Estendendo a mão

Eu sempre aprendi com os meus pais que devemos ajudar todas as pessoas que pudermos, principalmente os mais próximos. Estender a mão a quem precisa é algo nobre e que vai muito além de qualquer formação religiosa, uma vez que meu pai é ateu. Ainda assim, sempre aprendemos que solidariedade é um dos melhores remédios pra alma e uma das mais fantásticas moedas de troca – alguém com quem você é solidário vai carregar isso pra sempre, e no mínimo vai levar você nas vibrações positivas e orações.

Aí nessa vida doida às vezes a gente conhece alguém muito rapidamente e a vida mesmo se encarrega de levar cada um pro seu caminho e pronto. No ano passado, quando eu tava me preparando pra voltar com o Cena Brasilis, a Bárbara acabou surgindo na minha vida. Ela me deu um help, e me enfiou numa pré-estreia de um filme que eu tinha perdido a cabine no dia do meu rodízio. No dia do filme acabei dando uma carona pra ela, já que ela mora num bairro vizinho ao meu e fomos conversando. E eu vi que ali havia uma mulher muito legal. Depois ela me mandou o currículo dela, porque tava querendo mudar de emprego e pediu pra eu dar uma força, trocamos alguns e-mails, mas São Paulo é uma cidade insana e a gente não vê nem amigos e familiares, que dirá conhecidos! O fato é que acabei perdendo contato com ela.

Aí, logo depois que voltei de viagem da Disney ainda tava meio aérea e vi um tweet que eu acho que foi da Lili, com um link dizendo que a Bárbara tava precisando de ajuda, porque o marido dela tinha sofrido um acidente. Cliquei e fiquei completamente tocada. Eles viajaram de férias, e no dia 29 ele mergulhou num rio em Alter do Chão (PA) e não sei ao certo o que houve, mas acredito que o rio era muito raso, mas o fato é que ele sofreu um acidente super grave e apesar de não estar mais correndo risco de vida, precisou passar por uma cirurgia na coluna cervical.

O quadro dele é de tetraplegia, com fraturas nas vértebras C6 e C7, e eles não tem plano de saúde, o que faz com que o Marcos esteja sendo atendido pelo SUS. Dependendo da evolução do caso talvez ele precise passar por novas cirurgias, mas ele ainda está internado em Santarém, aguardando todos os trâmites burocráticos para poder ser removido para São Paulo.

Isso sem falar que assim que chegar de volta a São Paulo, mesmo depois de ter alta, eles vão ter uma série de despesas para se adequar à nova realidade do Marcos. Ou seja, eles vão precisar de muita ajuda. E um monte de gente tem se mobilizado para colaborar da maneira que pode. Já organizaram uma feijoada beneficente e parece que agora vão organizar uma balada para arrecadar mais uma grana pra eles. Eu também queria muito ajudar, já que não pude participar da feijoada e entrei em contato com a Babi e dei a ideia de fazer uma rifa, que acabaria arrecadando um montante razoável para eles e ela adorou, e também me passou o contato de alguns amigos, que poderiam ajudar na venda e na divulgação da rifa.

Por isso eu e o Thi estamos contribuindo com a Babi e o Marcos e vamos vender a rifa de um Whisky Jack Daniel’s a R$ 20,00 (a causa é nobre, vai galera!), e quem tiver interessado, é só entrar em contato, que a gente dá um jeitinho de ver como faz para combinar de escolher a maneira da compra da rifa – como é rifa de nominho, eu dou um jeito de tirar foto dos nomes disponíveis e vou vendendo via e-mail, ou combino de encontrar quem morar ou trabalhar por perto. A gente aqui não bebe mas já vai ficar com 5 números, porque a causa é boa, e ainda faltam vender 95 números, agora é hora de contar com todos os bons corações que eu sei que existem por aí. Já tem um monte de gente legal falando da história da Babi e do Marcos aqui, aqui, aqui e tem também um blog que tá contando um pouco do dia a dia do Marcos lá em Santarém.

