Receita: Tiramisu

Gente, eu adoro tiramisu. É um dos doces que eu mais gosto nesta vida. Mas é difícil achar um bom tiramisu por aqui. Muitos são uma torta holandesa com um toque de café, outros vai tanto álcool que nem dá pra aguentar, e nessas, eu vou provando aqui e acolá, e raramente encontrando um que valha a pena.

E aí que eu sou viciada em Cake Boss. Foi através dele que eu descobri a Make-a-Wish, e vou seguindo o Buddy pra tudo quanto é canto. Assisto Kitchen Boss, Next Great Baker (Batalha dos Confeiteiros) e fico sempre doida querendo fazer as receitas dele. Até que na semana passada ele ensinou a fazer tiramisu, e contou que é a sobremesa preferida dele.

Contou que o nome vem do italiano de “che ti tira su”, “tirare mi su” e quer dizer que te levanta. Isso por conta da combinação de café e chocolate/cacau, que fazem com que a sobremesa seja uma verdadeira bomba energética. Reza a lenda, inclusive, que essa sobremesa surgiu no entre guerras, e era usada para revigorar os boêmios no fim das madrugadas viradas.

Mas o que importa é que essa é uma verdadeira delícia, não tão fácil de encontrar um bem-feito, e que desde semana passada me fez bater perna pelos mercados daqui do pedaço atrás de mascarpone. Como não tava achando tava ficando arrasada. Aí a Simone postou no Facebook onde podia encontrar um bom tiramisu na região de Perdizes/Pompéia, e como ninguém sabia um bom lugar começaram a compartilhar receitas com ela. Aí voltei à minha vontade e comecei a caçar o mascarpone na internet.

Vi que um bom lugar para achar era o Mercadão. E como eu já iria até a 25 de Março na segunda pra comprar a medalhinha de Reis para fazer o bolo, daria um pulinho lá pra pegar o dito-cujo.

Aí que voltei de lá toda animada, até comentei no meu Facebook e a Gabriela me disse que a sogra dela fazia um de comer rezando. Pedi a receita pra dar uma checada e fiquei mais do que feliz, porque a dela não tinha nada de álcool, e pra mim que não bebo e evito até as carnes que levam bebida na feitura porque o gosto me incomoda, achei que tinha encontrado a receita perfeita.

Antes da Gabi, tava cogitando botar só um pouquinho de Amarula pra não falhar, mas como esta ia sem nada de álcool, me animei muito.

tiramisu

A receita da sogra da Gabi é tão autêntica que veio toda em italiano, mas ela deu uma forcinha na tradução. Ainda bem, porque quando eu li 5 uova logo pensei que iria uva nesta versão, mas era apenas ovo – hahahahahahaha.

Vamos a ela (faço alguns comentários comparando com a receita que o Buddy ensinou e também dando uns palpites meus, uns que resolvi bancar e outros que tô só suspeitando – hehehehe).

>> Ingredientes

500 gramas de queijo Mascarpone em temperatura ambiente
5 ovos vermelhos em temperatura ambiente
5 colheres de açúcar (confesso que botei 7, mas não ficou muito doce, tava na medida)
1 pacote de bolacha maisena (o Buddy usa champagne, e já vi receitas que dizem que usam pão de ló)
Café (o líquido feito, não o pó, eu fiz duas xícaras de café expresso da Dolce Gusto)
Chocolate em pó (sem açúcar, tipo o do Padre)

Pausa para momento Pasquale

O nome correto é maisena, com S, porém a marca é com Z e popularizou a escrita desta maneira, por isso muita gente confunde a maneira correta de se escrever o substantivo que dá nome ao amido de milho.

Já o café é expresso, com X mesmo, embora o café italiano seja escrito com S. Com a gourmetização maledeta, todo mundo começou a escrever com S e apontar como errado os escritos com a letra X. ;)

Fim da pausa

>> Como fazer

Faça o café e reserve para que esfrie. Enquanto isso, separe a clara e a gema dos ovos. Reserve a clara e bata a gema com o açúcar. Depois que a mistura estiver bem homogênea junte o mascarpone. Essa etapa pode ser feita na batedeira.

Bata a clara até checar ao ponto de neve e junte, delicadamente, com a mistura de mascarpone com gema e açúcar. É importante que essa etapa seja feita a mão. E voilá, o creme do seu tiramisu já está pronto (o Buddy bota duas colheres de sopa de vinho Marsala no creme, depois de incorporar a clara ao creme, eu não fiz isso, porque optei pela receita sem álcool, ok).

Agora numa travessa você vai começar a fazer parte pavê da brincadeira: camada, camada, camada (como já diria Dona Caca Antíbes, que não respeitava mulher de pavê. Saudades, Sai de Baixo. <3 ).

Você vai passar o biscoito no café para dar uma umedecida neles e dispõe uma camada de biscoito já passado no café no fundo da travessa ( é nessa etapa que entra o álcool. O Buddy usa licor de café misturado ao café expresso, muita gente mistura whisky, Baileys, e eu ia usar Amarula, até surgir essa receita da sogra da Gabi). Depois disso espalha uma camada de creme. O Buddy intercala uma camada de chocolate em pó polvilhado antes de começar a segunda camada de biscoito, e foi assim que eu fiz, embora a receita da Gabi não tivesse essa etapa. Depois repete cada uma das camadas (ou quantas mais forem necessárias pra altura da sua travessa) e finaliza com o chocolate em pó polvilhado. Agora é só levar pra geladeira, pra ele ficar bem geladinho antes de comer. Recomenda-se pelo menos umas duas horas, porém, eu tava aguada há dias e levei por 40 minutos na parte de congelamento expresso do meu freezer e ficou perfeito.

Uma boa dica, que aprendi na prática é que é legal reservar um pouco de chocolate em pó para recolocar em cima da receita cada vez que for servir. Porque o chocolate fica úmido e fica com uma aparência de creme de chocolate, como da cobertura de uma torta holandesa, mas o ideal é que tenha essa aparência de chocolate em pó da foto. Por isso, sempre que for servir, re-polvilhe o chocolate. ;)

O Thi passou uns bons dias me acompanhando na peregrinação atrás do mascarpone, e como nunca tinha comido, também tava um pouco ansioso pra provar. Porém, ele não gosta de doces e disse que iria dar uma provada só no meu pedaço. Aí que rolou aquele momento de tensão, porque ele podia odiar. Mas ele adorou, só falou que achou o gosto do café muito forte, uma vez que ele também não gosta de café. Mas que esse é o tipo de doce que ele curte, já que não é nada enjoativo. Já eu, que não tomo café, adoro tudo que vá o dito-cujo: amo bala de café, bolo de café, brigadeiro de café, sorvete de café e, claro, tiramisu.

A receita da sogra da Gabi fez super sucesso, e voou, Francisca, minha mãe, meu pai e meu irmão comeram e lamberam os beiços, tanto que vou ter que repetir a dose – hehehehe. Mas eu acho que, mesmo não gostando de álcool, faltou um toquinho do danado na receita. Vou testar a receita colocando o vinho do Buddy no creme, pra ver como fica e depois conto pra vocês.

Mas essa é uma dica de sobremesa super fácil de fazer, que tem um ar sofisticado e que agrada a todos. Você pode servir pra finalizar jantar mais refinado, pra alegrar aquele almoço de domingo, todo mundo vai se esbaldar e ninguém nem precisa saber que é tão fácil de fazer. ;)

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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