Minha irmã

Eu sou uma pessoa mega família, adoro estar com meus pais, tios, primos etc., mas também tenho plena consciência de que os laços de coração às vezes superam os de sangue. O Benjamin Franklin tem uma frase que eu adoro e que é muito verdadeira, que diz: “um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão”. E hoje é aniversário da minha irmã, daquela que eu escolhi pra estar ao meu lado, unida pelo coração.

Eu já falei dela aqui e aqui, e fico meio receosa de chover no molhado. Sem falar que a gente tá precisando renovar o repertório de fotos.

Inclusive, acho que já usei a maioria das fotos aqui, por isso, só pro post não ficar sem foto, escolhi uma nossa de 2001, que eu adoro. <3

E é engraçado que muitas das lembranças boas que eu tenho da fase dos meus 19 aos 24 anos, quase todas elas tem a Carol envolvida. Fui na casa da minha mãe esses dias, e tava voltando e contando (e mostrando lugares) pro Thiago de coisas que a gente aprontava. E aí, eu lembro do fato, e gargalho sozinha e ele fica me olhando com cara de ORLY!!! Mas são coisas que serão eternamente fantásticas na minha lembrança e que certamente, se eu me juntar com a Carol para relembrar, ele vai compartilhar as gargalhadas comigo.

Estava contando pra ele do dia da “pica do cachorro”, ele achou 0 graça. Contei pra ele que na época que o Tom Cavalcante bombava como Pit Bicha, a gente quando tava indo pra balada a bordo do Hermes, se passava em frente de um bar gritava (com voz de Pit Bicha) “cuecão de couro” e “tá com a mão no taco” se tivesse alguém jogando sinuca. E o mesmo valia para os frentistas de posto de gasolina, mas aí a gente gritava “tá com a mão na mangueira”. Idiotices da juventude. Mas a gente se divertia horrores. Aí contei da Michelle pisando na repimboca, e tudo surtia a mesma cara de “mentira que você acha isso engraçado?!”.

E eu e a Carol sempre tivemos o nosso timing de humor muito próprio, sempre teve coisas que só nós duas achávamos graça. Teve uma vez que meu carro tava na oficina e a gente não tinha nenhum meio de transporte pra ir pra balada. Solução: ir de ônibus. O porém é que, pra voltar, a gente tinha que esperar dar quase 6h pra ter ônibus pra voltar pro Jaça City. Mas pra gente tava tudo bem. Só que nesse dia a gente tava com a Dadi e com a Karina, e elas já estavam com sono e cansadas, e nós duas com a corda toda, pedindo dog na barraquinha que tinha um alemão pedindo “dôs ródog e dôs cerveza”, cantando todo o vasto repertório do Bala, Bombom e Chocolate (composto por “Digo eu já fui lá, bati, liguei…” e “Aá, eê, oô, brincava de trepar na goiabeira só pra ver calcinha”) e a Dadi e Karina olhando pra gente com cara de quem queriam saber de onde vinha tanta idiotice uma hora daquelas da manhã. Ainda ficamos zuando que a Karina Lisbon ia ficar de castigo o resto da vida. E não contentes, chegamos em casa com fogo no rabo, pegamos a agenda de telefones e fomos ligando pro celular de todo mundo e deixando mensagem de voz cantando a música da propaganda do Dolly Guaraná. Até que o Douglas atendeu e estragou a brincadeira.

Já mais velhas, a gente se junta no time das meninas, pra derrotar os nossos maridos numa partida de Imagem & Ação e ainda fica zuando o Felipe, que não sabia quem era o Zé Carioca e me manda: um passarinho? de chapéu? – hahahahaha. O Felipe foi o responsável por afundar o time dos meninos, que estava invicto há 8 anos, e a partir de então iniciar a hegemonia das meninas.

E é um sem-fim de lembranças boas e engraçadas e de uma felicidade tremenda de ter a Carol na minha vida (e ainda ganhei a Six e a Tia Cleonice por tabela). Eu tenho certeza que minha trajetória teria sido muito mais sem graça se a Carol não fizesse parte dela. Hoje em dia a gente mora longe e se vê muito pouco, mas o nosso amor de irmã e a nossa amizade independem de proximidade física, é algo que já está muito solidificado dentro de nós.

Por isso, só quero reforçar que no dia de hoje o meu foco é todinho dela, que todas as minhas energias e boas vibrações estão voltadas para ela e que eu desejo aquilo que já mentalizo o ano todo. Só quero que aconteçam coisas boas na vida da Carol. Cada conquista dela é como se fosse minha – quando ela comprou o apartamento dela, na planta, cada vez que eu passava em frente da obra e via que tava quase ficando pronto, ficava toda feliz, como se fosse meu. Então hoje é o dia de estar com ela, de enche-la de carinho e lembrar a ela o quanto é importante na minha vida. A Carol é muito mais do que a minha melhor amiga, é a irmã que Deus colocou no meu caminho e que esteve comigo nos momentos mais felizes e também nos mais difíceis.

Carolaina Shidiuá, PARABÉNS!!! FELIZ ANIVERSÁRIO!!! Feliz vida toda (e comigo sempre ao seu lado).

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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2 respostas a Minha irmã

  1. Anne diz:

    Que lindo post, o melhor presente de aniversário! Me lembra muito quando ainda não tinha internet, eu amava escrever cartas e trocava correspondências com as melhores amigas praticamente todos os dias.

    E sempre eram coisas do tipo, dizendo o quanto gostava, da importância na minha vida…

    Saudades disso, dessa troca de carinho… Hoje em dia não vejo tanto essas demonstrações, por isso esse seu texto me deixou bem emotiva.

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