Lavando a alma, expondo mágoas e tentando superá-las

Esse ano lazarento foi um dos responsáveis por eu ter sumido daqui, porque o desgosto diante da nossa atual situação é tanto, que pouco me sobra gana de parar pra vir aqui deixar as palavras fluírem dos meus dedos.

Amanhã acaba 2017, um dos anos mais xexelentos que já vivi. E não adianta querer virar Pollyanna, fingir que só aconteceram coisas boas, porque isso não é capaz de passar uma borracha em tudo de ruim e difícil que o ano trouxe. Ao contrário da Ana Cristina, que disse que podem falar mal que ela só tem motivos pra agradecer, eu, infelizmente não sou dessas pessoas, não. Eu tenho muito pra chiar, e muita coisa que eu quero deixar pra trás.

Graças a Deus, a vida é feita de momentos, e em meio ao caos que foi 2017, eu tive muitos bons momentos no decorrer do ano. E essas pequenas alegrias funcionaram como um farol a me guiar no meio de toda a turbulência que vivi.

Pra começar que não há como negar, mas este é um dos piores anos que o nosso País já viveu em muito tempo. Seja você de direita, de esquerda, coxinha, petralha, bolsominion, não há como fingir que o melô deste ano foi aquela velha canção de Moraes Moreira: “lá vem o Brasil descendo a ladeira”. Quase tudo piorou em quase todas as áreas. Os preços alçaram a velocidade da luz, os salários congelaram, as demissões (e o consequente desemprego) aumentaram muitíssimo, e com todo esse reboliço em torno da reforma da previdência, não sabemos qual será nosso dia de amanhã. Viraremos um país de mendigos e de idosos sendo forçados a trabalhar até o fim da vida. Retrocesso sem limites. :'(

No meio de tudo isso, acontecem as coisas que muitos dirão que é pouco, que é pequeno, diante de todo o sofrimento do mundo. Mas vamos lembrar que nossas mágoas e tragédias pessoais nunca são coisas pequenas, porque elas impactam de maneira profunda o nosso universo particular. Ninguém é pequeno e desimportante, e aquela tragédia pessoal, por mais que pareça boba, menor, não é, e pode ter implicações sérias na vida de um indivíduo. E a vida não é uma disputa de quem sofre mais ou menos. O seu sofrimento ser maior que o meu, não diminui em nada o impacto que o meu me assola.

Isso sem falar que 2017 foi um ano carregado de dor, dor mesmo. Pessoas próximas sofrendo, partindo e o nosso coração sendo rasgado no caminho. Toda a história da Milena, o acidente com rojão do Marco, a internação do João, a partida da Wilma, do meu primo Laércio e da Mione, a giárdia da Amélie. O meu coração foi colocado à prova tantas e tantas vezes, que nem sei como ele ainda está aqui aguentando firme e forte.

Mas o que me dá um grande alento nisso tudo é que não há nenhum tipo de mágoa ou dor relacionadas às pessoas que mais importam de fato, que são meus pais e o Thiago. Como são sempre eles que vão estar pra tudo, me aquece o coração saber que não existe rusga nenhuma que nos abale. <3

Algo que me causou uma grande reflexão foi ver que muita coisa acaba ganhando grande dimensão por conta de ciúmes e sentimento de posse desmedidos. Gente, sei que tá todo mundo sem grana e não dá pra pagar terapia, mas vamos parar e refletir um pouco: ciúmes não leva a nada e nem torna nada e ninguém mais seu. Palavra de uma ex-ciumenta que aprendeu tomando muita porrada da vida. Outra foi ver o quanto de máscaras foram caindo ao longo do ano, e o quanto eu estou me distanciando de gente que não me acrescenta nada nesta vida. Sem esses fardos que são quase como que pesos mortos na nossa bagagem, a vida fica mais leve e fácil de ser encarada. E agora, simbora pra farta distribuição de carapuças, e aqui não tem nada de tamanho único não, tudo feito sob medida, com destinatário certinho. ;)

Vamos começar mais ou menos em ordem cronológica então:

