Quando o que é bom vem em dobro…

No começo de 1999 recebemos do meu tio Edvard e da Denise a notícia de que eles estavam grávidos e que a nossa família cresceria mais um pouco. Só que a coisa era ainda melhor, uma vez que a gravidez era múltipla e eles teriam gêmeos. Eu contei aqui que na gravidez do Kim, quando éramos poucos primos e a disputa entre homens e mulheres estava entre 3X2, eu e a Quelany torcemos muito para que nascesse uma menina e a gente pudesse empatar o jogo. Mas aí veio um menino, ficou 4×2. Depois vieram o Eduardo e o Luiz Henrique e a disputa ficou ainda mais desigual e passaram a ser 6 meninos contra apenas 2 meninas. O jogo já tava mesmo perdido e a gente desencanou da disputa. Mas com a notícia de gêmeos no pedaço, não sei quanto à Quê, mas na hora eu pensei: “pôxa, se nascerem meninas seremos 6×4 e a coisa fica menos desigual” – hehehe. Sem falar que eu já tinha 19, quase 20 anos e ia amar ter duas bebezinhas para paparicar bastante.

Me lembro como se fosse hoje. No dia 12 de junho de 99, aniversário de 50 anos do meu pai, a Denise chegou com o barrigão enorme e deu a notícia que eu tanto ansiava: eram duas meninas!!! \o/

E ali soubemos que se chamariam Lana e Raíssa, e que meus pais seriam padrinhos de uma delas (mas acabam sendo das duas por tabela – hehehe) e que por ser uma gravidez múltipla, a partir do final do mês seguinte, qualquer momento era hora de elas virem ao mundo. E eis que no dia 27 de julho de 1999 o mundo ganhou duas novas princesas, a família Silva cresceu ainda mais e Lana e Raíssa chegaram para tornar a nossa vida mais incrível.

No dia que fui conhece-las elas já estavam em casa, e eram tão piticas que ficavam no carrinho de bebê ao invés do berço. E eram igualitas, até a mancha de recém-nascido que tinham na testa era igual. Impressionante! E meu Deus, que coisa mais gostosa!!! Paixão à primeira vista define. Eram tão gordinhas e gostosas, as perninhas cheias de dobras, que pareciam croissants, dava muita vontade de morder.

Sempre fui apaixonada pelas duas e tentei ser bem presente na vida das caçulinhas da família: elas tem 20 anos de diferença pra mim, quase 19 pra Quelany (que ainda tem o posto incrível de irmã BEM mais velha) e quase 18 pro Taygoara. Não tinha como não serem xodó de todos, né! Eu que tinha acabado de me formar em fotografia pelo Senac tirava rolos e mais rolos de filmes delas cada vez que ia visita-las (tanto que quase não tenho fotos junto com elas, uma vez que eu estava sempre clicando as duas). E elas ficavam muito comigo, eu era a “tia Tayra” como dizia meu tio e que era prontamente corrigido por elas que diziam que eu não era tia, eu era prima grande.

Sempre levei as duas para passear pra lá e pra cá, e quando eram menores, muitos perguntavam se eram minhas filhas. Eu  não achava ruim não. Adoraria ter filhas como elas, porque sempre foram um encanto e desde bebês nunca deram o menor trabalho – Denise e Edvard merecem que eu tire o chapéu, pois as duas estão entre as crianças mais educadas que eu já vi em toda a vida. Além de serem muito queridas e cativantes. Todas as minhas amigas sempre se encantavam por elas, o Thi também (tanto que de cara, ele sempre embarcou nas ideias que eu tinha para leva-las em passeios e afins). E ainda que hoje em dia sejam duas moças, com todos os seus compromissos próprios, continuam sendo encantadoras e não entraram naquela fase difícil de pré-adolescência que não gostam de nada, não querem papo com ninguém. Elas sempre foram pessoas fantásticas.

Ainda na semana passada, eu tava lá na Califórnia, vi algo sobre Rugrats e lembrei de quando elas eram menores e adoravam o desenho. E até comentei com o Thi como o tempo passa depressa, e que quando elas eram bem pequenininhas elas gostavam das Super Poderosas (que elas chamavam de “supopoderosas” e que depois, quando aprenderam a falar melhor viraram “superderosas”). Depois tiveram a fase de gostar de Hamtaro e aí veio a fase Rugrats. Teve até uma época que elas eram doidas pelo Super 15 (personagem da propaganda da Telefônica). Quando já estavam um pouco maiores foram apaixonadas por High School Musical, até que entraram numa fase (que dura até hoje) de Harry Potter e Beatles. Olha como o tempo passa e as coisas mudam! ;)

É óbvio que, sendo tão importantes para mim, elas não poderiam deixar de ter papel de destaque num dos dias mais importantes da minha vida, e foram as minhas damas de honra. E é uma bela honra mesmo, pois poucas pessoas nesse mundo podem dizer que tem duas princesas lindas e “iguais” como daminhas. Foi um sucesso. No dia e depois, todo mundo que vê as fotos adora. <3

E curiosamente, toda a semelhança física – que desde quando elas eram muito pequenas nunca me enganou – se reflete numa extrema distinção na personalidade. E isso desde que eram bebês. Elas sempre tiveram gênios muito diferentes e se você tivesse algum tipo de dúvida quanto ao físico (que eu consigo enumerar uma série de diferenças), basta observar um pouquinho pra notar o quanto elas são diferentes – e que derrubam toda e qualquer teoria de astrólogos sobre signos e tal e coisa, afinal de contas são poucos minutos de diferença no mapa astral e uma personalidade mais diferente impossível.

Ao contrário do Kim, que é meu irmão-postiço, posso dizer que a Lana e a Raíssa são minhas filhas-postiças e uma espécie de estágio pra maternidade. Sempre amei estar com elas e é fato que há 13 anos a Denise e o Edvard me deram um dos melhores presentes que eu já ganhei nessa vida. Porque sei que sem elas minha vida teria muito menos doçura, beleza e encantamento. E foi a partir delas que eu passei a ver que esse drama que as pessoas fazem com gravidez de gêmeos e criar dois ao mesmo tempo, que dá muito trabalho e blablablá, é tudo balela, e passei muito a querer gêmeos. Dá mais trabalho, mas dá muito mais alegria. Sem falar que, quando eram menores, eu começava um brincadeira, e aí pronto, elas continuavam entre elas. Dava muito menos trabalho do que se fosse uma criança só.

Ano passado, quando estava na Flórida e mesmo agora, quando estava na Califórnia, sempre ficava pensando em como seria se elas estivessem lá comigo e o quanto gostariam de tudo aquilo. Se tudo der certo, daqui há dois anos poderemos fazer essa viagem juntas e aí sim vou poder compartilhar todos esses bons momentos com elas.

Hoje elas já são duas moças, completam 13 anos, e é um dia especial porque marca o dia em que a minha vida ficou mais colorida e fantástica, mas só reforça aquilo que eu desejo pra elas em absolutamente todos os dias. Mando as melhores vibrações e desejo muita luz, felicidade, sucesso, paz, saúde, amizades, luz, serenidade e a realização de muitos sonhos e me junto ao resto do mundo para reforçar o coro de “Parabéns” e “Feliz Aniversário”. Amo muito vocês e quero estar sempre, sempre, sempre ao lado de vocês pra tudo!!!

366/193

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
Esta entrada foi publicada em Felicidade Partilhada com as etiquetas , , , . ligação permanente.

2 respostas a Quando o que é bom vem em dobro…

  1. raissa lopes diz:

    muito obrigada eu te amo muito tia Tayra

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s