Meu nome no olho do furacão

Ontem rolou um baculejo no Twitter, que eu nem sei bem como começou, mas que o estopim foi um casal muitíssimo mal resolvido – espero que pelo menos a experiência tenha servido pra eles sentarem, pensarem e resolverem a relação deles. Mas eu quero que se foda esse povo que quer holofote a qualquer custo, que pra mim não se diferencia em nada de quem entra em BBB pra ficar famoso, quem vira mulher-fruta, ou qualquer outro tipo de atalho para a “fama”. Eu tenho meus princípios muito bem definidos e me mantenho fiel a eles, e não necessariamente o que é certo pra mim é certo pra outras pessoas.

De cara, quero deixar bem claro a todos, que apesar do ponteiro da balança insistir em se manter muitos quilos acima do meus tempos de bailarina clássica, eu nunca estive tão feliz e bem resolvida na minha vida. As coisas todas correm como planejadas, as dívidas não me assombram mais, tá tudo nos eixos, e meu casamento vai melhor do que nunca. Fora isso, quanto à minha vida pessoal é isso que vou abrir e que eu quero que vocês saibam. Porque ao contrário de muitos, não quero que as redes sociais sejam palco pra mim, elas tão ali pra serem usadas pra eu reencontrar e até mesmo conhecer pessoas, e o que é dito e mostrado ali é apenas a fatia que eu quero que vocês conheçam. Nada além, tudo que é tornado público aqui, no Twitter, no Flickr, no Facebook, no Foursquare, no Instagram, no GetGlue e por aí vai, é apenas o que eu quero mostrar, e é pensado.

Mas o que eu quero dizer é que ontem ficou mais patente pra mim do que nunca a mesquinhez, o egoísmo e a escrotidão de muita gente. De seres que eu nunca vi na vida, desesperados pra saberem qual era o meu nick no Twitter, pra poder me citar e me ofender. As pessoas estavam fazendo chacota de um assunto que poderia ser bem sério se eu não soubesse do que se tratava, se eu tivesse uma cabeça igual à da maioria das pessoas que twittou sobre, poderia ser um assunto que pautasse a minha vida. Mas ninguém parou pra pensar nisso. Eu só me pronunciei, porque sabia que se eu não falasse nada a coisa não pararia. E o curioso foi, depois que eu e Thi aparecemos e falamos tudo foi baixando rapidinho. Porque aí, nêgo viu que não ia dar merda nenhuma, e, enfim, perdeu a graça, porque o povo gosta mesmo é de desgraça. Só que ninguém se preocupou comigo antes de tacar meu nome no fogo, sendo que minha única parcela na história era ser casada com um dos protagonistas. Essa é uma história do Thiago, e isso não faz com que seja minha.

O que mais me chocou foi ver gente que eu conheço, que eu achava que era minha amiga, enfiando meu nome, meu casamento e minha relação em piadinhas de gosto bem duvidoso – dessas que se fossem feitas pelo Rafinha Bastos ia ter gente na rua pedindo a cabeça dele. Nem é que eu não soubesse disso, mas eu fiquei boba de ver o quanto tá todo mundo cagando e andando pros outros. Não vou citar um único nome do povo que me decepcionou, porque nem esse ibope eu vou dar. Teve apenas uma pessoa que conheci do Twitter, que veio saber se eu tava bem com tudo que tava rolando, que foi a Alê Ferreira (eu dou nome a quem merece, e só!), me procurou pra saber como eu tava e tal. A amiga de sempre, Lelê, se pronunciou de maneira divertida, porque essa sim, sabe de mim além da fatia que eu mostro nas redes sociais. Além de gente como Pedrovisky, o Edu Sales, que viram a situação com o ar ridículo que sempre teve, e não engrossaram o caldo do povo do “vou zuar mesmo, foda-se”. Porque a coerência é inexistente pra esse povo que acha que o Twitter e a Timeline representam a vida, que acreditam que vão mudar o mundo twittando. Todas as regras que eles cagam e vomitam hoje, amanhã serão executadas às avessas por eles mesmos.

Aqui em casa, tirando o fato da escrotidão de tanta gente me gritar tão alto, a gente só riu da história, até mesmo das piadas de blogueiros troll envolvendo o nome do Thiago. E rimos mais ainda quando o foco das piadas mudou. Porque no fim da história, o casal holofote é que virou a grande chacota – e deles, só espero que ao menos agora estejam bem resolvidos e não precisem o resto da vida do aval da timeline pra poder seguir com suas vidas… :)

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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