Janeiro até mais ou menos maio

• O caso Júlia

Sim, eu sei que a essa altura do campeonato, quase um ano depois da confusão toda, a coisa soa muito como disco arranhado. Mas esta história passou como um caminhão desgovernado e saiu machucando todo mundo que tinha no caminho. O rompimento da Boo e Luiza com a Julia foi algo bem traumático pras três envolvidas diretas, e acabou envolvendo um monte de gente indiretamente. Sobrou pra mim, e muito, uma vez que mais de uma vez soltaram meu nome como pivô da confusão, sendo que o pivô verdadeiro é bem outro (com seis letrinhas no nome, e um IMC bem baixinho, não é mesmo?! E que nem está na foto que ilustra esta treta – hehehe – entendores entenderão). O pior é que todo mundo foi tomando partido nesta história, virou um show de pirraças, chiliquinhos e intriguinhas, até as coisas acalmarem e a galera saísse do olho do furacão. Mas esta é uma história que fez cortes e ainda saiu ralando, deixando a ferida exposta e inflamada por muito tempo – e olha que eu sei que dói até hoje em muita gente.

Abril

• As desavenças cariocas
O ano passado antes de irmos para o Rio, rolou a maior torta de climão na academia porque a Regina decidiu colocar o Danilo pra dançar o Magalenha de última hora, mesmo sem ele não ter ensaiado e pegando todo o elenco de surpresa. Foi um vuco-vuco, Marcos ameaçando abandonar o grupo, Ana Paula batendo boca com a mãe. Um auê. Aí, antes de irmos, botamos todo mundo pra fazer uma oração em conjunto e uma rodada de reflexão e pedidos de perdão. Chegando lá foi tudo uma delícia, correu tudo super bem e foi uma viagem tão gostosa que não pensamos duas vezes antes de toparmos ir para o Rio de novo este ano.

Os ensaios correram sem nenhum infortúnio, achamos um hostel mais bacana, foi uma turma ainda maior e achamos que tudo seria ainda mais sensacional que foi ano passado. Lêdo e Ivo engano (como já diria meu pai). Antes mesmo de sairmos daqui começou o clima ruim. Cheguei na academia por volta de 22h30 pra arrumar últimos detalhes de cenários e objetos cênicos, e estava contando com a ajuda da Boo e Gabi Mariani (como sempre). A saída do ônibus estava programada para 1h, ou seja, tínhamos 2h30 pra agilizar tudo – tempo de sobra. E achei que faríamos a mesma roda de oração que fizemos no ano passado. Pufff… Quando deu 23h30 começou o zum-zum-zum, Regina acelerando pra irmos embora logo, povo se enfiando desesperadamente no ônibus, sem nem dar espaço pro cenário e todo mundo chiando que eu estava atrasando todo mundo por estar terminando de fazer o quadro da Bianca. Nada de oração – quando perguntei a respeito, falaram que a gente rezaria dentro do ônibus mesmo. Entramos no ônibus aos trancos e barrancos e nós que ficamos pra trás precisamos sentar nos poucos lugares vagos que sobraram. Mal entrei Regina já começou a gritar que quem mandava ali era ela, que ela exigia respeito etc. E eu confesso que naquele momento fiquei sem entender bem o que estava rolando, mas enfim, sono, 400 km de estrada, uma madrugada toda pela frente, ferrei no sono e deixei pra lá.

No teatro correu tudo bem. Isso até a página 3, porque os pequenos dançaram pela manhã e os grandes na parte da tarde e noite. A maioria dos pais que foram junto eram de pequenos e não estavam a fim de ficar até o final da parte dos grandes, queriam ir por hostel e tal. Começou um tal de “vou sair pra comer”, e no fim, os maiores dançaram sem ter plateia – acho uma baita falta de consideração, mas cada um sabe de si, não é mesmo. Mas o pior é quando eu e o elenco dos grandes entramos no ônibus fomos obrigados a ouvir que “todos tinham ficado até tarde no teatro por nossa culpa, e que estava todo mundo cansado”. Gente, que coisa absurda!!! Apesar de aliarmos turismo à viagem, o intuito principal era levar o pessoal para dançar, não para passear. Por isso é um disparate e um desrespeito falarem algo deste tipo. Fiquei bastante chateada com isso, mas vamos que vamos, ainda tínhamos dois dias de Rio de Janeiro pela frente, não vamos deixar essas coisas estragarem a viagem.

