Na vitória, na derrota… Na primeira, na segunda…

Nasci palmeirense num período em que meu time já amargava uma fila que tinha se iniciado 2 anos antes e que perduraria por mais 14. Depois desse dia 12 de junho de 1993, quando vi meu time ser campeão pela primeira vez, peguei um período de glória em que a coisa mais fácil do mundo era ser palmeirense: bicampeão paulista e brasileiro com aquele timaço que tinha Edmundo, Evair, Edilson, Zinho, César Sampaio, Sérgio e depois Velloso. Em 96 tivémos aquele time arrasador com um ataque de mais de 100 gols com Muller, Luizão, Djalminha, Rivaldo. Dava gosto ser palmeirense. Em 98 a gente teve a Copa do Brasil e a Mercosul e em 99 a Libertadores. Os anos 90 foram nossos. Era um verdadeiro tesão ser palmeirense e era fácil, como era fácil…

Mas antes disso eu passei 14 anos duros e árduos anos sabendo que torcer e amar um time não é coisa pra qualquer um. Até que vieram os anos 2000. Em 2002 a gente caiu pra série B, nosso grande golpe, duro e forte, mas não mortal, porque em 2003 fomos campeões da série B e no ano seguinte já estávamos de novo na primeira divisão. E o nosso jejum imperava, até que em 2008 conquistamos o campeonato paulista – que alguns rivais idiotas insistem em dizer que não serve pra nada (mas me desculpem, pra mim campeonato de peteca tá valendo). Até que neste ano, primorosamente o nosso maestro Felipão conseguiu nos levar à final da Copa do Brasil e nos trouxe um título nacional depois de 14 anos. Para isso sacrificou as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

Porém, quando a Copa do Brasil acabou ficou muito difícil pro Palmeiras retomar o ritmo. E essa semana, falando sobre o assunto, o Juca Kfouri disse no Linha de Passe – Mesa Redonda (e eu concordo) que esse time do Palmeiras tá muito longe de ser o pior time da competição e até mesmo o pior Palmeiras que eu vi jogar. E é muito triste ver que o time está praticamente condenado ao rebaixamento e ver a diretoria dando cabeçada, fazendo merda e demitindo a única pessoa que poderia ajudar o time a sair dessa enrascada, que é o Felipão.

Eu, obviamente, vou ter esperança até o último instante, mas também não sou burra, e nem deixo de enxergar a lógica e de perceber de que a coisa está muito, muito feia. Mas já estive na segunda divisão, já encarei mais de uma fila e sei que o meu amor pelo Palmeiras não diminuiu em nada por causa disso. Estou ao lado do meu time pra tudo e sempre. E não adianta porque sou torcida que canta e vibra até a morte.

366/232

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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