Sete dias (e como dói…)

Hoje é o dia da Missa de Sétimo Dia do meu tio, e eu que tô aqui a mais de 2.000 km de distância, não tô lá de corpo presente, mas estou com meu coração e vibrações, pensando nele, na minha tia, e mais do que tudo, na minha prima Soninha, que tá arrasada e passando pelo pior momento de sua vida.

Para lembrar o irmão, meu pai escreveu um texto que ele imprimiu e vai entregar a todos que forem à missa e que eu tomei a liberdade de reproduzir aqui. No dia que ele morreu, em meio a muitas e muitas lágrimas, eu tava comentando com a Bia o quanto meu tio me serviu de exemplo de conduta e como ele foi uma das melhores pessoas que eu tive o prazer de conhecer nessa vida. Uma pessoa boa, no sentido mais pleno da palavra, que se preocupava sempre com o próximo e estava disposto a ajudar quem quer que tivesse precisando de seu auxílio. Íntegro, correto, honesto, nunca deixava suas atitudes contradizerem o seu discurso. Aquele tipo de pessoa que todo mundo precisa conhecer pra ter em quem se espelhar. E eu acho que não poderia falar dele tão bem quanto meu pai fez, por isso resolvi colar o texto aqui:

Ele praticamente saiu de cena da forma como certamente desejou: muitos atos à frente, de maneira silenciosa, que era para não dar trabalho aos outros, nem mesmo assustar.

Assim era Derinho, como todos chamavam o cidadão Derivaldo Ferreira de Vasconcellos. Aquele que nos pregou uma grande peça e saiu antes da grande festa que faríamos para comemorar os seus 80 anos.

Prestativo, solidário, “pai” de uma porção de gente – irmãos, sobrinhos, cunhados, primos, afilhados, amigos e até mesmo de desconhecidos que lhe estendiam a mão em busca de um adjutório – como bom filho de Dona Santa, estava sempre a postos para servir ao próximo. Mas, raramente pedia para que o servissem.

Com esse perfil, Derinho participou ativa e de modo marcante do grande teatro da vida, dominando o palco até o último ato.

Acostumado a socorrer aquele que enfrentasse problemas de saúde (e cada um de nós conhece mais de um caso), todos nós sabemos o quanto ele se deu no cuidado com a esposa, Detinha, que o seguiu cinco dias depois – ele temia de morte cair na cama e dar trabalho aos outros. Por isso, nem esperou as cortinas do palco se abrirem para sair definitivamente de cena. Quando a gente se deu conta, ele se foi. Mas não deixa o vazio. O seu legado é uma enorme lição de vida, sua retidão, seu apego aos princípios que devem orientar a vida em sociedade. Atitude que levavam alguns a confundirem-no com uma pessoa autoritária. A esses, felizmente poucos, pedimos que reflitam, aproveitem o momento para rever seus conceitos…

É isto o que temos a dizer. E, se tivéssemos que escrever o seu epitáfio, talharíamos na pedra: “AQUI JAZ UM HOMEM ÍNTEGRO. E JUSTO”

Tio, saiba que meu coração estará sempre com você e que vou guardar sempre seu exemplo e as lembranças de tantos momentos maravilhosos que passamos juntos.

366/99

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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Uma resposta a Sete dias (e como dói…)

  1. laila diz:

    Belo texto, amiga!
    Fique bem e mande beijos aos seus pais!

    Beijoooos

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