Dia seguinte, dia de passear. Ao contrário de 2016, acabou-se decidindo que cada um faria o que bem entendesse, ou seja, das 52 pessoas que lá estavam, cada um se juntou com sua panelinha e diversos grupos foram se espalhando pela cidade. Aí teve filha adolescente preferindo ficar com as amigas ao invés de ir com a mãe, e aí pronto, prato cheio pro disco arranhado do “é culpa da Tayra”. Depois de um dia inteiro de desencontros, de coisas combinadas sendo desmarcadas por grupo de whatsapp, chegamos ao fim de um dia repleto de narizes torcidos de lado a lado. Depois de um churrasco que acabou não rolando por motivos de “rateio injusto”, cada turma foi jantar pro seu canto, e eu fui comer fondue de coxinha com o Gabriel e logo depois voltei pro hostel. Chegando lá, Gá foi pra balada com Jorge, e eu fiquei no hostel, onde só estava família Barreto e Malaquias. Sentei no terraço com as crianças para ler os comentários do júri, quando chega Regina com sangue no zóio e me chama pro quarto dela.

Aí começou a maior lavação de roupa suja, Regina falando coisa que tinha e que não tinha porque de ser, falando que os pais estavam cansados de mim, que eu era muito cheia de regras e ordens e que “o meu problema é que eu gosto de tudo certinho”. Que as mães estavam enciumadas porque as filhas preferiram sair comigo de tarde e não quiseram sair com elas. Que eu não quis sair com o ônibus da academia assim que chegou todo mundo e que várias pessoas estavam alertando ela porque eu estava querendo passar por cima da autoridade dela. Muito chororô que só acabou com o episódio do sumiço da mãe da Duda Hillmann e queda da janela.

Ainda assim, eu fiquei muito magoada, e no dia seguinte, que todos foram pra praia, eu resolvi que não queria ir com ninguém e fiquei pra trás. No fim, acabei indo pra praia com Milena e Gabriel, cheguei na areia do Arpoador e deixei meu choro correr solto, que nem criança. Entrei num mar congelante, debaixo de chuva pra deixar que o mar levasse tudo de ruim que estava acontecendo. Voltei para SP calada, lendo, disposta a me envolver apenas o tanto que meu trabalho me exigia, e parar de mergulhar de cabeça nas coisas uma vez que isso estava sendo mal visto. Mas, de qualquer maneira, achei que o pior já tinha passado.

Mal sabia eu que, na segunda, ao chegar na academia ainda fosse ter que aguentar um caminhão de chorume. Regina estava muito magoada e irritada, dizendo que falaram pra ela isso, falaram pra ela aquilo. E na hora que eu cheguei, estava lá senhor Gabriel Francisco botando lenha na fogueira, fofocando sobre coisas que de fato aconteceram, e inventando coisas (que ao menos eu nunca soube), fazendo com que a situação toda se tornasse ainda pior. Segundo ele, nós criamos um grupo do nosso quarto (que era o quarto de 8 pessoas) pra fazer panelinha. O grupo de fato existia, mas com o intuito de combinarmos quem levaria o quê (Uno, Imagem & Ação, chocolates, essas coisas). E de acordo com ele, também havia um grupo para falar mal da Regina. Se esse grupo existe ou existiu, eu nunca soube da existência do mesmo, e nem teria porque fazer parte de um grupo com tal propósito. Fiquei revoltada, falei um monte e saí daquela sala magoadíssima com o Gabriel e com esse tipo de postura. Resolvi que daria um belo de um gelo nele, mas quem disse que consegui?! Gabriel é um cara muito alto-astral e que topa tudo, rapidamente a mágoa fica pra trás e é como se nada tivesse acontecido.

Julho

• Os 80 anos da Wilma e a cartinha-lembrancinha

O pior de tudo é que esse é o desfecho de uma treta que começou em novembro de 2015 e até então não me desceu. E bom, as únicas que sabem verbalmente de tudo são a Bia e Cris(tiane) pelo meu lado, e Cris(tina) pelo lado do Thiago.

