Salvando 2016

formandas

Agora que o turbilhão está acalmando, eu consigo deglutir melhor as coisas. É sabido para todos que 2016 foi um ano uó, desses que não vai deixar lembranças e daqueles que estou fazendo contagem regressiva pra ver se acaba logo.

Porém, se houve algo de positivo pra mim foi a dança. Em tudo, do começo ao fim. Comecei o ano ao lado das minhas alunas e da Rê, tive o prazer de fazer alguns workshops com elas também.

Bem ou mal, foi por conta da dança que eu e o Pas de Six nos reunimos em torno do San e foi por conta de tantos amigos também ligados à dança que tivemos força para aguentar os meses que nos alternamos nos cuidados com ele.

Eu pude viajar pra diferentes cidades e estados ao lado das minhas pimpolhinhas: estivemos em Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Salvador, Buenos Aires, Campos do Jordão de novo, Jandira, tudo isso sempre graças à dança.

Contei com a delícia e o vigor do pique infantil das minhas maluquinhas Bia e Dedê que encaram qualquer doideira que eu inventar. Sem contar do apoio da Ana e da Célia, porque sem elas, nada seria possível.

Me meti a organizar festivais de dança junto com o Jó e fizemos nascer a Ciranda Promoções. E organizamos dois festivais e apesar de insano, foi delicioso. Com isso, pudemos ajudar o Retiro dos Artistas e foi o tipo de coisa que encheu meu coração de esperança e amor.

E pra coroar este ano tão difícil, acabamos 2016 com um espetáculo lindo, daqueles que me deixou com saudade de cada segundinho vivido, de tanta emoção que gerou no seu decorrer.

Minhas formandas maravilhosas, as formandinhas fazendo todo mundo dar um pouco de risada (e derramar lágrimas). As homenagens que as pupilinhas fizeram pra mim, pra Rê e pra Dani.

formandas-borradas

Os números se desenrolando perfeitamente, cada coisa saindo como tinha que ser, e até os imprevistos foram sendo contornados e virando causos a serem contados (a Boo que caiu de bunda depois da pirueta no Fadas, as bolas do Palhaço que foram parar no além, o confete que – mais uma vez – não estourou, a Gigi que não entrou pra dançar o Soldadinho, a Boo que fugiu da reversão do Cats, o pandeiro que sumiu antes de entrarmos no palco pra dançar Esmeralda, a minha ponta que saiu do pé no meio da coreografia, o Gá que esqueceu a roupa do Capitão Jack em casa, a “teia” que enroscou no aparelho da Tati, a dentada que eu dei no beiço do Ju).

amigo-secreto

As piticas me emocionaram demais com seu empenho e dedicação em preparar a homenagem das formandas e a homenagem pra Regina. O Era uma vez contando com tanta entrega dos pequenos (e também das mães, cada uma correndo atrás de preparar um lindo figurino pro seu filho). A homenagem pro San e o Gá entrando aos prantos pra dançar comigo. O Jorge lá, sendo meu camareiro e sendo o mais rápido e prestativo da história. Foi tudo tão lindo e tão intenso que até agora fica difícil traduzir em palavras.

Por isso, 2016, você não foi bolinho mesmo não. Mas ao menos a dança te salvou de ser uma desgraça completa.

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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