Recomeços…

Hoje começou a nascer um sonho. A Usina das Artes Ciranda, mas que a gente vai chamar de Ciranda no dia a dia. Eu ainda estou preparando um post lindo com toda emoção que este projeto envolve. Mas hoje a gente abriu as portas, pra começar a receber aos amigos, aos parceiros, aos futuros alunos e apresentar a nossa proposta de um novo pensar no ensino da dança.

E posso afirmar sem sombra de dúvidas que hoje foi um dos dias mais felizes da minha vida. Há muito tempo eu não me sentia tão plena, tão completa, tão consciente de estar fazendo algo de bacana pro mundo. A gente veio a este mundo pra somar, e hoje eu tive a certeza de que estou fazendo isso.

Minha lista de gratidão tá imeeeeeeensa, e eu fico com muito medo de esquecer alguém, mas vou me arriscar mesmo assim, porque cada uma dessas pessoas é parte deste projeto que veio à luz hoje. Pra começar tem que ser minha mãe, essa pessoa sublime, maravilhosa, minha maior incentivadora na vida e na arte, e a maior de todas neste projeto enorme que virou a Ciranda. Depois o Thi, porque se não fosse o empurrão dele, na verdade se não fosse ele “por que você não vai lá e abre o seu espaço?” a Ciranda não existiria mesmo. Aí tem que vir a Su, minha amiga de tantos e tantos anos, ao lado de quem já vivi tantas coisas, todo tipo de emoção possível e com quem compartilhei muitas emoções maravilhosas nesta vida, e é graças à ela que estou podendo dar este passo enorme no meu crescimento pessoal e profissional. E na sequência tem que vir a Rô, M-A-G-N-Í-F-I-C-A!!! Ah, se não fosse a Rô!!! Acho que na atual conjuntura, ninguém é mais Ciranda do que ela neste momento. Pelo projeto lindo que ela desenhou, por ter captado a essência da filosofia por trás do que é a Ciranda, por ter conseguido traduzir isso pra um espaço físico, por concretizar sonhos, por se empenhar, por tocar a obra num momento emocional que eu me via tão consumida, juro se eu ficar aqui tecendo adjetivos, não vou acabar hoje não. O meu pai, que mesmo em toda a sua fragilidade física do momento não deixa de me apoiar e de me incentivar e dar ideias. A Ju, minha eterna favorita que foi a primeira membro deste time de cirandeiros. Emily pitica, segunda membro da equipe e que vestiu a camisa com tudo e que tá me ajudando muito em N sentidos. A minha assistente criativa e musa maravilhosa que tem sido minha digital guide neste momento, Shertliane – favorita, né, mores!!!! Depois a minha equipe de professores que só cresceu: Boo, Lívia, Gall, Amanda e Choco, que juntos vão fazer essa ciranda ser mais linda, coesa e feliz. A Tati, que, sem palavras, com seu jeito tímido e doce, veio, se colocou, me acolheu, me ajudou e conseguiu colocar no papel, literalmente, algumas ideias que só estavam na cabeça (ou no computador). Aí tem as mães lindas que estão se envolvendo com a proposta e a filosofia da Ciranda, que me deram muito apoio, estímulo e me fizeram ter certeza de que eu estou no caminho certo.

Muito obrigada por terem me dado a mão e entrado comigo nesta ciranda, feito a roda fluir lindamente e transformado este num dos dias mais felizes da minha vida. <3

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I Bazar Beneficente Cirandeiro

Correndinho só pra não perder o bonde mesmo…

Vem que amanhã (na real é hoje, mas se eu não dormi ainda é amanhã – hahaha) tem bazar beneficente. É o I Bazar Cirandeiro. Eu ainda vou vir aqui com muita calma, amor e carinho contar sobre esse projeto lindo que vai ser a Ciranda. Mas por enquanto eu convido vocês a darem um pulinho lá amanhã pra ajudar a gente a custear esse sonho que tá virando realidade.

