Violência gratuita

Acabei de ser agredida. Não foi uma agressão física, tão pouco verbal, mas foi uma bela de uma punhalada moral. E tenho certeza que quando eu falar o que houve muitos vão dizer: “ah, só isso…”. Mas, porra, não é só isso, porque quem faz uma coisa dessas, se tiver oportunidade faz coisa muito pior.

Acontece que hoje fui ao Shopping Paulista para assistir à cabine de Planeta dos Macacos – A Origem. Tudo lindo, maravilhoso, mas quando volto pra pegar meu carro vi que roubaram o meu Mickey da antena. E foi isso.

O que me incomoda, o que me dói e o que me agrediu foi a violência tão gratuita. Porque, venhamos e convenhamos, um cara que rouba a minha bolsa vai fazer uso daquilo, vai ter algum tipo de lucro. Pode gastar meu dinheiro, passar meus cheques pra frente, usar meu cartão de crédito. O cara que rouba o meu carro idem. Quem rouba meu celular, meu note, minha câmera fotográfica idem, idem e idem. Eles tem algum tipo de lucro – guardadas as devidas proporções, é como se ele recebesse um “pagamento” pelo seu “trabalho”. Agora uma pessoa que rouba um chinelo na praia, que arranha um carro que tá ali com a pintura intacta ou que passa a mão no Mickey da minha antena, não ganha NADA. Nada mesmo. É só pelo hábito de ser escroto, de estar pouco se fodendo com o próximo, de cagar e andar para todos que estão ao seu redor.

Enquanto isso, na Sala da Justiça, um ser desses nem deve achar que o que ele fez foi roubo, só deve ter achado que ele foi muito esperto em pegar algo que tava ali “dando mole”. Deve ser desses babacas que prega que achado não é roubado. Se bobear, deve ser desses a favor da pena de morte, e que acha que a Rota tem mesmo é que matar esses vagabundos que roubam por aí.

Eu me sinto agredida sim, por estar num lugar em que não se respeita o que é dos outros. Nem é pelo valor, aquilo custou US$ 4,00 – eu não vou morrer e nem ficar mais pobre por causa da porra de quatro dólares, mas eu fiquei triste (muito) com o ato violento em si. E nem adianta falar que é assim mesmo, porque eu não vou perder minha capacidade de me indignar com uma estupidez dessas.

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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3 respostas a Violência gratuita

  1. Camila diz:

    Quem comete tal absurdo é capaz de muito pior. É uma pena vivermos num país que atos como tal são às vezes considerados apenas rebeldia. Isso é crime, punível na esfera penal. O pior é o sentimento de impotência diante de fatos como esse.

  2. Tem que ficar braba mesmo! Tenho pavor desse tipo de gente.
    :(
    Beijo.

  3. Você tem toda razão em se indignar. É um absurdo vivermos em um lugar onde as pessoas se acham no direito de pegar os bens alheios apenas para provar que podem fazer isso.

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