Conto com vocês pra ajudar os dois, e ajudar a divulgar. A rifa vai ser desse pack especial que vem com o whisky e um copo, que tá na foto. Se tiver interesse, o número vai ser vendido a R$ 20,00. E se tiver ideias de outras maneiras pra ajudar os dois, todo tipo de ajuda vai ser muito bem vinda. Tenho certeza que eles vão ser eternamente gratos a todos. ;)

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Selva de Pedra

Feriado, 458º aniversário de São Paulo, dia de ficar em casa e curtir o momento. Nada mais justo que o tema do post de hoje seja sobre essa cidade que me abriga desde o meu primeiro dia de vida. Mas não que esse seja um post elogioso. Muito pelo contrário. É que parece que em datas como as de hoje as pessoas ficam meio cegas, e obrigatoriamente só consigam ver qualidades e perfeições de um lugar do qual se queixam diariamente. Mas, enfim, vamos ao texto…

Eu sou uma pessoa cosmopolita, adoro uma metrópole, gosto de ter tudo ao meu alcance, gosto de saber que o mundo está acontecendo ao meu redor. Sempre que estou no campo, em lugares isolados, calmos, bucólicos, sinto uma inquietação, um siricutico de querer voltar pro meu canto, pra minha muvuca, pro barulho, pro vuco-vuco.

Essa foto é do Fore, e eu gosto tanto que decidi usar... ^__^

Nasci em São Paulo, sou uma paulistana da gema, aqui passei minha vida toda e aqui fui formando o que sou. Filha de um baiano com uma paulista em Jacareí, mas que vive em São Paulo desde os seus 12 anos. Aqui fui crescendo e amando essa cidade que é um mosaico, um mini-mundo, onde você encontra gente de qualquer canto do Brasil e do planeta. Fui aquela menina que cresceu correndo no Ibirapuera, no Horto, empinando pipa na USP, embasbacada com as estrelas do planetário, apaixonada pela história do país que fui descobrindo no Museu do Ipiranga, feliz da vida nos muitos domingos passados em Passeio do Fusca (que acontecia todo mês de janeiro) no Autódromo de Interlagos. Depois cresci e virei baladeira de plantão, e essa é sem dúvida a melhor cidade do mundo pra badalar, de segunda a segunda tem coisa boa pra fazer. De quinta a domingo eu batia cartão em algum canto da cidade pra dançar até o DJ tocar a última música e me escurraçar de lá. (duro mesmo era ir pra faculdade na sexta de manhã – hehehe!)

Culinária de qualquer país que você sonhar, aqui tem. Museu de tudo quanto é coisa, uma porrada de salas de cinema, um sem número de teatros e espetáculos (de mega produções aos mais mambembes). São Paulo é um caleidoscópio e é a cidade que sempre amei. Eu sempre penso o quanto vai ser difícil me habituar a outro lugar fora daqui, porque aqui tem tudo tão ao meu alcance, que me sentiria meio refém de uma cidade com menos opções, e acharia tudo menor, tudo meio cidadezinha do interior.

Curiosamente, há cerca de 8 anos, os paulistanos foram conseguindo minar o amor que sempre nutri pela cidade, afinal de contas um lugar é feito pelas pessoas que o habitam. O fato é que eu não aguento mais viver em São Paulo, mesmo com tudo de bom que ela tem a me oferecer e com tudo de bom que já me deu. Tanto que quando me casei, nem cogitamos comprar um imóvel porque eu já tinha uma única certeza: não queria mais viver em São Paulo. Não sei se quero ir pro Rio de Janeiro, pra San Diego, pro Canadá, Espanha, África do Sul ou Marrocos, o fato é que eu não aguento mais ficar aqui.

Os porquês são muitos. O trânsito surreal é um deles, não é caótico, porque tem regras, que estão ali, mas não são respeitadas (nem mesmo por quem fiscaliza). O jeitinho brasileiro é outro, mas com esse eu vou me deparar no Rio, em BH, em Salvador… A poluição é ponto importante. Mas eu ainda acho que o paulistano é o ponto determinante, e falo isso sendo paulistana. E esse nem é um texto de rancorzinho sabe, é um texto de desabafo, de quem tá cansada de ver tanto desrespeito ao próximo, tanto individualismo, egoísmo e gente puxando o tapete alheio como se tudo isso fosse o normal. E o que mais me cansa é eu agir de forma diferente disso e ser encarada como se eu fosse um E.T. E é tudo isso que me faz não querer mais São Paulo como meu lar.

Vai ser sempre a cidade que eu nasci, cresci, onde formei meu caráter, onde conheci o homem que amo, onde estudei, mas já deu. Ainda não me decidi pra onde vou, mas tenho pesquisado com afinco. Ainda assim, vou continuar desejando o melhor pra São Paulo: um povo mais dedicado, que vote conscientemente e que lhe dê melhores governantes. Que tenha um plano de urbanização mais eficiente, um transporte público eficaz, e que os diferentes tipos de veículos se respeitem mutuamente. Também desejo que as chuvas venham e não tragam tantas enchentes, porque os bons governantes futuros vão cuidar para resolver essas questões e não teremos mais um pop-star de Hollywood surfando em inundações de nossas ruas. Desejo menos desemprego e menos desabrigados. Desejo uma metrópole de primeiro mundo que não tenha lixos nas ruas, nem lixeiras depredadas. Desejo que o pedestre seja sempre respeitado e não apenas nas ruas em que os guardas estão multando quem não o faz. Desejo que os motoristas aprendam que a preferência é sempre de quem já está na rotatória e não de quem vai entrar à direita. Desejo praças verdes, bem cuidadas, onde as pessoas possam sentar, conversar e curtir o momento. Desejo um céu mais azul e menos poluído. Desejo uma cidade harmônica e feliz da qual eu possa me ufanar. Se é pra sonhar, então vamos sonhar direito.