O projeto é lindo mesmo e envolve dança, arte, cultura, pedagogia, respeito às individualidades e estamos formandos um time lindo que seguirá de mãos dadas nessa enorme ciranda. E eu vou vir contar tudo isso pra vocês no próximo post. Mas pra amanhã eu quero é convidar vocês pro bazar mesmo. Pintem lá, até umas 19h a gente está na área. <3

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Eu tenho tanto pra te falar…

… juro, muito!!! Mas olha só eu aqui, às plena 3:16 da matina, depois de ter acordado às 7:50 e dormido uma média de 4h/noite nas últimas duas semanas. Minha vida está completamente insana e sem tempo pra nada (nem pra dormir, vejam bem) e as coisas que eu tenho pra dizer merecem muito mais que um post corrido, sem dissertar as informações todas que eu tenho pra passar pra vocês.

Amanhã tenho Pilates e tenho que pular da cama às 7h, então, nem vou me alongar no assunto, mas acho que no meio do dia insano consigo dar uma parada pra vir aqui e fazer um post decente sobre a revolução que tá rolando na minha vida nesse começo de 2020. Vem muita coisa boa e linda por aí! Aguarde e confie…

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E vamos pra luta, que a gente veio a este mundo pra isso mesmo…

Falei muito por alto aqui, nos meus motivos pra agradecer 2019 sobre a saúde do meu pai, e pois é. Em meados de julho, depois de uma grande perda de peso e perda de apetite, ele começou a investigar o que estava havendo e os sintomas eram apenas esses.

Depois de 854 mil exames, descobrimos uma gastrite – o que justificava a perda de apetite, e a perda de peso, segundo a endocrino poderia ser por conta de uma combinação medicamentosa. Aí faz desmame de medicamento, e a perda de peso continua. Mais exames e nada. Mais exames e nada. Mais exames e nada. Quantas perguntas sem respostas. Até que em outubro, depois de colonoscopia e endoscopia com biópsia, o endocrino olhando para algumas imagens, e sem saber muito bem como explicar recomenda que meu pai procure um oncologista. Primeira porrada e primeiro susto. Consulta marcada e muita ansiedade em torno do simples fato de termos uma visita a um onco já deixava aquela névoa!!!!

Chega o dia da consulta, o oncologista, por força da profissão e por lidar com isso todos os dias, já manda logo a real. Pelas imagens que tem nas mãos, pra ele é claro que há um tumor, na região do pâncreas, mas precisa de uma biópsia para saber se é benigno ou maligno. Pro meu pai, ali foi como se tirassem o chão debaixo de seus pés. A parte boa deste dia é que imediatamente ele já foi encaminhado para uma assistente social – que foi completamente SENSACIONAL e deu todo suporte e atenção que meu pai (e eu e minha mãe também) precisava naquele momento. Dali fomos encaminhados também para uma nutricionista, que já nos deu diversas orientações e dicas de como encarar essa nova realidade. Saímos dali sob impacto e com a missão de marcar mais alguns exames e a danada da biópsia – e aí que novela… Quase dois meses até conseguir realizar a dita-cuja (que na verdade foi uma micro-cirurgia) e ter seu resultado em mãos.

Chega o dia 17 de dezembro e é dia de buscar o resultado, e no dia 23 de dezembro ante-véspera de Natal, consulta de retorno com o oncologista para sabermos ao certo o que está escrito ali e quais serão os próximos passos. E BOOOOOM!!! Adenocarcinoma!!! Infelizmente era maligno!!! Provavelmente no pâncreas, mas só o tal do imuno histoquímico (feito junto com a biópsia, mas que só sairia no dia 02/01) poderia precisar. Mas ainda assim, decide-se que é melhor iniciar o tratamento ainda assim. Passamos um Natal meio anestesiados com esse baque e temendo pela burocracia de liberações do convênio, ainda mais nesta época do ano, por conta do recesso e feriados.

