Dando o golpe no Papai Noel

papai noel

Ainda no clima de “ho, ho, ho”, em conversas por inbox com a Joice, Dani e Inês sobre causos engraçados de Natal, eu precisei vir aqui fazer esse post. E para a alegria da Vanessão, que ama essa história de paixão. O fato é que, por mais que eu tenha me comportado bem em 2012 e não tenha tido um ano à altura (Esse aninho deve ser carma pelo que já aprontei no passado), eu já me comportei muito mal e menti, inclusive pro próprio Papai Noel – e isso sem contar o Natal de 1982, quando eu fiz acordo de entregar minhas chupetas em troca do presente e minha mãe descobriu uma chupeta muquiada na minha gaveta de roupas – hahaha.

O golpe mais sério e mais grave aconteceu cinco anos depois, em 1987, quando eu já tinha 8 anos e era uma mente criminosa e ardilosa – devia ter incluído essa na minha lista de maldades da infância. O que rolou foi o seguinte: a Estrela e suas magníficas campanhas de Natal piraram o meu cabeção e eu simplesmente não conseguia escolher um brinquedo só (pessoas de pouca idade que me leem, saibam que no meu tempo o habitual era pedir apenas um presente de Natal, ok!). Como era eu quem mandava as cartas pro Papai Noel, sempre era incumbida de escrever o meu pedido e o do Taygoara, aí a gente se reunía e decidia o que iríamos pedir. Decidimos então que eu pediria a cozinha da Barbie e o Taygoara a lanchonete do Mc Donald’s – isso porque minha mãe interviu, uma vez que a gente queria um carrinho de sorvetes da Yopa, igual ao que aparecia no merchã do programa do Bozo. Juro!!! =D

Mas o porém é que a gente queria taaaaaaaaanto o recém-lançado Pogobol, mas também queríamos os outros brinquedos que já tínhamos escolhido. E então, como fazer?! É aí que entra em ação a mente ardilosa desta que vos escreve. Falei pro Taygoara: “e se a gente falasse pro Papai Noel que a gente ganhou um irmãozinho esse ano? Aí a gente teria direito de pedir mais um brinquedo”. O meu irmão na hora concordou. Aí entramos no dilema: qual seria o nome do irmão? Concluímos que deveria ter um nome indígena como o nosso e chegamos a um veredito de que o nome seria Moacir.

Pronto, mãos à obra, era só escrever a carta com os três pedidos e entregar pra minha mãe botar no correio. Estávamos animados com a nossa sagacidade e com o brinquedo extra que viria. \o/

Qual não foi nossa surpresa quando, mais ou menos uma semana depois, chega em casa uma carta do próprio Papai Noel passando o maior sabão na gente. Ele dizia que conhecia todas as crianças do mundo, que sabia muito bem que a gente não tinha um novo irmãozinho e que era muito feio mentir, porque se por um acaso a gente ganhasse um brinquedo extra, alguma criança do mundo ficaria sem o brinquedo. Ficamos mortos de vergonha e ainda com o maior sentimento de culpa. Sem falar que achamos que por conta da mentira não ganharíamos presente nenhum.

Mas para a noooossa alegriiiiiiiaaaa o Papai Noel foi bem legal e trouxe o que cada um pediu, menos o Pogobol do Moacir – ahahaha. Hoje a minha mãe se diverte com essa história e disse que ganhamos o presente pela cara de pau e ardilosidade do ato.

E isso é pra deixar bem claro que o Papai Noel é que é o verdadeiro Grande Irmão, o olho que tudo vê e tudo sabe. Nunca, em hipótese alguma, tente enganar esse senhor bonachão ou poderá conhecer a sua ira. E eu falo com conhecimento de causa… ;)

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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8 respostas a Dando o golpe no Papai Noel

  1. Joice diz:

    AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHA MORRI! Primeira vez que vejo uma história do Papai Noel que passou um sabão na criançada! Quase infartei! huhauhuahuahuhauhauhauha vou ter até que dividir isso na minha timeline! kkkkk

  2. Estou rindo litros!!! E ainda li em voz alta pra minha mãe e ri de novo!!!
    Excelente história! E desde quando Moacir é nome indígena??? hauauhhuahuauha
    Beijooo

  3. Hahahaha! Adorei essa história! E eu nunca pensei em uma artimanha dessas, você deve ter sido uma criança encantadora, eu AMO crianças danadas ;)
    Ah, Moacir é nome indígena sim, e significa filho da dor ou pessoa que faz sofrer. Conhecimento inútil eu sei, mas só para você saber que fez tudo certinho, pena que o Papai Noel era mais esperto :D
    Beijos

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