Dois anos de muita turbulência

pitica

Hoje completam dois anos da chegada da pitiquinha nessa casa (se bem que como chegamos depois da meia-noite, ela chegou no dia 28), quando ela tinha pouco mais de um mês de vida. No dia 26 de dezembro de 2010 eu e o Thi saímos daqui, caímos na estrada e fomos até Brasília (um longo dia de viagem para vencer os 1100 quilômetros que separam São Paulo da capital do país). Chegamos lá esgotados, capotamos (já que nem restaurante aberto tinha por lá depois das 20h, e ficamos a base de Club Social como jantar) e acordamos cedo no dia seguinte para ir buscar a pequenina no Canil Casa dos Borges. Ela era muito micro-mini, do tamanho de duas mãos minhas, e foi a primeira da ninhada a sair. <3

Saímos de Brasília por volta de 10 da manhã e retomamos o nosso longo caminho de volta, a pequena veio no colo do Thiago por recomendação da Karla (dona do canil) para chacoalhar menos e evitar dela passar mal. Também seguindo a dica dela, pusemos um tapetinho no colo do Thi para caso ela fizesse xixi. Logo descobrimos que a tática não deu muito certo, porque na hora que ela quis esvaziar a bexiga, saiu do colo onde estava deitada, escalou o Thiago até o ombro e mijou por ali mesmo, encharcando a camiseta dele e deixando o tapetinho intacto – ahahahaha.

Paramos num posto pra ele se trocar, a água potável tinha acabado e comprei uma água mineral, para manter a pequeninha hidratada naquele calorão louco do Centro-Oeste, montamos um banheirinho improvisado para ela no porta-malas (já que por ser muito pequena e só ter tomado uma dose de vacina não podia ir ao chão). Depois, ela adormeceu e a colocamos na caixa de transporte, devidamente forrada com outro tapetinho, e com brinquedinhos para distrai-la, caso ela acordasse.

amélie

Depois de uns 40 minutos de sono e uma viagem que seguia tranquila, ela acordou, gritando, desesperada para sair da caixinha, junto com o cheiro horroroso de cocô. Ela queria sair dali e ir pra um lugar limpinho. Mal o Thiago a tirou de lá, ela continuou na sua tarefa de botar pra fora tudo que havia dentro dela e dessa vez deu nele um banho de cocô – uma verdadeira delícia. E ali já podíamos ter uma pequena amostra do que seria nossa vida na companhia da pequena – turbulência plena e ausência de rotina, cada dia uma novidade, sem falar na quantidade surreal de alergias (de produtos de limpeza, de insetos, de anestesia, das vacinas, do microchip). Um susto atrás do outro.

No primeiro momento em que ela pisou nessa casa, causou estranheza na Pepper, e também estranhou aquela cachorrona, maior que sua mãe e seu pai. Peppinha passou umas duas semanas sem querer muito papo com aquele pequeno ser que veio dividir espaço com ela e que não deixava ninguém dormir direito com o tanto que chorava nos primeiros dias, mas aos poucos foi se acostumando e se apaixonando e agora as duas não se separam por nada.

duas

Seguem dois anos que temos esse micro-diabo-da-tasmânia aprontando por aqui, destruindo o que tiver ao seu alcance, tentando chamar a atenção única e exclusivamente pra si, tendo ataques alérgicos, se assustando com barulhos e partindo pro ataque. Essa é a minha pequena, minha turbulência particular, a que me prova que não podemos nos basear no que vivemos antes e achar que as coisas serão iguais, porque a Amélie tá aqui pra provar que as coisas nunca são do jeito que a gente espera, e que isso não significa, necessariamente, que se forem diferentes serão ruins. Pitica, que venham muitos outros anos com você do nosso lado, fazendo muita bagunça e quebrando dia-a-dia a rotina dessa casa. <3

PS: Todas as fotos do post foram tiradas no primeiro dia da pequena conosco. A primeira é dela no colo do Thiago, no primeiro momento em que se olharam. A segunda no banheiro improvisado no porta-malas e a terceira a primeira vez em que Amélie e Pepper se encontraram. ^__^

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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Uma resposta a Dois anos de muita turbulência

  1. Denilson diz:

    O zoião do véio marejou ao longo da leitura. Tudo isso é um pouco de ti. Parabéns pra Amèlie (Ameleca), procês, pra nos todos que amamos essas cachorras.

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