Da primeira vez em que me assassinaram

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!”

MÁRIO QUINTANA

“Da vez primeira em que me assassinaram, perdi um jeito de sorrir que eu tinha. Depois de cada vez que me mataram, foram levando qualquer coisa minha”. É exatamente assim que me sinto hoje, Mário Quintana me desnudando a alma… 😥

Devastada, sem rumo e sem chão como eu não ficava há tempos, definitivamente, perdi um jeito de sorrir que eu tinha, perdi um jeito leve de ser que eu tinha. Perdi a esperança de ver florescer algo num terreno pra lá de infértil. Quintana me traduzindo e eu sem ter nada muito além disso pra dizer. </3

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Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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