O primeiro passo seria fazer uma cirurgia para colocar um cateter por onde será administrada a quimio – a princípio a cirurgia foi marcada para o dia 03/01, e a primeira quimio para 08/01. Mas chega dia 02, primeiro dia útil do ano, e nada de a liberação sair. Enquanto isso, saímos em maratona para buscar o resultado do imuno histoquímico, para saber exatamente qual e onde é o tumor. E. como meu próprio pai foi obrigado a fazer piada, até nessas horas ele é o geminiano indeciso e bipolar, e o imuno histoquímico também foi inconclusivo. A única coisa que se sabia é que é no trato intestinal, pode ser vesícula, pâncreas, intestino ou estômago. E né!!! Vambora, cercados de dúvidas.

Nada de autorização e dia 3 segue sem cirurgia, vem a resposta e a mesma segue marcada para o dia 7. Feita a cirurgia, que era simples, foi rápida e correu super bem, ele só pernoitou no hospital porque, já tem 70 anos e é bom ser monitorado. A ideia era que de lá já saísse direto para o Infusional da Unimed para iniciar a quimio no próprio dia 8. Mas, adivinhem só: a autorização não saiu e do hospital rumamos pra casa. Passamos o dia no telefone e no fim das contas a quimio foi marcada para o dia 13/01.

Alguns cuidados a serem tomados e lá fomos nós para a primeira sessão. Quase seis horas de remédios sendo administrados no corpo, uma bolsinha com remédios a serem liberados 2ml a cada hora por mais 46h em casa e mais uma porrada de remédios para serem tomados em casa para lidarem com a questão de náuseas, enjoos e possíveis vômitos e diarreias. Recomendações expressas de estar sempre alimentado e hidratado e simbora. Mas o bicho é um touro, paciente exemplar (já sei a quem puxei!) e passou os dois primeiros dias incólume, me mostrando que não é a toa que eu admiro e amo ele pra caralho. Claro que o apetite deu uma caída, mas ainda assim ele tem se alimentado regradinho, como “remédio”, mas fora isso, não teve nada. Amanhã retornamos logo após o almoço para ele retirar a bolsinha e passamos por este primeiro período – dias 21 e 22 temos novas consultas com oncologistas para definir os próximos passos. E essa tem sido a nossa jornada de luta pela vida e um dos meus motivos de sumiço. Não é fácil! Não é brincadeira! Mas com muita fé na espiritualidade e nos avanços da Medicina, me sinto muito esperançosa diante do que se descortina.

E aí volto a reforçar o meu lance da gratidão. Puta merda!!! Como me vejo e sinto cercada de amor, carinho, solidariedade, energia positiva e uma corrente linda neste momento. Amigos que tem sido mais que irmãos e nos auxiliado de N maneiras, familiares, sério, o amparo tem sido supremo e primordial e essa rede de apoio tem sido tudo. A caminhada tá só no começo, mas vocês tem tornado tudo isso muito mais fácil de ser encarado.

Eu ainda tenho muita coisa pra contar e compartilhar. Essa foi a parte hard core. Em breve venho com notícias mais leves e bonitas acerca do meu sumiço.

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Só pra dar um alô…

Eu juro que estou viva!!! Mas ando sem tempo de respirar, tem muuuuuuita coisa acontecendo na minha vida. Prometo que amanhã sento pra abrir o coração e contar as novidades todas pra vocês. E olha que tem coisa pra caramba pra contar, vou ter que contar em partes – hehehe.

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Receita: Bolo de Reis

Não sei se essa é a terceira ou quarta vez que faço esse post por aqui. Mas esta época do ano não tem nem como. Já é uma tradição minha e da minha família. Eu também já contei por aqui, mas vou recontar, porque é muito bonito a história desta tradição. O Dia de Reis, na Espanha e de vários países da América Latina, é o dia em que as crianças ganham seus presentes (eles não ganham no Natal, como nós, e sim no Dia de Reis, porque foram os Reis Magos que trouxeram os presentes para Jesus – e faz todo o sentido do mundo, né!). Eu aprendi isso quando era criança, lendo Mafalda – pois é, leio a musinha desde 1987, vejam só… Mas foi já adulta, quando estudava Espanhol que fui lendo mais a respeito que me interessei mais pelo tema. Lá eles fazem a ceia de Reis, preparam vários doces tradicionais, inclusive uma deliciosa Rosca de Reis com um “presente”, que originalmente era um feijão ou uma moeda, mas que evoluíram para figuras de presentes ou reizinhos, que são confeccionados justamente para se colocar nesta Rosca de Reis.