Eu ia até tirar uma foto da tal carta para ilustrar o post, mas ela está tão bem guardadinha, que resolvi deixar pra lá. Mas aos envolvidos dispostos a negar os fatos, a prova existe e está muito bem guardada, ok! Por isso vamos com uma foto tirada no dia da festa. Mas esses foi um dos dias mais doídos deste ano pra mim. Mesmo, muito!!! Começou à tarde, com a ausência de DJ e eu combinando com Lelê que Thiago faria o setlist e levaria o som pra fazer as vezes de DJ na festa. Porém, Lelê ficou na fissura de achar um DJ de fato, e quando conseguiu, mandou um whatsapp pra mim, meia hora antes de sairmos de casa, que eu só fui ver na hora em que estávamos saindo, o que deixou Thiago já fora de si. Porque ele achou sacanagem com todo o trabalho que teve, de separar as músicas que ela gostava, pra poder fazer um setlist bacana. Sem contar que teve um puta trampo de desmontar computador pra levar pra lá e fazer um som legal. Enfim, ele já foi pra festa tretando com Lelê e Bia pelo whatsapp e chegando lá foi a maior torta de climão. Eu, na hora me bateu um chateamento por ver que convidaram várias pessoas totalmente X e ninguém se lembrou de chamar meus pais (que sempre fizeram questão se inserir Wilma e a família do Thiago em tudo, seja nas festas da minha avó, seja nas bodas de 40 anos dele, seja nas minhas festas de aniversário), mas beleza, vida que segue.

Olha que a praga do Thiago foi tão forte que pouco depois de 1h30 de festa decorrida, o equipamento do DJ queimou e a festa ficou sem som – hahahaha – sério, essa é a parte que eu preciso rir pra coisa ficar mais leve. =D

Enfim, por volta de 22h30 saímos de lá porque no mesmo dia era o casamento da Priscila, e eu ainda tinha que ir pra divisa com Mairiporã pra prestigiar o grande momento da minha amiga linda. Saímos mais cedo, demos beijo em todo mundo pegamos a lembrancinha (que por sorte não abri na hora!!!) e fomos pro casamento. Chegando em casa, comentamos o quanto as festas tinham sido gostosas e tal e coisa, e aí fui abrir a lembrancinha – tinha duas, uma feita pela Malu que era uma necessaire linda, e uma caixinha com doces feita pela Cecília, com uma carta que teoricamente foi escrita de próprio punho pela Wilma e que seria lida aos convidados (eu saí antes da leitura da mesma). Assim que abri a carta não consegui passar da segunda linha, pois não entendia a letra, passei pro Thiago, e ele, ao pegar a carta logo disse: “essa não é a letra da minha avó. Não sei de quem é, mas ela deve ter ditado e alguém foi escrevendo”. Enfim, depois do comentário, seguiu ele lendo a carta que era enorme e aí, mais pro final, vi que ele deu uma titubeada, engasgada antes de terminar a leitura. Logo que ele acabou, eu perguntei: “você deu uma engasgada porque ela citou os outros e não me citou?”, e ele todo sem graça, tentou desconversar, mas enfim, acabei pegando a carta e vendo que sim, era isso.

