Você, sem fronteiras (e sem ser respeitado)

Blue-Man-Group

Eu adoraria que o fato de eu usar essa ilustração do Blue Man Group transformasse a trilha sonora dessa história por aquela música da Baby Consuelo (sim, sou velha, gente, pra mim ela é Consuelo e não do Brasil), do começo dos anos 80, Sem pecado e sem juízo: “tuuuuuuuuuudo azul…”. O triste é que é justamente o oposto, mas vamos lá…

Aleluia!!! Quinta-feira de manhã o Thi chegou de viagem e trouxe meu novo celular. Uêba! \o/

Pensa na felicidade da pessoa que tava quase um mês sem Instagram, sem Bondsy, sem Foursquare, sofrendo da mais profunda crise de abstinência de aplicativos – hehehehe. Mas antes de botar o bonito pra funcionar, a gente precisava ir em busca do nano chip. Então saí do trabalho, peguei o Thi e fomos pro Bourbon pra passar na TIM e pegar meu chipinho.

Chegamos lá, pegamos senha, esperamos a vez, e quando fomos ser atendidos pelo Ricardo, falamos que queríamos um nano chip, ele perguntou minha linha, falei o número e ele disse: “ah, é pré?! Acho que não tenho, vou ver. Mas você trabalha com cartão de crédito?!”, diante da minha afirmativa ele foi lá, voltou em cerca de um minuto e disse que só tinha o chip em branco pós, mas que tinha um plano incrível de R$ 69,90 por mês, sem vínculo e que depois de um mês, se eu quisesse cancelar, poderia. Aleguei que não queria, ele tentou me convencer, eu disse que já tinha tido plano pós da TIM e tinha ficado insatisfeita, que queria me manter pré mesmo. Ele fez um certo terrorismo, disse que nem adiantava procurar em nenhum outro lugar, porque o nano chip pré tava em falta em São Paulo. Ainda insisti um pouco, e disse que caso não conseguisse, não assinaria plano algum e mesmo depois de ser cliente TIM por 10 anos e meio me veria forçada a mudar de operadora. A respota que eu tive foi um sarcástico “boa sorte!”.

Fiquei indignada com o tratamento, mas ainda tinha que ir ao mercado e no caminho entre a TIM e o Záffari fui ligando para a Central da TIM, do celular do Thi. E na verdade, a única informação que eu queria era saber em qual loja da operadora eu poderia encontrar o nano chip pré. Expliquei o que houve para a menina e ela me pediu que voltasse à loja e requisitasse o chip pré novamente, porque toda loja é obrigada a ter pelo menos um chip pré disponível e que caso houvesse outra negativa, que da própria loja a gente entrasse em contato com a Central de novo e botasse o gerente em contato com eles.

E lá fomos nós subir os dois andares entre Záffari e TIM, nos dirigimos ao rapaz que distribuía a senha de atendimento, chamado Tadeu, que foi a cereja do bolo da noite. Quando explicamos que voltamos por conta do chip pré ele disse que podíamos ir embora porque não tinha mesmo, aí falamos que ligamos na Central e ela nos orientou a retornar a loja, então ele mal me deixou explicar o que fomos orientados a fazer, se alterou, se negou a chamar o gerente, ainda disse que a menina da Central da TIM e uma menina que tivesse passando no shopping dava na mesmo pra ele, que ele não respondia à Central e nem ninguém naquela loja e que ela era uma profissional de pós-venda, enquanto ele era um de pré-venda, e que pra ele pouco importava o pós. Chegou uma hora que a exaltação era tanta que veio o sub-gerente ver o que estava acontecendo – porém, apenas olhou, e aí o menino disse: ‘se quiser falar com o gerente, vai lá’.