Feliz aniversário, São Paulo! Não vou te dar parabéns, porque não acho que mereça, acho que você vai seguindo em frente, aos trancos e barrancos, do jeito que dá. Mas quero te ver de novo como a cidade que amei um dia. E que esse dia chegue logo.

366/25

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Parabéns, minha adÊvogada querida!!! <3

Há mais ou menos sete anos tava eu lá no palco da Trash me perfazendo com Catatau, Mariachi, Nauê e cia. limitada no palquinho, quando de repente avisto uma pessoa de cabelo pink acenando pra mim, tirando fotos. O termo “louca do cu” poderia ser aplicado, era a mais animada ali no meio da galera, e ainda tinha mais ou menos 1,90 de altura (1,78 + alguns bons centímetros de salto) e com um cabelo pink: impossível não notar. Quando desci pra tomar água ela veio falar comigo, perguntou meu nome, disse que ia me procurar na comunidade da Trash no Orkut e mandar as fotos que tinha tirado de mim dançando.

A tal foto tirada por ela

No dia seguinte, quando abro a internet, um tal de Thiago Borbolla tinha me adicionado, eu que nem sabia quem era, não aceitei. Depois ele escreveu um scrap: sou irmão da menina de cabelo rosa que falou com você ontem na Trash. Aí, bom, vocês já podem tirar as conclusões e saber o que aconteceu. E também já podem perceber que a Bia é uma peça muitíssimo importante na minha vida, porque se não fosse ela eu nem estaria casada hoje. :)

Mas naquele momento eu estava conhecendo uma menina espevitada de 15 anos, filha caçula, neta caçula, sorriso no rosto, coração enorme, e com uma TPM e um gênio ainda maiores que o coração. Ela era aquela neta enjoada pra quem a avó tinha que fazer um prato diferente, porque ela não comia quase nada do menu do dia. Até hoje me lembro da primeira vez que ela comeu couve – ela me viu comendo, e como eu não como cebola e ela também não, o raciocínio dela foi é que se eu comia é porque era bom. Resultado: comeu, amou e hoje em dia é louca por uma couvinha.

Ela era uma adolescente que tava começando a descobrir o mundo, e nesses sete anos que vivi ao lado dela vi a Bia crescer, amadurecer, tomar bordoada da vida e levantar (e acho que ela tomou mais bordoadas do que merecia e foi muito mais forte do que eu supunha). Entrou na faculdade aos 17 anos, peitou o mundo, foi pra Campinas morar num pensionato, quase endoidou com uma freira-general que achava que tava na Idade Média. Depois foi dividir apartamento com umas meninas que conheceu no pensionato e que também não aguentavam a freira doida. Lá ela tava longe de todo mundo, da mãe, do Thi, do namorado, da avó, das tias, de todo mundo que sempre teve ao lado dela pra ampará-la, e foi um ano de muitos solavancos: financeiros e emocionais.

Não teve jeito, no ano seguinte ela teve que voltar pra São Paulo. Prestou vestibular de novo, passou, conseguiu um aproveitamento de matérias, arrumou um estágio que “valha-me Deus, Nossa Senhora”, e aos trancos e barrancos, com uma ajuda aqui, outra ali e, acima de tudo, com uma força de vontade sobre-humana ela chegou ao quinto ano. Em setembro do ano passado, antes mesmo de concluir o curso, foi aprovada no exame da OAB com a nota máxima e já naquele momento nos encheu de orgulho.

E ontem, 23 de janeiro de 2012, a menininha que eu conheci virou mulher, está formada e agora, além de ser bacharel em Direito, uma vez que ela já foi aprovada no exame da Ordem, também é a mais nova advogada de São Paulo. Dizer parabéns é pouco, diante do orgulho que eu sinto em ver ela concluir um caminho que não veio de mão beijada em nenhum instante e que é uma conquista de puro mérito. Bia, você merece todos os aplausos, flores, beijos, abraços, carinhos e louvores do mundo. Com todo o meu amor!!! <3

366/24

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Desejo do Dia: Praia

Eu duvido que seja só eu, mas a real é que nesse calor insuportável que tem feito em São Paulo ultimamente, eu tenho preguiça até de viver. É sério! Não dá vontade de raciocinar, e acho que meu rendimento no trabalho fica abaixo de zero.