Eu tenho quase certeza que esta rosca que deu origem ao Bolo de Reis. Não é assim tão tradicional aqui no Brasil, mas na minha família é, e já tem uns bons anos que eu sou a responsável por fazer o bolo. Antes era Mamis que fazia, mas acho que na última década o posto ficou pra mim. A gente sempre faz, é de lei. Aí, em 2012, que, sabe-se lá por qual motivo, falhamos e não fizemos, o ano financeiro foi uma desgraça pra todo mundo – hahahaha – então é melhor nem correr o risco. Por isso, não custa nada reforçar a tradição e olha a receita aqui. Assim como na Rosca de Reis, você precisa colocar um “presente”, geralmente um anel ou uma imagem dos Três Reis Magos no bolo. Segundo a tradição, quem come o bolo tem fartura o ano todo, mas a pessoa que encontra o presente, vai ser o bem-aventurado financeiramente durante o ano que acaba de começar. Vou dizer que não tenho do que reclamar dos anos em que eu ou Thiago achamos o presente.

A receita é fácil de fazer, mas é meio metódica/frescurenta, mas nada de muito complicado, e vale a pena porque o resultado fica sensacional. Na receita tem uma cobertura glaceada, mas eu só fiz com essa cobertura uma vez (ela é bem gostosa, mas é muito doce, então fica a gosto do freguês). Eu em geral só polvilho açúcar de confeiteiro e enfeito com as frutas. O sabor é bem bom, não é muito doce, e ainda tem as frutas (secas e cristalizadas), eu adoro… Vamos ao passo a passo, então:

>> Ingredientes

::Massa
200 g de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara de chá de açúcar mascavo
4 ovos
1 lata de Leite Condensado
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de chá de frutas cristalizadas ou alguma fruta seca da sua preferência
1 xícara de chá de uva-passa preta sem semente (eu não uso uva-passa porque não gosto, no lugar coloco ameixa seca, cortada em 6 pedaços, mas a receita é com passas)

::Glacê
2 xícaras e meia de chá de açúcar de confeiteiro
2 colheres de sopa de leite quente
2 colheres de sopa de suco de limão

>> Como Fazer

::Massa
Bata a manteiga na batedeira até virar um creme. Adicione o açúcar mascavo e junte as gemas uma a uma, batendo sempre até que fiquem bem incorporadas à massa. Acrescente o leite condensado em fio (ou seja, vá deixando ele sair da lata nesse formato de fio, não coloque a lata toda de uma vez, ok!), sem parar de bater. Desligue a batedeira e misture a farinha de trigo peneirada junto com o fermento, as frutas cristalizadas e as passas. Por último, acrescente delicadamente as claras batidas em neve. Depois que as claras já estiverem bem incorporadas à massa, você joga o anel ou medalha passado na farinha de trigo. Asse em uma fôrma grande com furo central, em forno médio (180 graus), pré-aquecido por cerca de 1 hora (eu geralmente ligo o forno na hora que começo a preparar a massa). Desenforme o bolo ainda quente.

::Glacê
Misture todos os ingredientes e despeje sobre o bolo. Decore com cerejas ou damascos secos. Você também pode decorar com fios de ovos, caso goste (tipo a minha sogra – hehehe). ;)

Vale lembrar que, de acordo com a família do Thiago, é dia de comer romã e guardar 9 sementes na carteira. Eu como as romãs no Ano Novo, mas de qualquer maneira, não custa reforçar a mandinga, né! Mas como 12, uma pra cada mês. ;)

Quem fizer o bolo, depois vem aqui me contar nos comentários se gostou (e no fim do ano vem contar se ficou rico – hehehe).