Agora vamos aos fatos: 1 – eu não fiquei chateada em momento algum com a Wilma, mesmo. Primeiro porque ela já tinha 90 anos e eu só estava na vida dela nos últimos 12, e segundo porque ela estava tendo vários lapsos de memória, então pra mim, de verdade é bem normal e ok que ela não tenha lembrado de me citar; 2 – eu fiquei MUITO magoada com quem escreveu a carta (uma vez que Thiago insistia que aquela não era a letra da Wilma) e com quem xerocou e colocou nas caixinhas, porque por mais que a Wilma não tivesse lembrado, ninguém parou e pensou: “peraí, não tem Tayra, nem Andrea e nem Sérgio nessa cartinha, vamos dar pros familiares citados em particular, mas não vamos colocar isso em todas as lembrancinhas, porque vai ficar desagradável”. Não, ninguém nem tchumba, foi como se nem se lembrassem de mim, tivessem cagando pra eu não estar citada na carta e receber a mesma com citações de todo o resto e foda-se; 3 – e foi aí que eu fiquei mais puta da vida, é que essa, de fato não era mesmo a carta original que foi lida, pois segundo a Cris (minha sogra), nem mesmo do marido Wilma se lembrou, falou dos irmãos, filhas, netos e bisnetos, mas não falou do marido. Então a pessoa que redigiu a carta distribuída, foi “consertando” os esquecimentos, mas aí sim, cagou pra mim, Andrea e Sérgio; 4 – nenhum relacionamento heteronormativo foi mencionado, nem o meu que sou a única que é casada de fato com um neto; nem da Andrea, que é mãe da bisneta; nem o Sérgio, que acabou de se casar com a Gia. Porém, todas as namoradas das netas foram citadas, Cláudia, Kalinka e Fernanda (nesta ordem) – e aí, pela ordem já imagino bem quem foi a responsável por redigir a carta.

E aí, que, como já falei mais em cima, desde 2015 parece que Alessandra e Cláudia estão numa luta ferrenha para limar a mim e ao Thiago do convívio com a família. E confesso que estão tendo sucesso. A Lelê eu tenho um carinho e gratidão que vem destes quase 13 anos de convivência, por isso, mesmo chateada com tudo que anda rolando, eu relevo. Agora com a Cláudia, eu tenho pouquíssimo contato, do pouco que tive não gostei e não tenho interesse algum em estreitar laços. Na real, desde o Natal de 2015 eu quero cada vez mais distância. Porém, o aniversário da Wilma foi divisor de águas na minha vida e eu decidi que não sou obrigada a engolir sapo em nome da diplomacia familiar, ainda mais de uma família que demonstrou claramente que não se importa comigo. Na madrugada do ocorrido teve Bia aguentando minhas lamúrias e meu choro (que foi muito, doído e sincero) de um lado, e Cris(tina) aguentando as do Thiago de outro. No fim de outubro, foi a vez da Cris(tiane) ouvir as minhas no momento em que justifiquei a minha ausência neste (e em todos os outros) Natal, porque eu não estou mais disposta a conviver com a Cláudia e vou evitar todo e qualquer lugar que ela esteja. Desde então fui só nos 80 da Wallyzinha, mas nem dirigi a palavra a ela e vice-versa. Thiago já sabe, Cristiane já sabe e agora quem estiver lendo esse post também: onde ela estiver, eu não estou.

Setembro

• Jorge e a puxada de tapete

Antes de qualquer coisa, eu sei que o Jorge tem um gênio muito difícil, que é de lua, que tem altos e baixos e que já arrumou confusão com Deus e o mundo. Sei disso, já presenciei. Mas o fato é que em mais de 15 anos que conheço ele, a única vez que nos desentendemos até então foi no ano passado. E por uma bobeira, de coisa mal entendida de vaga no ônibus e conversa atravessada de whatsapp. Tanto era bobeira, que logo depois tudo ficou numa boa como se nada tivesse acontecido. Por isso que digo, essa foi osso, mesmo… Ainda mais que no dia em que tudo aconteceu recebi uma mensagem do Jorge, me pedindo o contato do hostel do Rio de Janeiro, e eu além de passar o contato, ainda falei que tava com saudades. Aí chego na academia e “catchau”!!! Regina vem me perguntar se eu e Jorge estávamos brigados. E eu prontamente: “não, imagina, ainda hoje nos falamos no whatsapp”. E ela: “pois então abre o seu olho”.