O engraçado é que eu adoro o verão, sou uma dessas pessoas que adora o sol e adora a estação mais quente do ano. Só que não dá pra aguentar os 30º aqui em São Paulo, até porque a sensação térmica deve ser de quase 40.

Por isso meu desejo de hoje é praia, sol (alternado com sombra) e água fresca (pode ser de côco, que eu aceito – hehehe!). Confesso que se tivesse wi-fi na praia, já teria transferido meu home-office pra algum cantinho de São Sebastião, Búzios, Angra, qualquer praia bem linda desse Brasil. <3

Sei que hoje eu tô abusada, mas o desejo é meu, oras… Então posso delirar e pedir o que eu quiser.

366/23

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Uma história de apelidos

De verdade, acho que nunca ninguém nessa vida teve tantos apelidos toscos quanto eu, e os porquês são os mais cretinos ever. Sério, é totalmente surreal e até cômico. O meu primo Kim morre de rir sempre que eu toco nesse assunto, principalmente quando chega nos apelidos da época do colegial.

Criança e adolescente é do tipo de ser mais cruel que a natureza já criou! Não tem freio moral nenhum, e nunca se priva muito em cutucar alguém quando de fato está a fim de fazer isso. Por isso, hoje decidi falar um pouco disso por aqui. Vou contar os apelidos que me seguiram ao longo da vida, desde os cutes dados pela família e amigos, passando pelos mais asquerosos dados pelos colegas mais mean do mundo. Já deixo claro que vou ignorar simplesmente a pergunta imbecil que todas as pessoas do mundo, quando me perguntam meu nome e eu respondo, inclusive o Jô Soares, me fazem: “é Tayra ou Traíra”. A coisa é tão batida, sem graça e sem criatividade que só me basta dar um sorrisinho amarelo e pensar: ‘Oh my!’.

Vamos começar cronologicamente. Desde sempre, por toda a vida, desde que me lembro de minha existência, meu pai sempre me chamou de Tata ou de Pretinha. O Tata acabou sendo herdado pelo meu irmão, que até hoje só me chama assim. E a minha babá e sua família me chamavam de Tatinha, uma vez que eles já tinha uma Tata na família deles.

Por volta dos meus 3 anos de idade, eu tinha uma inacreditável cinturinha (coisa que pouquíssimas crianças tem!) e uma bundinha arrebitada impressionante. Aí o Tio Otávio (tio da minha mãe) passou a me chamar de Maria Bundinha, e nunca sequer mencionou meu nome outra vez e confesso que odiava – acho que por isso que ele não me chamava de Tayra nem a pau. Mal eu entrava na casa dele e ele gritava: “vem cá, Maria Bundinha!” e eu ficava pra morrer, logo cruzava os braços e fazia cara de emburrada (coisa que até hoje sei fazer como ninguém!).

Na pré-escola ou os meus colegas eram crianças mais dóceis, ou tinham dó daquela pirralhinha dois anos mais nova que eles, e aí se compadeciam e decidiram que não me colocariam apelidos. Mas logo que entrei no primário meu sossego acabou. Da 1ª a 4ª série a merda de apelido de Piolhenta me perseguiu. Na verdade, ele começou como Crente, isso porque eu tinha um senhor cabelão, maior que o da média das meninas da época, mas aí, como eu não ligava muito, eles começaram a dizer que com um cabelo daquele tamanho, com certeza eu tinha uma infestação de piolhos. Ódio, sangue e morte! Lembro que em 1987 passava aquela novela Mandala e que o hit da mesma, estouradíssimo em todas as rádios era ‘O Amor e o Poder’ da Rosana, e a rádio Cidade tinha um quadro de paródias e fizeram uma que era ‘Piolho em você’, onde no refrão berravam em alto e bom som: “como uma lêêêêndia”. Aí fodeu a minha vida de vez, bastava eu entrar na sala pro povo começar a cantarolar o refrão. Era um verdadeiro inferno… Sério, eu tinha até vontade de faltar na escola e nessa época nem se falava em bullying – ahahaha.

