Repostagem – Prazeres Amélie

Amélie

Este texto tem mais ou menos 10 anos, foi escrito para a minha coluna Complicada & Perfeitinha, que eu escrevia em priscas eras para o Judão, e depois, no começo deste blog, eu acabei repostando aqui também, e agora, quase seis anos depois, eu repito o post. Então vamos a ele…

Sabe aqueles prazeres bobos que a gente tem?! Aqueles que de tão bobos a gente nem chega a pensar neles como prazeres?! Pois é… Desde quando eu vi O Fabuloso Destino de Amélie Poulain pela primeira vez (e olha que já faz bastante tempo!) eu comecei a pensar nesses prazeres como tais – quem viu pelo menos o comecinho do filme sabe do que estou falando. E assim, refletindo a respeito, percebi que tenho muitos “prazeres amélie”. Se você também parar para se analisar, descobrirá que tem vários (ou pelo menos unzinho! hehehe). Por isso vou fazer uma listinha dos meus principais.

E pra você que tá achando que não tem nenhum, aqui vai um clássico que quase todas as pessoas que eu conheço tem: estourar plástico-bolha. Quem não gosta?! Acho que ficaria semanas fazendo isso, mas como é master lugar-comum não vou nem listar.

O primeiro que me veio a cabeça foi quase que imediato, uma vez que é um hábito que tenho desde a mais tenra infância, que é o vício do cotonete. Tudo bem que eu tenho rinite e que meu ouvido escorre “água”, por isso uso cotonete pelo menos umas 5/6 vezes ao dia (ainda que os otorrinos digam que esse é um péssimo hábito). E antes mesmo de saber o que era tesão, já sentia sensações magníficas ao enfiar o cotonete no ouvido e girá-lo de um lado e para o outro, quase que um mini-orgasmo. Não sei nem explicar, mas sei que adoro essa sensação de cotonete no ouvido. É maravilhoso! =D

O segundo que me lembrei é o de ficar cutucando minhas feridas (as físicas). Vocês não tem uma noção do quanto eu adoro arranncar casquinha de machucado. Dói, mas logo depois nasce outra, e aí eu a arranco, e nasce outra, e eu arranco. Círculo vicioso! E por conta disso minhas feridas demoram 10 vezes mais para cicatrizar. Mas não tem problema, porque eu adoro.

Terceiro (que está intimamente ligado ao segundo): sentir mini-dores. Adoro coisas levemente doloridas. Exemplo: faço depilação com pinça (eu mesma) na perna e nas axilas. É uma dorzinha tão gostosa. Aula de abertura (pra quem fez ballet ou jazz sabe do que estou falando) é uma ótima fonte de mini-dores. Ou espinhas bem inflamadas, é tão bom estourá-las e sentir aquela dorzinha (pena que dure tão pouco! =/ ). Medo! Será que eu sou uma mini-massoquista?! o.O

O quarto é berrar que nem uma doida na escada de casa. Agora eu moro em apartamento e não tenho mais como fazer isso, mas eu fazia isso muito quando morava na casa da minha mãe. (Mas eu só fazia isso quando estava sozinha, é óbvio! Senão todos iam achar que eu sou louca de pedra – ainda que a realidade não seja tão diferente assim, né!) Gritava de me esgoelar, e era sensacional, porque a escada fazia eco. =D

Quinto prazer é não parar de fazer xixi até ouvir o barulho da última gotinha caindo. Besta, né?! Escatológico também, mas o que posso fazer?! É um dos meus prazeres amélie, paciência…

O sexto é muito mais divertido. Adoro falar em dialetos. Eu e meu irmão falamos tantas gírias inventadas por nós, que nem nossos pais nos entendem quando estamos conversando, é muito legal, porque de tanta gíria que a gente usa chega quase a ser uma nova língua – hahahaha. Com o Thi também, falamos rápido, enrolado e com todas as palavras terminadas em R, por exemplo: “olar, tudor bem-er?!“. Ou com as consoantes trocadas de lugar, tipo: “Noa, boite!!!” É tosco, mas engraçadíssimo. Um dia a mãe dele ficou um tempo olhando a gente conversando e lançou: “não sei qual dos dois é mais retardado?!”. Eu acho que fiquei uma meia-hora rindo sozinha disso. Mas adoro falar com alguém e todos ao redor não conseguirem entender.

O meu sétimo prazer tem um quê do sexto. Eu e meu irmão sempre gostamos muito de cinema e música, por conta da bagagem herdada por nossos pais. Por isso, nesse sentido conhecemos um repertório mais amplo e eclético que a maioria das pessoas no que tange a essa área. Por conta disso, desenvolvemos uma mania conjunta. Se em algum diálogo um de nós, ou mesmo um alguém aleatório, lança uma frase que possa ser entendida como uma deixa, pronto! Lá vamos nós completar com um trecho de música ou fala de filme. E aí fica todo mundo olhando pra gente com cara de o.O – mas a gente se diverte e é isso que importa.

E o oitavo e último prazer é xingar no trânsito. Sério, acho libertador… Mas eu xingo pra dentro do carro (pra evitar brigas e discussões desnecessárias). Berro que me esgoelo. Porém, o mais interessante de tudo é que muitas vezes eu xingo em espanhol – e aí às vezes até xingo pra fora – a pessoa sabe pela entonação e pela minha cara de poucos amigos que eu estou xingando, mas não passa nem perto de descobrir do que foi xingado. É uma delícia…

Alguma vez você já parou pra pensar nos seus Prazeres Amélie?!

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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