Aí ela me conta que no dia anterior, que tinha sido aniversário da Aline (e que eu não fui porque tinha ido resgatar Mussum que no dia anterior tinha arriado a bateria e dormiu lá pros lados da Água Rasa), Jorge se juntou com as meninas que já tinham saído – Rafa Alaniz, Luiza Montano etc. – e cataram a Regina pra ficar falando mal de mim, e fazendo piada e intriga com meu nome. Jorge disse pra Regina ficar esperta, porque de pouco a pouco eu estava roubando o lugar dela na academia e que já estava até mandando nela. E que se ela não quisesse perder o posto, que deveria me mandar logo embora, porque eu iria dar uma rasteira nela. E também pra ela ficar despreocupada, porque se ela me demitisse, ele estava pronto para assumir a minha turma (o.O !!!). Além disso, ele e as meninas ficavam apontando pra Regina e rindo e cantarolando: “perdeu, perdeu”. Isso tudo querendo minar minha relação com a Rê e semear discórdia em nossa parceria. De má fé!!! De caso pensado!!! Eu já tinha visto ele fazer coisa parecida com outras pessoas, mas jamais supus que ele pudesse fazer algo parecido comigo, porque até este dia eu considerava ele um amigo, um amigo de verdade, um parceiro. Um desses caras que eu jamais pensaria duas vezes em pensar em colocá-lo dentro de qualquer empreitada onde eu me colocasse. Então saber disso me doeu profundamente, de morte. Fiquei tão chateada que mal dormi à noite. PreciseI até fazer desabafo no Facebook, porque aquilo tava como se fosse um veneno dentro de mim. Juro, foi horrível!!! E uma das mágoas mais doídas deste ano de 2017.

Dezembro

Mês final do ano, e senta que lá vem fadiga, porque, ô mesinho emocionalmente desgastante!!! Quando a gente acha que o ano está acabando e que já deu tudo que tinha que dar, vem dezembro com sua enxurrada de desavenças.

• Gabriel e a intriga das fotos dos formandos

Essa é uma treta tão sem pé nem cabeça, que envolve ciúmes cego, o ensaio fotográfico dos formandos, falta de organização financeira e mentira. Mas enfim, faltando duas semanas para o espetáculo, poucas horas antes do tal ensaio que está sendo adiado desde maio acontecer, o mesmo foi cancelado, cercado de várias historinhas sem pé e nem cabeça como desculpa. Os únicos que não tem nada a ver com a história eram Júlia e Samuel.

Mas o resumo foi de que Gabriel não assumiu que estava sem grana e usou Boo de bucha de canhão para desmarcar o ensaio. No fim Boo, Luiza e Mariani foram fazer fotos “com araras” e aí começou um auê de feridas mal curadas tendo suas cascas arrancadas e muita coisa nada a ver com o pato vindo à tona. E o pior de tudo é que este foi quase um revival do caso Rio, onde Gabriel foi encher a cabeça da Regina com um monte de bobagem. Algumas histórias que tinham fundo de verdade, outra completamente inventadas, tudo com o intuito de fazer intriga e ainda sair de “salvador da Pátria”. O pior é que passamos as duas últimas semanas com um clima de bosta, com todo mundo olhando pro Gabriel com aquele ar de “cuidado com o fofoqueiro” e Boo cunhou uma das frases que pra mim resume bem o ano, e resolve muita treta que acaba acontecendo porque as pessoas querem resolver as coisas de cabeça quente: “ai, cabe a você resolver em quem você quer acreditar”. Mas esse pendor pra fofoca, pra criar intriga é um defeito tão daninho, mas tão daninho, que muitas vezes pode acabar minando tudo que há de bom dentro de alguém. Terminei o ano letivo com essa mágoa no meu coração e espero voltar sem ela.

• A treta do Telehelp
Affff!!! Só de lembrar me dá gastura… Mais uma vez a falta de diálogo, a necessidade de se sentir centro do universo das pessoas faz com que surjam intrigas completamente desnecessárias. Um resumo bem resumidinho é que eu conversei com os meus primos pra contratarmos o serviço de Telehelp para minha avó de 92 anos, e que rachássemos a mensalidade do mesmo entre nós. Depois de alguns dias de debate, acabamos batendo o martelo e fechando a contratação do serviço. Mais uns dias pra concretizar a parte burocrática da brincadeira, eis que vão instalar o aparelho e levar a pulseira pra minha avó. Mas isso foi na última semana de novembro, eu já na loucura de mil espetáculos, quase surtando, com horário pra sair de casa, mas nunca com horário pra voltar. O lance é que minha vó deu uma surtada porque ninguém consultou ela antes de contratar o serviço (até aí, ok!) e foi se queixar pra minha tia Eliana. O lance, que foi aí que pra mim deixou de ser ok, foi minha tia ouvir as lamúrias da minha avó e: 1 – não filtrar nada, tomar tudo como verdade absoluta; 2 – não botar panos quentes na situação; 3 – dar corda pra pirraça da minha avó sem nem saber exatamente do que se tratava o serviço.

