador. A vista é linda (de qualquer quarto que você fique, já que ele fica num rochedo e os dois lados tem vista pro mar). Eu sou roots, da época que o Pestana se chamava Meridién. Lá estavam hospedados Marisa Orth, Preta Gil, Celso Portiolli, Luan Santana, Cássio Reis, Lucas Di Grassi e por aí vai.

Aqui fica a nossa queixa da viagem, pois, apesar das suas cinco estrelas e de ser um dos mais tradicionais hotéis da Bahia, o Pestana deixa muito a desejar em relação ao serviço. Male, male seria considerado 3 estrelas no meu ver. A recepcionista que nos atendeu com um sorriso mega-falso no rosto, colocou a pulseirinha do Thi super larga, e quando ele reclamou ela disse que era melhor ele achar que tava bonito, porque caso quisesse trocar, teria de pagar R$ 100,00. O nosso quarto estava com o ar-condicionado quebrado (o que é um martírio para o calor de Salvador!), solicitamos que consertassem e estamos esperando esse reparo até agora. Quando se pedia qualquer coisa demoravam séculos – pedi um iogurte e demoraram 35 minutos, um papel higiênico (que eles sempre repunham pela metade) demorava ao menos 20 minutos. Isso sem falar que quando estávamos fazendo check-out, havia uma menina fazendo check-in, que subiu ao quarto e voltou dizendo que deram a chave de um quarto que estava ocupado e que tinha um casal dormindo. o.O

Sem falar que, dos 4 elevadores um esteve quebrado durante todo o período do Carnaval, e outro volta e meia não funcionava também. Isso porque eram 23 andares, cada um com 20 quartos – às vezes demorávamos 20 minutos pra conseguir descer. Aí, caso resolvesse optar pela escada, bad idea, pois elas eram mal-iluminadas e cheiravam mal (em alguns andares o cheiro de xixi era insuportável).

Mas todo o resto foi fantástico. O camarote do Cerveja & Cia era magnífico. O ambiente era ótimo, o atendimento impecável, o restaurante lá dentro era maravilhoso, tinha balada (pra quem queria fugir do axé) e rolou vários shows, dentre eles, da Fernanda Porto. E também havia vários estandes de patrocinadores, onde rolava cabelo e maquiagem, costumização de abadá, sorteios de ipads, um pit-stop pra carregar todo e qualquer tipo de celular, baiana de acarajé fazendo tudo ali fresquinho e muita, muita, muita comida de petiscagem (Doritos, Ruffles, coxinhas, kibes, bolinhas de queijo, de camarão ou de bacalhau, pasteizinhos maravilhosos, paninis de frango, mini-hamburguer, mini-dog, mini-pizza e com certeza mais coisas que não lembrei), além de frutas e frios para todos os gostos.

E apesar de meu passado axezístico, vou te dizer que sempre tive uma má-impressão da Ivete Sangalo, porque sempre ela tá pra cima, sorrindo, feliz, e, de boa, ninguém é feliz o tempo todo. Mas aí, conversando a respeito com o Thi, e falando que ela é muito bem assessorada pra estar sempre UP, ele ressaltou um ponto: esse é o trabalho dela, ela tem que estar de bem com a mídia, com a imprensa, com os fãs. Não à toa, chegou onde chegou. E vi que ele tem mesmo razão e que seguramente ela tem seus momentos de chilique em casa, no recanto de suas quatro paredes, sem deixar que isso atinja a sua imagem pública. E preciso declarar aqui: a mulher tem um pique e uma aura que exala simpatia fantásticos. Quando ela descia no camarote, parece que aquilo lá ia à loucura. Como era o camarote dela, ela sempre descia pra cantar umas músicas ali. Havia uma plataforma no camarote, e ela passava por lá pra fazer um pocket show pro pessoal do Cerveja & Cia e ficava muito, muito, muito perto de quem estivesse no segundo andar (vejam pelas fotos, que estão sem zoom – ela estava a coisa de 1m de distância). Além dela, desceram por lá também Durval Lélis (que é fantástico, e tem uma energia comparável à da Ivete e que fez aquele camarote tremer mais do que sua dona quando cantou “Quebra aê, quebra aê, olha o Asa aê”), Xandy do Harmonia do Samba – que ainda existe e tá uma bola – e o cantor do Levanóiz, que pra mim é apenas o Superman – hahahaha.

E meu momento louca e alucinada ficou para a hora que passou o trio da Timbalada – pra quem não sabe, eu aaaaaaaaamo – aquela batida deles é perfeita, gosto bem mais que Olodum. Tenho todos os CDs e sei tudo quanto é música e era apaixonada pelo Xexéu e pela Patrícia (vocalistas dos primeiros CDs). E eles passaram bem no dia do meu aniversário, e cantando Fogo dos Ancestres (uma música super desconhecida, mas que eu amo) e eu fiz a raça-fã. Cantei e dancei que nem louca. Total mico, todo mundo do camarote me olhando – ahahahahaha. E ainda saíram cantando: ô timbaleiro, cadê o timbau?. Endoidei!!!

