Máscara virtual

Ainda sobre o assunto do post anterior, e me atendo mais aos contras dessa coisa toda de ter blogs. Realmente é complicado esse lance de exposição, mas ao mesmo tempo eu tenho uma espécie de necessidade de escrever.

Há alguns anos aconteceram várias coisas na minha vida e eu decidi que a partir de então colocaria uma película na frente, em tudo quanto é rede social que participo. Não mais falaria quanto estava feliz, nem quanto estava triste, tampouco mencionaria meus amores e desafetos. Tentei, tentei, e de fato estou bem menos transparente, a película tem funcionado um pouquinho, mas não completamente. Porque não dá pra ser totalmente não-Tayra, é algo que eu não consigo. A película que eu uso é um Magipack e o ideal seria mesmo um Insul-film. Mas a gente acaba se valendo de uma máscara, pra poder se proteger nesse mundinho virtual.

E aí que, do mesmo jeito que eu falei que minhas amigas vem me contar: ‘eu sei, já li no seu blog’, tem também muita gente na internet que nem me conhece direito e ainda assim gosta de ficar xeretando a minha vida. E isso nem é uma questão de estrelismo, afinal de contas, quem nunca foi atrás de fuçar como anda a vida de um ex-namorado, um colega de ginásio, colégio, pra saber o que ele tá fazendo da vida? Isso é natural, todo mundo faz. Assim como todo mundo gosta de dar uma xeretadinha na vida daqueles nossos desafetos, só pra ver se ele tá derrapando ou se tá mais feliz que a gente. Quem nunca?!

Só que por algumas circustâncias da vida e principalmente por ser casada com um cara que é famoso na internet, sei que muita gente gosta de vir futucar a minha vida, muitas vezes para saber indiretamente da vida dele. E aí, por conta disso eu acabo ganhando alguns stalkers. Só que eu acho que stalker é o tipo de coisa que não é legal, não faz bem. E isso eu englobo todos os tipos, seja os do tipo “mega-fã”, que quer saber tudo sobre a sua vida pra te admirar mais e mais – tem um cara que faz isso com todo mundo da equipe do Judão, dá até medo, adiciona a gente em todas as redes socias (até nas que acabaram de surgir, antes da gente criar a conta, ele já adiciona pelos e-mails nossos), eu acho uma coisa meio psicótica, sabe! – ou os tipos que não vão com a nossa cara e querem saber da nossa vida só pra ficar futricando e destilando o veneno por aí. Eu acho que stalkear é um tipo de vampirismo, não é legal, suga a energia da gente e não tem como fazer bem. Por isso acho mesmo que a gente tem que prestar atenção e se preservar um pouco.

Pô, mas é osso!!! Tem horas que eu tô explodindo de corujice materna com a Pepper e com a Amélie, ou então transbordando orgulho pelas conquistas do Thiago e quero compartilhar com todo mundo. Tem também as vezes que acordo jururu, ou então querendo gritar aos quatro cantos do mundo o quanto eu tô feliz. Poxa, eu tenho blog pessoal há 10 anos, eu adoro escrever, gosto de fazer esses relatos pessoais, mas aí vem aquele lance de ter de se conter, de se preservar. É tão complicado!!!

Eu comecei lá em 2002 com um bloguinho mixuruca que ninguém lia, tirando uma amiga aqui, outra acolá, até porque internet não era moda, pouca gente tinha acesso… Aí, uns dois anos depois, um primo ou outro começaram a ler também, e passando o tempo com o boca-a-boca e a minha entrada para o Judão, o blog passou a ser lido por gente que eu não me conhece e a partir de então surgiram os primeiros burburinhos e comentários grosseiros, e-mails mal-criados, xingamentos em posts, twittadas e afins… E isso foi me fazendo perceber que o mais certo mesmo era eu ficar na minha, não falar muito da minha vida por aí e evitar os desabafos no blog, Twitter, Facebook… Mas, tem horas que escapa. Hehehe!

Aí a vida vai seguindo. Abrindo a torneirinha aqui, segurando as pontas ali, e lembrando que o blog é um janela da minha vida, que eu deixo aberta para a minha vida para os momentos que me interessa e que eu deixo que vocês saibam até o ponto que eu quero que saibam. Não preciso e nem quero devassar a minha vida completamente. Nunca foi minha intenção ser uma web-celebridade, por isso não preciso transformar meu blog numa espécie de paparazzi de mim mesma, nem quero. E aí eu vou brincando nos memes, fazendo posts que de certa maneira mostram uma fatia da minha personalidade, mas nunca esquecendo de usar uma máscara – pode ser daquelas da Tiazinha ou da Feiticeira, que não escondem quase nada, mas pode ter certeza que tem coisa escondida. ;)

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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