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Ranço da palavra, mas com o sentimento transbordando

Sim, vocês pessoas #gratiluz conseguiram me fazer pegar um bode tremendo da palavra gratidão. Usam a torto e a direito, isso quando não vociferam “hashtag gratidão”. Mas o pior de tudo é que a maioria das vezes, a pessoa que tanto faz esse uso indiscriminado, muitas vezes nem é grato de fato, não pratica esta gratidão de que tanto fala. Banalizaram uma das coisas mais lindas que alguém pode sentir.

Mas vamos deixar o ranço dos #gratidão pra lá… Porque, nestes últimos tempos, meu peito transborda de tanta gratidão, amor e carinho que tenho recebido. Eles tem me chegado em gestos singelos, palavras de apoio, dicas diversas, visitas inesperadas, doces mensagens por whatsapp/messenger e afins. E é aí que eu vejo o quanto a gente tá cercado de quem vale a pena. <3

Quem me conhece, quem lê/leu este blog sabe do tamanho da fé que eu tenho na humanidade. Tenho mesmo. Muita! Acho que não adianta a gente botar tudo na conta do divino (independente de qual seja a sua crença), porque nós somos os braços que fazem aqui. Somos nós que vamos botar a mão na massa por nós mesmos e pelo próximo. A conta com o sagrado já é bem grande, nada de ficar pegando fiado pra ele pagar. E eu sei que tem muito mais gente boa neste mundo do que ruim. Muito mais mesmo!!! Mas a gente acaba que só dá holofote pras coisas que nos desagradam e se esquece de divulgar uma atitude bacana inesperada que cruza o nosso caminho; de valorizar aquele profissional que nos atendeu com mesura e engajamento além do esperado;, de falar do quanto um professor pode ter te dado uma aula engrandecedora; quanto um médico pode ter sido acolhedor numa consulta. Cabe a nós dar holofote e visibilidade pra essas atitudes, para que nosso dia-a-dia, nossa timeline das diversas redes sociais, nosso whatsapp não vire um muro de lamentações ou uma versão minimizada do Cidade Alerta. Vamos botar a boca no mundo e falar das coisas lindas que nos acontecem.

Durante 2019 recebi muitas mensagens de carinho, incentivo e preocupação com o tratamento da minha depressão. E embora um depressivo tenha a tendência de ficar na sua concha, e muitas vezes não dê retorno ou se manifeste, vocês não tem noção de quanto essas mensagens fizeram a diferença. Uma aluna minha, que também está em tratamento da doença, sabendo que eu sou super solar e dias nublados me abalam muito, sempre que acordava e via que estava chuvoso, procurava me mandar uma imagem bonita, uma mensagem de incentivo, porque disse que queria de uma maneira ou de outra compensar o dia feio que estava lá fora. Pensa que coisa mais linda e delicada! <3 Muitos amigos que a rotina insana da metrópole fizeram com que a gente ficasse séculos sem se encontrar, falando “vamos tomar um café!”, “quero te ver”, “vamos almoçar?”. Tudo isso dá um gás pra gente que vocês nem imaginam.

Os últimos meses, principalmente o mês de dezembro, com a situação um pouco mais delineada, recebi muuuuuuuuuito apoio de pessoas mais próximas do meu convívio. Alunas queridas que me ajudaram com aulas e ensaios quando precisei acompanhar meu pai ao médico ou em algum procedimento, ou mesmo que se propuseram a cobrir uma aula em dias que eu estava sem condições emocionais de encarar a jornada. As minhas duas chefes que foram muito acolhedoras e compreensivas. E alguns amigos que ganharam um capitular na frente do título, porque estão do meu lado segurando a bucha mesmo. Tem gente que eu não via e nem falava há séculos, que vem me dar apoio, compartilhar experiências que podem ser úteis. Vocês não tem dimensão do quanto tudo isso dá um quentinho no nosso coração. E é por tudo isso que eu só tenho a agradecer. Porque se algo de bom eu fiz nesta vida, foi de escolher muito bem quem segue ao meu lado na caminhada. Valeu demais, galera!!! <3

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