Repostagem – Dia Nacional do Fusca

fusca

O original deste post foi publicado aqui há 4 anos, em 20 de janeiro de 2012. Hoje resolvi resgatá-lo, porque a data pede. ;)

Os meus amigos sabem da minha história com este carro que todo mundo diz que é o primeiro de todo brasileiro. E olha que no meu caso ele foi mesmo – e em todos os aspectos. Porque meu pai tinha um Fusca verde 1973, o Hermes, que levou minha mãe lá pro Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, naquele dia 04 de março de 1979, quando ela entrou em trabalho de parto e passou mais de 11 horas sofrendo com as contrações pra que eu nascesse só no dia seguinte.

Ele foi também o primeiro carro do meu pai e da minha mãe, o primeiro carro da família Vasconcelos. Foi o Hermes que levou a gente tantas e tantas vezes pra Cachoeira Paulista, umas boas 4 vezes venceu os dois mil quilômetros entre São Paulo e Salvador com duas crianças e dois adultos a bordo e foi nosso verdadeiro companheiro de aventuras – praticamente um Toddynho (hahaha!). Até que em 1987 o meu pai comprou sua primeira Parati, mas o Hermes continuou lá, ao lado da nossa família, oficialmente como carro da minha mãe, só que como ela não dirige na prática, ele era o carro reserva do meu pai. Em 1989 veio outra Parati, em 1994 outra, em 1999 veio mais outra, depois teve um Gol no meio do caminho (aquele mesmo Gol que em 2008 virou meu) e quando o Gol chegou por uma porta, o Hermes saiu por outra e foi morar na casa da minha tia Eliana, mas só temporariamente, porque depois de 2 meses ele voltou.

Aí que quando eu estava tirando a minha habilitação lá em 2000, no dia em que a minha carta chegou, foi o mesmo dia que minha tia Eliana resolveu devolver o Hermes lá pra casa. E aí, meu pai e minha mãe decidiram que, já que eu estava habilitada, eles iam me dar o Hermes de presente. A única condição era que eu arcasse com o combustível – eles me dariam apenas um tanque por mês (vai vendo). E assim eu virei a primeira das minhas amigas a ter um carro, um Fusca (o primeiro carro dos brasileiros) e que virou o transporte oficial de toda as meninas pra balada. Nem lembro de quantas vezes eu, Carol, Michelle, Karina e tantas e tantas outras pessoas chegamos chamando atenção de todo mundo com o Hermes no meio de tantas patricinhas e seus carrões – e fazíamos o maior sucesso, isso eu garanto.

Numa outra fase, ele virou o carro oficial de levar a patota pros concursos pro ballet e lá íamos nós: eu, Natalinha, Priscila, Jorginho, Nathy Amarante, Six, Dani, Tayana, Mari Rhormens, Mari Chagas, Mari Castro, Sassá e quem mais quisesse entrar e pedisse carona. Isso porque sempre tinha lugar pra mais um. A gente já chegou a enfiar 14 pessoas no bichinho!!! o.O

Depois ele virou o Judão Móvel e levou a gente pra muitos e muitos rangões e fez o Thi e a Bia se apaixonarem definitivamente pelo Fusca. A Bia já disse que o primeiro carro dela vai ser um Fusca. Sem falar nos quatro anos que ele passou atravessando os 60 km diários que separavam a ida e volta do Jaçanã a São Bernardo do Campo e foram inúmeras idas e vindas da Metodista a bordo dele e ali também andou lotado algumas vezes. O bichinho sempre foi bem valente e nunca negou fogo.

Ah, e quantas e quantas vezes descemos o ladeirão da Cruz de Malta a mil por hora, com alguns morrendo de medo e outros morrendo de rir?! Todos os meus amigos de longa data tem algum tipo de história pra contar em relação ao Hermes – até comunidade no Orkut ele tinha – hehehe.

eu<3fusca

Em 2008, logo quando eu e o Thi alugamos nosso primeiro apartamento, lá na Frei Caneca, o Hermes com seus 35 anos precisou passar por um serviço de funilaria no piso, que estava com alguns pontos de ferrugem. E aí minha mãe deixou o Gol dela comigo (porque, como eu já disse lá em cima, ela não dirige) enquanto o carro passava pela oficina (e seria um serviço demorado, de mais de um mês). Só que o Hermes sempre foi o xodó do meu pai – na verdade da família toda – e aí, quando o carro ficou pronto, ele convenceu a minha mãe e resolveu que não ia me devolver o Fusca e que ela passaria o Gol pra mim. Eu não gostei muito não, mas, como eu ganhei os dois carros, não podia nem me queixar, né! E foi dessa maneira que o Hermes “saiu” da minha vida.

Ele ainda tá lá na casa dos meus pais, já estive com ele emprestado algumas vezes nesses oito anos, mas bem sei que não há nem a mais remota possibilidade dele voltar a ser meu carro um dia. O que eu sei é que ele sempre esteve presente na minha vida desde o primeiro momento e que me proporcionou momentos maravilhosos e que hoje, 20 de Janeiro, Dia Nacional do Fusca, eu não poderia deixar de ressaltar a importância que teve e tem na minha vida.

Por isso, Hermes, obrigada por todas essas histórias fantásticas que vivemos juntos!!! <3

Feliz Dia Nacional do Fusca!!!

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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