Desabafo bailarinístico

desabafo ballet

Uma das coisas mais tristes que eu presencio (SEMPRE) no mundo da dança: pessoas rindo, satirizando, tirando sarro, diminuindo outras que tem menos talento e habilidade.

Muita gente, muita mesmo (ouso dizer que por volta de 95%) das pessoas que entram no mundo da dança, não o fazem para se tornarem profissionais. Fazem isso porque a mãe/pai acham bonitinho; porque precisam fazer alguma atividade física; porque os pais precisam cobrir horários ociosos com atividades extra-curriculares; porque acham ballet bonito e tem vontade de aprender um pouco; ou até porque amam dançar, mesmo sabendo que tem suas limitações físicas.

Eu sempre disse que dançar é algo que vai muito além do físico, é atividade de alma. Tem gente que nasceu com bacia aberta, perna na orelha, vira pirueta de dúzia, tem o pé quase que fechando o círculo, cambré que vai até o pé, mas ainda assim não tem uma gota de expressão, envolvimento emocional com a arte – e aí isso a rebaixa muito, porque a faz uma bailarina de físico perfeito sem nenhuma alma de artista. Já outras são mais ou menos boas em tudo, mas tem taaaaaanta expressão e envolvimento, que faz com que todos a sua volta acreditem que são melhores do que realmente são.

E há ainda os que, definitivamente, não tem nem mesmo expressão e nem físico. Porém, isso não faz deles impossibilitados para uma aula de ballet. Para ser um aluno, precisa ter vontade de dançar e disposição para aprender. Se não há pretensões profissionais, se o intuito é apenas mexer com o corpo e com a alma, todo mundo é apto pra isso. Todos!!!

Por isso, eu sempre achei lamentável as panelinhas das “boas”, que não deixam com que as “ruins” se aproximem, ou que fazem rodinha pra ficar rindo, cochichando e ridicularizando a colega. Mas o pior de tudo, é quando a pessoa que tem essa atitude abominável nem mesmo é boa. É a hora que me vem a mente um ditado que meu pai sempre fala: “macaco não olha pro rabo”.

Tem quase 30 anos que eu convivo com este tipo de conduta, e continuo achando tão deplorável quanto achava quando eu era pequena. Apenas cresçam como seres humanos.

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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