De resto, fiz o habitual que faço sempre que vou à Bahia, como ir até à Sorveteria da Ribeira, nos acarajés da Regina (meu predileto), Dinha e Cira – e ainda viciei o Thi em bolinho de estudante, também conhecido como punheta (hehehe). Só quase não fomos à praia. No sábado, que também era meu aniversário, fomos até Plakafor, mas tinha tanta alga/sargaço que eu nem consegui entrar na água – parecia areia movediça. o.O

Na segunda resolvemos ir até a Praia do Forte, que o Thi não conhecia. E foi um dia super férias frustradas… Meu Deus!!! Pra quem não sabe, a Praia do Forte está a 55 km de Salvador, ou seja, super pertinho. A ideia era chegar lá no máximo em 1 hora. Levantamos, tomamos café e por volta de 10h da manhã já estávamos saindo do hotel, acreditando que por volta de 11h estaríamos lá. Aí passou o aeroporto e pegamos MUITO trânsito em Lauro de Freitas, mais ou menos até o acesso à Praia de Buraquinho. Depois fomos numa boa, aí tinha um trecho da estrada com uma faixa interditada, mais o pedágio que tem infraestrutura nula e gera fila de quilômetros. Aí depois pegamos mais um trecho de pista única, até chegar à estradinha que leva à Praia do Forte (que tem 4 km) e que demoramos mais 45 minutos só ali. Chegamos à tal estradinha 14h. Ufa! Mas… Mandaram a gente pra um estacionamento que ficava 2 km de distância do Projeto Tamar e logo que entramos no tal estacionamento que tem uma infra-estrutura maravilhosa (NOT!), atolamos, como vocês podem ver na foto aí do lado. O estacionamento era feito de nada mais que areia fofa!!! Foi preciso mais 1 hora e 8 homens pra cavar e tirar o carro do atoleiro (até o motor tava na areia) e conseguir fazer o Celtinha ficar livre pra sempre. Aí os policiais ficaram com dó e deixaram a gente seguir com o carro os 2km que faltavam e conseguimos parar lá pertinho do Tamar.Aí a gente já tava morreeeeeeendo de fome, pois já era 15h15 e fomos tratar de comer. O Thi pediu agulhão ao molho de camarão e eu um penne com atum e ele ficou encantado pois nunca tinha visto atum sem ser enlatado – hehehe.

Aí como já era 16h quando terminamos de comer, nem rolava mais ‘praiar’ e fomos só visitar o Projeto Tamar e tirar fotos – o Thi adorou e disse que é bem maior e mais legal que o de Ubatuba. Logo depois nos mandamos e fomos chegar em Salvador já quase 19h. Podres e moídos, decidimos não camarotar e liguei pro meu primo Téo ir lá buscar nossos abadás e se jogar na folia por nós.

Na terça, último dia de Carnaval, acordamos cedo e fomos pegar Lia e Nani no hotel e fazer um tour por Salvador. Começamos pela Lagoa do Abaeté – que tava com uma água tão dilicinha… Depois fomos pro Pelourinho pra comer no restaurante do Senac que, cuén, estava fechado. Acabamos indo parar no Mercado Modelo onde recebemos o pior atendimento da história e saímos sem comer nada e no fim, almoçamos no Acarajé da Cira lá no Largo da Mariquita. Deixamos as meninas no hotel e aí cada uma seguiu pro seu camarote: elas pro da Daniela Mercury e nós pro da Veveta.

Aproveitamos muito o último dia, dançamos bastante e entramos no clima, já que, provavelmente, não será algo que repetiremos. Mas foi muito bom, muito menos muvuca do que eu imaginava e muito mais cansativo também. Foi uma delícia e eu agradeço muito ao Santander por ter nos proporcionado essa experiência única e é algo que eu recomendo a todos passar pelo menos uma vez na vida. Passem um Carnaval em Salvador – e sem essa de que é festa de solteiro, dá super pra passar com o namorado, marido, noivo ou peguete. Aliás, era o que mais tinha: casais.

Passem por isso ou se arrependerão quando forem mais velhos. Eu recomendo! =)

A versão do Thi sobre o Carnaval está aqui.

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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9 respostas a We are Carnaval

  1. diz:

    Amei!
    Realmente eu achava que era apenas coisa de solteiros. :-)
    Queria saber como vc conseguiu lembrar de tudo direitinho e escrever cada detalhe…mto legal!

  2. Suuu diz:

    Nooooossa sinhóra.
    Tio Murphy não descansou nem no carnaval?

    :)

    Mas tirando os perrengues foi legal, né?

    xD

  3. Tchelo diz:

    Me lembrou a vez que o Cu do Judas cobriu um show de axé da Rádio Sucesso! Essas coisas perseguem o Borbs! =D

  4. Só tenho uma coisa a dizer: “EU QUERO!!!”
    E me animei pra colocar isso nos meus planos, de passar um carnaval em salvador. Também sempre tive essa má impressão de ser festa pra solteiros!
    Adorei tudo!
    Beijo

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  8. Rafael diz:

    Legal, curti seu texto! Também passei o carnavel em salvador mas esse ano e adivinhe: o que eu mais senti falta foi da minha namorada! Acho que a idade também ajuda – embora eu tenha 25 – mas ir a uma festa tradicionalmente tida como de solteiros e sentir isso e um paradigma que eu precisava ter quebrado :D

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