O melhor presente que o mundo da mídia social me deu nessa vida

Uma vez a gente brincou que éramos um o Corinthians da vida do outro, porque tinha aquela musiquinha que dizia: “eu nunca vou te abandonar porque te amo”. E olha que a primeira vez que eu olhei pra cara dele, há mais de quatro anos, o nosso primeiro contato foi tenebroso. Chega aquele cara baixinho, bombadinho, marrento, metido a dono do pedaço e pergunta: ‘Quem é você?’. Respondo: ‘Sou a Tayra’. E ele: ‘Traíra’. Porra, puta piadinha velha e sem graça, sabe! Logo pensei: vou odiar esse cara. Ledo engano. Sério, eu não poderia estar mais equivocada. O engraçado é que somos pessoas diametralmente diferentes, e ainda assim o nosso santo bateu tanto, mas tanto, mas tanto que desde então não nos separamos mais…

O Andrezinho é um fascista de marca maior que fica falando pra eu levar esses “bandidos vagabundos” pra casa, já que eu tenho tanta pena – ahahahaha. Como é que eu, Tayra Vasconcelos, defensora suprema dos direitos humanos, que crê na não violência, pode ser amiga de uma pessoa dessas. Não sei, sinceramente não sei, só pode ser algo que vem de outras vidas. É a única explicação que eu encontro.

A gente se conheceu em junho de 2008, lá na Dudinka (sim, aquele país esquisito que todo mundo queria dominar no War), no primeiro lugar em que trabalhamos juntos. Na época que eu estava trabalhando lá, foi quando eu me casei e todos eles aquentaram o período da pré-noiva psicótica (e sobreviveram). Logo depois do meu casamento eu estava a ponto de morrer – e matar – por conta do dono do apartamento que eu alugava na Frei Caneca, e ele, muito fofamente ofereceu uma casa que ele tinha na Pompéia e que estava vaga. E lá fui eu morar no Melrose Place, palco de fantásticos churrascos e bagunças – e é claro que reclamações dos vizinhos, já que as paredes da casa eram de casca de ovo. Foi lá no Melrose que caiu um raio na casa, vocês lembram?! Pois é, minha gente… Recentemente eu e o André até demos um pulinho lá, já que ainda tem coisa nossa lá no porão – hehehe.

Mas enfim, voltando a mim, ao André e a nossa vida corintiana de um nunca abandonar o outro – mesmo eu sendo palmeirense roxa e ele um são-paulino muito do mequetrefe. No final do ano de 2008 eu me demiti da Dudinka e comecei o ano de 2009 trabalhando na Espalhe. Mas aí fiquei doente, me demiti de lá também e fiquei um tempo sem trabalhar. E eis que surge o Andrezito me resgatando do período mais negro da minha vida e me incentivando a voltar a trabalhar, me dando a ideia de trabalhar remota e tudo mais. E lá fomos nós dois embarcar na nossa primeira canoa furada – ahahahaha – não vamos citar nomes, nem queimar o filme de empresas, porque temos responsabilidade jurídica e não queremos processo, mas fomos para uma agência que tinha o hábito de atrasar salários coisa de uns 90 dias. Pra se ter ideia, até hoje eles me devem. E só nos pagaram (uma parte) porque eu ameacei acampar no hall de entrada do prédio – ahahaha – e o André disse que ia levar os salários dele em Macs. De lá freelamos muito juntos, mirabolamos, empreendemos, tomamos no cu, tudo isso juntos.

Aí em 2010 fomos parar em outra agência que parecia ser a coisa mais fantástica EVAH, mas que não era nem canoa furada, era Titanic mesmo. Novamente não citaremos nome por conta da responsabilidade jurídica, mas, né, pra receber foi outro parto e também pagaram apenas metade do que nos deviam e ainda agiram como se tivessem nos fazendo o maior dos favores. Dali pra diante ainda freelamos mais um tanto até toparmos com um vesgo maldito e um zé-ruela atrofiado pra botar um Everest no nosso caminho (sério, pedra é bem pouco para o que eles fizeram) o que foi suficiente para que eu e ele resolvêssemos que a gente tava cansado desse mundo de mídia social, que já tava muito viciado, que tinha acabo o romantismo que a gente acreditava, enfim… Cada um decidiu trilhar um caminho diferente profissionalmente, mas nem assim um saiu da vida do outro, porque eu tenho certeza que o André tá na minha vida pra ficar, pra todo o sempre.

Hoje em dia ele é o meu fiscal da malhação – hahahaha. Se eu falto na academia ele me manda SMS, Whatsapp, mensagem no Facebook, me liga. Juro, não dá moleza. Tem dia que o sono me manda ficar na cama, mas aí eu penso no tanto que o André vai me pentelhar e acho mais fácil enfrentar o sono do que ele. E assim eu vou seguindo levando a amizade mais improvável de toda a minha vida e agradecendo sempre a esse mundo de mídia social por ter botado uma pessoa tão sensacional como ele no meu caminho. Hoje ele já começa a fazer a caminhada ao último ano que o separa dos 40 anos de vida e eu só posso desejar as coisas mais fantásticas para ele que é uma figura impagável e que com sua ranzinzice genial faz meus dias mais divertidos. Feliz aniversário, Xuxu!!! Eu nunca vou te abandonar… <3

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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2 respostas a O melhor presente que o mundo da mídia social me deu nessa vida

  1. Fabíola Cavalcanti diz:

    Tayra pelo jeito você tá ferrada, esse André tem uma cara de tranqueira que não é fácilhahahah bjs

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