Que delícia!!! Hoje é o Dia do Curinga!!!

diadocuringa

Quem me conhece e lê esse blog há um tempo já sabe do meu amor de mais de década por O Dia do Curinga. Juro, já perdi a conta de quantas vezes li o dito-cujo. Foi o segundo livro de Jostein Gaarder que eu li, porque, assim como boa parte do mundo, o primeiro foi O Mundo de Sofia. Mas foi O Dia do Curinga que eu selei definitivamente minha paixão por este autor norueguês e saí devorando todo e qualquer trama dele em que pude colocar minhas mãos. Tanto que, mais de 18 depois da primeira vez que tive contato com o livro, este segue sendo o meu favorito da vida. Engraçado que é uma obra classificada como infanto-juvenil, e só veio chegar até mim quando eu tinha 19 anos, mas eu achei ele tão lindo e acho que é tão lição de vida, que acho muito limitador alguém dar uma classificação dessas e furtar a tantos adultos a possibilidade e o prazer de ter este livro em mãos.

A trama começa com a história de Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega até a Grécia, em busca da mãe/esposa que os abandonou oito anos antes. No meio da viagem, um mini-livro misterioso cai nas mãos de Hans e a partir dali começa uma narrativa paralela: náufragos em ilhas, maldições de família e cartas de baralho que com o passar dos anos ganham vida. O livrinho começa a transformar a viagem de Hans-Thomas num verdadeiro mergulho em sua própria história, sem que nem ele mesmo se dê conta. Ao passo que as pausas para fumar do pai viram a iniciação à filosofia do garoto, já que o pai é um filósofo amador, apaixonado pelos mistérios da vida e do universo.

Na ilha onde se passa a trama do livrinho o tempo corre num calendário muito particular, contado através das cartas do baralho do náufrago. Neste método de contar o tempo, cada carta do baralho tem sua própria semana, e apenas o coringa tem um único dia, que só acontece uma vez a cada quatro anos: o dia 29 de fevereiro. E por mais que fosse considerado por todos os outros membros do baralho como um bobo-da-corte, ele era o mais lúcido e perspicaz de todos, uma vez que abriu mão de sempre matar sua sede com a deliciosa bebida púrpura, e por isso mesmo era o que mais percebia tudo que acontecia ao seu redor de fato.

pausa para o momento Pasquale: confesso que me dá muito nervoso esse coringa do título escrito com U, ainda que em português se aceite as duas formas. Por isso, ao longo do meu texto vai estar escrito com O, ok!

Por isso, hoje, 29 de fevereiro é este dia mágico e fantástico: o Dia do Coringa. É um dia para que cada um de nós possa parar pra pensar e refletir sobre tudo que acontece na nossa vida, no mundo em que vivemos, na nossa sociedade e, principalmente, o que estamos dispostos a fazer para encará-la e modificá-la. Cabe a cada um de nós fazer deste um mundo melhor para se viver. E é fato, ser gado e aceitar aquilo que nos é imposto é sempre o caminho mais fácil, mais tranquilo e que não dá trabalho. Ser cônscio, ser capaz de perceber o mundo ao seu redor é doído, é complexo, sai fumacinha dá cabeça, mas vale a pena. O resultado é sempre recompensador, porque quando você olha pra trás, você ao menos vê que não foi daqueles pessoas que disse amém pra tudo que colocaram na sua frente. E ser um coringa cabe só a você. A escolha é sua: tomar a deliciosa bebida púrpura ou ficar sóbrio e ser o coringa. ;)

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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