Três anos

Era 26 de março de 2009, eu completava exatos 30 anos e 3 semanas e tava vivendo um dos momentos mais turbulentos da minha vida. E muitas coisas foram importantes e marcantes e me ajudaram a superar e encarar toda essa tempestade que se instalou na minha vida. Uma dessas coisas representou uma grande mudança, e aconteceu justamente nesse dia específico. Eu estava na casa da minha vida, catei o carro ao lado do meu irmão e me despenquei pra Arujá num bate e volta. Já que do Jaçanã estávamos ao lado da Fernão Dias e a poucos quilômetros da Dutra, em menos de 20 minutos eu e o Taygoara estávamos lá. Na volta deixei meu irmão em casa e voltei pra Pompéia. Cheguei por volta de 23h50. Peguei o telefone, liguei pro Thi e disse pra ele descer na garagem pra me ajudar com as compras de mercado (como habitualmente fazia). Ele desceu, e como sempre se dirigiu para o porta-malas, mas eu falei que as compras estavam todas na frente.

E então abri a porta do passageiro. E ele olhou uma caixa azul e não entendeu nada do que estava acontecendo, aí pegou a caixa e colocou no chão. Quando percebeu o conteúdo ficou boquiaberto e de olhos arregalados. Depois de uns 5 segundos de silêncio e falta de reação, ele exclamou: “Brincou!”. Se abaixou para abrir a caixa, e o seu conteúdo, encolhido e assustado se recusava a sair por conta própria. Removemos a parte de cima da caixa e o Thi pegou aquele conteúdo no colo, que chorava e estava assustadíssimo.

Subimos e ele acolheu o conteudinho, uma bebezinha de bulldog inglês, em sua barriga e pouco a pouco as coisas foram se acalmando. A pequena foi começando a conhecer o nosso cheiro e respirar mais tranquilamente. Depois de beber um pouco de água e fazer um mini-xixi no meio da sala, colocamos ela na cama e a bichinha amou a caminha que eu tinha comprado de cara. Pensamos muito no nome que daríamos a ela, testamos alguns, mas nada que nos agradasse. Fomos dormir e eis que, no dia seguinte, o Thi desce e fala que tinha pensado em Virginia “Pepper” Potts e que a chamaríamos de Pepper. Amei! Na hora! Caiu como uma luva. E no primeiro teste, ela já olhou quando falamos Pepper e o nome ficou.

Desde esse dia, há três anos, a alegria, o amor e a energia positiva que ela trouxe pra a nossa casa, jamais caberiam em um simples texto. E eu só tenho a agradecer aos céus o momento que essa cachorrinha tão maravilhosa cruzou o nosso caminho e entrou para a nossa vida (pelos caminhos mais tortuosos e atrapalhados – ela simplesmente tinha que ser nossa…). Ela me ensinou uma nova maneira de enxergar a vida e um novo meio de amar. E graças a tudo de bom que elas nos ensinou, quase dois anos depois, a família cresceu mais ainda e trouxemos a Amélie para fazer companhia a ela e somar ainda mais alegria e agitação à nossa casa. Mas isso e a pequeninha já são assunto para um outro post… E também foi com ela que aprendemos que não saberemos mais viver sem ter um cachorro dentro de casa, só de ver a felicidade deles cada vez que entramos em casa (mesmo que a gente só tenha descido no carro pra buscar alguma coisa) é de fazer com que a gente se sinta a pessoa mais amada da face da Terra. E mesmo com cherry eye, foliculite, alergia a plástico e todas as frescurinhas típicas de bulldog, o que essa gordinha faz bem a gente não dá nem pra dizer.

Por isso que hoje o dia e o post é da Pepper, só dela – da pequenona que me ensinou que não dá pra ter um lar completo sem um amigo de quatro patas e que o amor que eles nos trazem é o mais sincero, leal e desinteressado. A nossa pequena, com nome de assistente do Tony Stark e que desde o primeiro dia dormia abraçada com um relógio embrulhado numa camiseta do Homem de Ferro, que subia em cima da mesa pra derrubar as garrafas que ficavam em cima dela, que era pequenininha e conseguia passar pela lateral do portãozinho e do nada aparecia no andar de cima da casa com a cara mais sem vergonha do mundo, que deu seu primeiro latido pro leão Alex de Madagascar. Peppinha, obrigada por ser essa companheira roncadeira, com cara de ranzinza, super inteligente e obediente. Obrigada por ter me ajudado tanto num momento tão difícil, por ter me feito superar coisas que nem eu acreditava ser capaz e, pricipalmente por fazer a nossa vida tão feliz! <3

366/86

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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5 respostas a Três anos

  1. Bia diz:

    Minha chumbola mais amada desse mundo. MINHA!!!!

  2. João diz:

    A Pepi é muito amor!

  3. boooooooorbs diz:

    Duas das mulheres da minha vida. <3

  4. boooooooorbs diz:

    Duas das mulheres da minha vida <3

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