Mudança de hábito

E não, não é filme da Whoopi Goldberg…

Há exatamente um ano eu tomei uma decisão que mudaria a minha vida para sempre (e pra muito melhor). Na verdade não foi bem uma tomada de decisão, foi muito mais uma necessidade. Um lance de encruzilhada, de do jeito que tá não pode ficar, sabe?! A saúde estava toda conturbada, as taxas horrorosas, o fígado entrando em colapso, e tudo por conta de maus hábitos aliados a um sedentarismo que nunca fez parte da minha vida. E aí era a hora do tudo ou nada. Aqueles momentos da vida em que a gente precisa fazer escolhas, e não tem jeito, ou dá ou desce.

E nessas horas que a gente vê como quem tem amor, tem tudo nesta vida. Minha mãe se mudou pra minha casa e por aqui ficou por 40 dias, me ajudando na reeducação alimentar, fazendo caldinhos, sopinhas, comidinhas magras no começo deste processo. E foi um baque, muitas horas eu achei que não ia aguentar – mas aí eu pensava: “eu preciso aguentar, se eu não fizer isso, não passar por isso, onde é que eu vou parar?!”. E assim foi. O fantasma de poder vir a ter uma cirrose sem nunca ter bebido me assolava, e o empenho em buscar uma qualidade de vida me fez aguentar o que eu pensava ser insuportável. Aí num primeiro mês eu vi 8 quilos abandonarem meu corpanzil. Mais cinco no segundo, outros cinco no terceiro. E então foram uns três quilinhos aqui, outros dois acolá, até que agora quando completo um ano desta transição, alcanço a marca de 33kg deixados para trás. Ainda faltam buscar mais nove quilos da meta que estipulei junto ao meu médico, e estes últimos são os mais complicados de perder. Porém, embora a quantidade de peso perdido tenha caído bastante nos últimos quatro meses, as medidas diminuíram vertiginosamente, e a isso eu devo muito ao pilates e à dança, que tem me ajudado a transformar a ex-banha em massa magra e músculo, que são mais pesados, embora mais enxutos – por isso a perda de peso está lenta embora a perda de medidas esteja mais rápida.

1 ano depois

Fui me desfazendo das roupas que iam ficando largas, dei todas, mandei embora essas tristes lembranças de tecido de um passado que não vou mais permitir que volte. Menos uma. Guardei em especial a única calça que me servia antes de eu decidir dar a guinada – e olha, ela me servia já na sofrência, estava esgarçando nas coxas, porque já estava justa. Esta era a calça jeans que eu usava. Guardei para olhar pra ela e me servir de lembrete, meio que como um troféu, para fazer uma foto com ela depois de um ano e cá estamos. Ela vai ficar sempre guardada para que eu olhe pra ela com um espanto e pense: “gente, eu cabia aí dentro!!!”.

A calça que serve pra me lembrar de que não foi fácil, nem um pouco. A quantidade de coisas boas, gostosas, saborosas que eu deixei pra trás por um bom tempo, e sem as quais eu achei que não pudesse viver – e olha só, eu podia!!! Pouco a pouco, fui abrindo uma exceção ou outra, mas sempre numa quantidade moderada pra que eu me lembre que não preciso me privar de nada, apenas pensar e saber o que posso fazer com o meu corpo sem sobrecarregá-lo ou prejudicá-lo. Aquele momento em que você consegue pensar, que claro que eu posso comer um brigadeiro, mas não preciso comer 20, né! Claro que pode comer pizza, mas pode ser uma fatia de vez em quando e não dois pedaços de cada vez, a cada 3 ou 4 dias. Dá pra comer hambúrguer – embora desse eu não faça grande questão – uma vez ou outra. O refri eu deixei pra trás mesmo (mas isso já tem um bom tempo). Fritura é uma coxinha numa festinha de aniversário e olhe lá. Na hora da preguicinha, aprendi a optar por uma uva ao invés de uma bolacha recheada. E sabendo fazer escolhas mais saudáveis, o resultado tá aí, e espero que pra ficar.

1 ano depois na frente

Eu mesma fico impressionada ao olhar pra essas fotos. Praticamente coube numa perna só – só não consegui ficar em pé, porque na panturrilha parece um saco da corrida de saco (hahaha) – mas colocando assim na frente, dá pra ver bem, que eu só quase que meia pessoa da que eu era no ano passado. Neste post eu mostrei uma montagem de rosto de janeiro de 2015 e janeiro de 2016.

Estas imagens são importantes pra que a gente olhe pra trás e valorize a caminhada, a luta, a batalha, e perceba que tudo valeu a pena. Sem a ajuda da minha mãe e do Thi no começo da jornada, eu nem sei se teria dado conta. Meu pai também foi sensacional. E aí a gente lembra que família é tudo, né!!! Com eles, com foco, com força de vontade, eu percebi que dá pra correr atrás de qualquer coisa, e mesmo que o sofrimento pareça sem fim, a conquista do final vale muito a pena. Ainda estou buscando os quilos finais, e na hora que eu bater a minha meta eu venho compartilhar com vocês, mas achei que a data merecia um post de meio do processo. E vamos que vamos que a batalha continua e é meio que eterna. ;)

99/366

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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