Um ano de rompimentos compulsórios

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Sim, eu sei que o meu blog anda muito meio abandonado e que tenho sido uma “autora” muito relapsa, mas é que 2014 tá sendo um ano atribuladíssimo e tem me sobrado muito pouco tempo pra aparecer por aqui, mas como ainda nem chegamos na metade do ano, acho que ainda há tempo para melhorar, né! Prometo me empenhar.

Mas vamos ao assunto do post de hoje… Outro dia – tem coisa de um mês mais ou menos – escrevi a postagem abaixo no Facebook, e ainda causei o maior rebuliço, porque muita gente ficou achando que eu tinha me separado do Thiago. Acho que foi minha vertente de jornalista sensacionalista que me fez começar o post de uma maneira dúbia, pra causar impacto – hahahaha.

Fim de relacionamento é sempre muito dolorido, mas é bem mais doído quando decidem por você que não é mais para que você faça parte da vida de alguém que você ama. Você sente traída por ser obrigada a deixar de compartilhar uma história, um passado, um presente e um futuro com o qual você sonhou e te foi tirado.

Inacreditavelmente, estou descobrindo que é ainda mais penoso quando uma amizade de muitos anos chega ao fim, do que quando acaba um namoro. Mas amor e amizade são coisas que precisam ser mútuas, alimentadas pelos dois lados. Porque se um lado rega o relacionamento sozinho, ele vai morrer do outro lado com certeza.

E por mais que me doa, resta a mim entender que fui colocada de lado, e seguir minha vida, já que a pessoa segue a dela, e decididamente não faço mais parte dela.

Hoje estou às voltas com o mesmo assunto, ainda sobre a mesma pessoa, mas também incluindo outras, porque parece quem 2014 está se especializando em levar pessoas que eu achavam que eram (muito) importantes na minha vida. É óbvio que em ambos os casos, a coisa toda começou a se descortinar no final de 2012, se agravou em 2013 e pereceu de uma vez em 2014 (até porque, nenhum tipo de relacionamento acaba da noite pro dia, né!).

E esse ano ambos os relacionamentos que já estavam em coma, porque eu ainda estava me empenhando muito, numa via de mão única, acabaram falecendo mesmo. Os médicos me perguntaram o que eu achava, e eu autorizei que desligassem os aparelhos. Pior que eu, que acredito em vida após a morte, nem tive uma visita destes entes após fazerem a passagem. E no fim, joguei mesmo a toalha. =P

Desde pequena ouvia meu pai e minha mãe falarem um ditadinho que é assim: “se Liga me ligasse, eu ligava Liga. Mas como Liga não me liga, eu não ligo Liga”. E é bem isso, cansei de ficar sempre indo atrás de gente que decidiu que eu não faço falta, nem mesmo mais parte da vida deles. E pronto, não corri mais atrás. Já passei por muita coisa nessa vida, superei uma depressão seríssima, pra deixar de me dar valor e ficar mendigando atenção de quem não tá nem aí pra mim.

Não foi um processo nem um pouco fácil. Doeu! Pra caralho! Volta e meia ainda dói – afinal essas pessoas ainda existem no meu Facebook, Instagram etc. e fico vendo a vida delas seguirem sem mim, e vendo que pra elas não dói e nem nunca doeu esta distância – mas é meio que aquela dor que a gente sente quando o ex recente arruma outra (mesmo que tenha sido você que terminou, sempre dói, mas quando é você que tomou o pé na bunda, dói mais ainda) e uma hora para de doer, porque você passa a perceber que esse foi mesmo o melhor caminho.

Curiosamente, ao deixar essas pessoas irem, muitas outras chegaram. Parece que abri caminhos e horizontes. E assim surgiram amizades novas, porém queridas e presentes, além de amizades antigas que estavam um pouco adormecidas e voltaram com força total. Amizades de longa distância que nunca deixaram os milhares de quilômetros serem um empecilho e até mesmo amizades que nunca se concretizaram fisicamente, mas que segue sempre alimentada por redes sociais, cartas, trocas de presente – porque a amizade pode até ser virtual, mas o carinho é real e palpável quando se quer que ele exista.

É meio que aquela máxima: vida que segue. E a vida segue em frente mesmo, e no caminho sempre vão ficando pessoas queridas e importantes (ou ao menos que você pensou em algum momento que fossem queridas e importantes). Tenho certeza que uma hora vai parar de doer, e as novas amizades vão tapar totalmente o buraco dessas que ficaram pra trás. ;)

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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4 respostas a Um ano de rompimentos compulsórios

  1. Xellyta diz:

    A vida tem dessas coisas mesmo…
    Também venho passando por momentos em que me pego pensando “poxa, eu achava que nossa amizade importava” para fulano ou sicrano. Mas eu acredito que tudo isso é uma passagem da nossa vida, do nosso dia a dia. Quando mais novos, quantos mais amigos, melhor! Depois vemos que o que importa é a qualidade, não a quantidade, pois na hora do vamos ver é sabemos quem realmente se importa conosco e quem não está nem aí, nem para dizer que tudo vai ficar bem.
    Enfim, eu sei que dói mesmo, amizade é uma forma de amor e quando vemos o quanto nos dedicamos a uma pessoa e ela nem tchum para você, é um pedacinho do seu coração que é machucado.
    Minha amora mais que amada, estou aqui pro que der e vier, mesmo com esses 2983287445 de quilômetros que nos separa. Precisando, dá um grito que eu e Taceano corremos pra junto de você!
    Beijos no seu coração!

    • Tayra diz:

      Eu sei disso, sempre soube, há mais de 10 anos. Por isso que você sempre foi e sempre será minha amora, a madrinha que nos alimenta, o maior presente que Milton me deu… <3

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