Cachoeira Paulista e a saudade de uma infância feliz

Minha família materna é do Vale do Paraíba. Isso quer dizer que saindo de São Paulo e partindo rumo ao Rio, praticamente em cada cidade do caminho tem um parente meu, já que minha família é enorme e se espalhou… Mas apesar de minha mãe ter nascido em Jacareí e eu ter parente pra tudo quanto é canto, as duas cidades mais marcantes da minha infância no Vale do Paraíba são Cachoeira Paulista e Guaratinguetá.

São um sem número de boas recordações, de brincadeiras ao lado dos primos, mergulhos no rio, corre-corre pela fazenda, beber leite tirado direto da vaca, atolar o pé na merda da vaca (óbvio!), trepar na árvore pra comer manga do pé, competir com os primos quem subia mais alto na árvore (e depois ficar presa e ter que ser resgatada pelos adultos…), cair da árvore, ficar lotaaaaaada de carrapato, ter que conferir se não tinha escorpião dentro dos sapatos, ir fantasisada de Jane igual a todas as primas – enquanto todos os primos iam de Tarzan – pro baile de Carnaval do clube da cidade, comer aquela pipoca maravilhosa com queijinho, tomar aquela laranjada que só a Tereza sabia fazer, ver fotos da minha mãe e dos meus tios crianças e ouvir histórias da infância deles contadas pela Tia Marciana, brincar na rede (e competir com os primos quem balançava mais alto), brincar de Gato Mia no quarto e alvejar a pessoa que entrava no quarto com travesseiros, almofadas e até colchões. As lembranças são inúmeras e maravilhosas. Pelo menos um fim de semana por mês a gente pegava a estrada, subia a Dutra e chegava quase na divisa de São Paulo com o Rio para passar momentos maravilhosos em Cachoeira.

Ontem estive por lá, bem rapidinho, pra resolver uns probleminhas burocráticos no túmulo do meu avô e do meu tio. E apesar do corre-corre e de tanto tempo que não vou pra lá – a última vez foi pro almoço de aniversário de 70 anos do meu tio Hélio, em 2008, mas antes disso, eu não ia desde 2003 – as lembranças boas são tantas que me fazem ter por Cachoeira um carinho especial, um sentimento de raiz, que eu só tenho igual com Salvador. Afinal de contas, são as duas cidade das minhas famílias, onde construí meus vínculos e onde fui formando aquilo que sou. Hoje em dia, por conta da Canção Nova, a cidade cresceu demais e perdeu um pouco das características da minha infância, mas sempre vai estar entre as minhas melhores lembranças e as minhas mais doces vivências.

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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