Aí que, merda toda feita, rolaram algumas ligações de telefone entre minha tia e minha mãe, que já está com 70 anos, precisando ser cuidada, e ainda tem que administrar todo o fardo familiar, já que ninguém se importa de jogar mais esta ou aquela celeuma nas costas dela. Chego pra almoçar lá num certo dia e ela está arrasada, com a cara inchada de tanto chorar, depois de virar uma noite sem dormir por conta desta história toda, implorando para que eu cancelasse o serviço, já que estava gerando uma série de desavenças na família. Nossa, fiquei transtornada com aquela cena toda. Na mesma hora passei um áudio pro whatsapp da Suzy (cuidadora da minha vó), rasgando meu coração e falando pra ela mostrar pra minha avó o quanto eu estava magoada com toda aquela situação, e o quanto ela esta sendo injusta e ingrata com a postura que adotou.

Aí encaminhei o mesmo áudio pra minha tia, que quando viu disse que não estava entendendo o motivo de eu estar magoada com ela e com a minha avó. Isso me tirou do sério, porque se tem uma coisa que minha tia não passa nem perto de ser é burra. Falei pra ela que não queria falar com ela porque estava de cabeça quente e não queria ser grosseira. Ela me ligou, eu mandei mensagem dizendo que não atendia ligação nem quando estava tranquila, não seria naquele momento de cabeça fervendo que eu atenderia. Enfim, acabamos tendo uma breve discussão sobre as implicações do áudio que eu tinha enviado para minha avó em sua saúde. E acabamos decidindo que era melhor não continuarmos conversando naquele momento, senão era capaz de sairmos feridas. Sei que depois ninguém tocou no assunto, fingiu que nada aconteceu, porém, também sei que o telefone sem fio comeu solto, por todo canto do Brasil e da América e que tá rolando bastante disse que disse a respeito. Mas fiquei muuuuuuuuuito chateada com essa situação, primeiro porque nunca tinha brigado com a minha tia antes, segundo porque ninguém parou pra sentar e entender realmente o que estava acontecendo e o que era o serviço antes de dar corda pros delírios da minha avó. Sei que essa mágoa ainda está aqui engasgada, um mês depois do ocorrido.

• Ninguém da academia no Natal da Milena

Pois é, a Milena é um ser muito mais evoluído que eu. Muito mais!!! Ela em si, ficou feliz por cada um que estava lá, e não se permitiu ficar triste pelas ausências. Mas eu fiquei muuuuuuito chateada por não ter ninguém da academia lá naquele momento tão importante pra ela. Ainda mais porque três pessoas falaram que iam e deram pra trás na última hora. Sim, fiquei chateada mesmo, porque acho que é nessas horas que a gente vê o real valor que temos para os outros. Não adianta fazer post bonitinho no Facebook e Instagram, botar foto com a Milena no perfil das redes, se na hora do pega pra capar não tá lá. Fingir que é melhor amigo é fácil, ser melhor amigo de fato é uma tarefa bem mais árdua.

Agora pronto, mágoas transpostas pro texto, algumas me fizeram chorar enquanto eu escrevia, mas é isso. Coração lavado e passado a limpo. Hoje encerro o dia com um belo banho de sal-grosso e pronta pra enfrentar 2018 de cabeça erguida e com tudo que ele trouxer pra eu enfrentar. ;)

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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2 respostas a Lavando a alma, expondo mágoas e tentando superá-las

  1. Vanessinha diz:

    Cara, como pode acontecer tanta treta com uma pessoa só? Não conheço quase ninguém mas pela repetição de nomes ali em cima acho que vc tá certíssima em cortar relações. Taca sal grosso no chão aí pq olha…

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