Nesse meio tempo o Thi já estava ligando pra Central de novo e falando tudo o que estava ocorrendo na loja, que se recusavam a vender o chip, porque de acordo com o Tadeu, a menina estava falando besteira, que tinha cota de pré e cota de pós e a cota de pré tinha acabado. Até que a própria menina da Central, uma voz oficial da TIM falando conosco, disse que esse lance de cota não existe e que eles só estavam se recusando porque queriam nos empurrar um plano pós. E enquanto essa segunda conversa ao telefone rolava, a gente esperava pra falar com o gerente – que estava resolvendo uma bucha com um outro casal. Pra deixar patente que não iríamos embora sem falar com ele, me sentei numa das mesinhas pra atendimento e lá fiquei. Coisa de uns 10 minutos depois o gerente, Evandro, nos chamou. Perguntou qual era o problema, e desde o começo foi super atencioso. Contei tudo que ocorreu, dos dois atendimentos, das negativas em vender o chip pré, e ele continuou com o papo de cota, a gente falava: “mas a Central falou isso”, e ele dizia que a informação da Central tava errada. Mas em nenhum momento alterou a voz, aí eu disse: “não acredito que por ‘não existir’ chip pré em São Paulo eu vá ter que mudar de operadora, depois de ter conta TIM desde quando ela chegou ao Brasil, há quase 11 anos, e de ter trazido toda a minha operadora…”, ele se desculpou, disse que infelizmente não tinha, mas aí perguntou o número da minha linha (acho que querendo me pegar na mentira), quando eu disse e ele jogou no sistema e exclamou: “Nossa, pior que a sua conta tem mais de 10 anos mesmo!!!”. Nessa hora o sub-gerente veio ver a tela também e disse: “e olha que isso é raro…” (hahahaha – a própria TIM se trollando nas entrelinhas). E aí, o Evandro, que já estava sendo bem atencioso, passou a ser mais atencioso ainda, afinal de contas, mesmo sendo uma cliente pré, eu era uma cliente de mais de 10 anos. Pra começar, me ofereceu o mesmo plano que o outro tinha me oferecido por quase 70 reais por 30 (por eu ser uma cliente de mais de 10 anos, segundo ele). Mais um pouco de alegações, ele querendo insistir que o 3G pré-pago não era bom, eu contando que o 3G do Thi que era pós, em geral funcionava pior que o meu. Papo vai, papo vem, falamos que fui roubada em Cancún, ele conversou sobre viagens, disse que amou quando esteve lá, que tinha estado em Roma e que o 3G lá era excelente e blablablá. Até que, quando ele viu que eu não iria assinar mesmo um plano pós, disse: “olha, nem é certo fazer isso, mas como uma atenção especial a você que é uma cliente antiga da TIM, eu vou pegar um chip do iPhone 4 e aí a gente tenta cortar pro tamanho do nano e vê se funciona”.

No fim a gambiarra deu certo, e depois de perder quase duas horas dentro da loja, consegui sair de lá com o meu 5s funcionando e sem ter assinado um pós-pago. E, apesar de tudo, e de ter sido extremamente mal atendida pelo Ricardo e pelo Tadeu – que mostram que vestir a camisa da empresa e passar uma boa imagem da mesma para o cliente, decididamente, é coisa do passado e está faltando ênfase a esse lado no treinamento da TIM – ao menos o gerente, que é o responsável direto pela loja, foi atencioso e se mostrou disposto a resolver o problema e não perder uma cliente de mais de uma década.

Por um mundo com mais Evandros e menos Tadeus.

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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Uma resposta a Você, sem fronteiras (e sem ser respeitado)

  1. Anne diz:

    Nossa, que absurdo! Raros são os casos de quem trata o consumidor com respeito, acho que todo mundo tem pelo menos uma história para contar com esse tema.

    Acho maravilhoso você deixar seu depoimento registrado aqui no blog, já fez a chamada (incluindo arroba) no Twitter para esse post?

    Sabe que uma vez fiz post sobre o atendimento de uma assistência técnica no meu blog, acredita que a dona da loja leu e veio conversar comigo (até então nunca tinha visto) e não pense que era para se desculpar, simplesmente me deu o maior sermão.

    Eu já estava nervosa, fiquei ainda mais enfurecida e acabei excluindo o post. Depois me arrependi. Pior que a loja fica perto da minha casa e consequentemente passo sempre em frente >_<

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