Na 5ª série mudei de escola e fui pra mesma onde minha mãe dava aulas desde quando estava grávida de mim. Lá virei a Monguinha, uma vez que eles chamavam minha mãe de Monga (aquela mulher-macaco do Playcenter), isso porque ela era casada com um negro/macaco, segundo aqueles racistinhas maledetos. E não teve como escapar do apelido que já era tão odiado pela minha mãe, acima de tudo pelo motivo escroto. E alguns me chamavam de Punky, porque eu amava a personagem do seriado/desenhos e volta e meia ia pra escola com um pé de tênis de cada cor. =)

Na 6ª, como não tinha me adaptado à escola da minha mãe, mudei de escola novamente, e lá virei a CD (que depois eu descobri que era um diminutivo de CDF), porque imaginem só uma menina de 10 anos no meio do pessoal de 13 e 14 anos. Eu era a pirralha mal saída da infância e eles não se conformavam que eu estava na mesma série escolar que eles. O pior é que eu nunca fui estudiosa, esse é o apelido menos merecido na vida – ahahaha.

Na 7ª série fiz minha última mudança escolar e no Isaac Newton recebi a maior quantidade de apelidos que uma pessoa pode sonhar. Já nesse ano tive todos os apelidos decorrentes de batata por causa do meu nariz: Rufles, Bint, Backed Potato, Batatão, Batata e 2 Buracos e por aí vai…

Na 8ª série o foco mudou, e por conta do lançamento da Mara com o disco Curumim, meus apelidos variavam entre Mara Maravilha e Tuiuiu (por conta do refrão da porra da música). Nessa mesma época, meu primo Kim começou a falar e não conseguindo pronunciar meu nome, me chamava de Taíta, que foi adotado pelo meu irmão, mãe e tia, e até hoje esse apelido aparece de vez em quando nos almoços de família. =)

No 1º colegial além de carregar os da 8ª série, passei a ser chamada de Madonna e Pop Star, tudo isso porque um dia num ensaio da peça Morte e Vida Severina do grupo de teatro da escola, muitos faltaram e eu comentei: “Nossa, vieram só 4 atores no ensaio”. Pronto, bastou. Esses outros 3 ficaram rindo da minha cara, dizendo que eu me achava a artista, a celebridade, e contaram a história pra todo o resto do colégio, que passou a me chamar dos apelidos supra-citados. E também o tonto do Sandy me chamava de Pampers, por conta da bunda grande e arrebitada, que segundo ele parecia que eu estava de fralda, ainda mais porque eu era uma magreza só e tinha apenas aquela abundância… o.O

No 2º colegial, a bailarina magrela de repente encorpou, e da noite pro dia os meus peitos simplesmente explodiram e ficaram essa imensidão que todos sabem. Aí o mesmo Sandy começou a me chamar de Cabeça de Nenê, porque cada um dos meus peitos pareciam uma cabeça de nenê. Isso ressultou numa neurose, eu queria porque queria fazer cirurgia de redução dos peitos, mas o médico disse que eu tinha que esperar completar 18 anos e eu teria que aguentar ao menos mais 3 anos de martírio com os peitões. (ainda bem porque pouco mais de um ano depois, mudei totalmente de ideia e passei a amar os meus seios avantajados!)

Já no 3º colegial, o Cabeça de Nenê prosseguiu, e também algumas meninas começaram a me chamar de Mocotó, porque segundo elas eu era a cara do personagem da Malhação (programa vespertino recém-estreado). E alguns meninos bem bestas começaram a me chamar de Xico Verde, porque eu era (e ainda sou!) uma das palmeirenses mais fanáticas que se tem notícia, e eles diziam que até o sangue da minha menstruação deveria ser verde, e aí esse apelidinho “meigo”.

No cursinho, novamente por conta do cabelão, virei a Pocahontas, e muita gente da minha sala nem sabia meu nome. Todos, inclusive os professores, só me chamavam de Pocahontas.

Daí pra frente, os apelidos foram todos mais das amigas e deixaram de ter qualquer caráter ofensivo. Na academia eu era a Tay, Peitão ou Bunda Grande, na faculdade as meninas me chamavam de Tayrão e sempre foram apelidos carinhosos, que faziam parte de uma grande amizade.

Na vida adulta, as pessoas perdem esse fator besteirento que tem necessidade de apelidar os outros pra ofender, e eu acabei não recebendo mais nenhum apelido – apesar de ter certeza que o povo que não me curte deve me chamar de nomes desagradáveis pelas minhas costas, mas pra esses eu taco tanto o foda-se que é como se eles simplesmente não existissem.

E, acredito, sinceramente, que encerro por aqui minha história de vida repleta de apelidos. =)

366/22

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São Francisco de Assis

Tem dois ídolos que permanecem na minha vida há muitos e muitos anos: Gandhi e São Francisco de Assis. E é engraçado que os ídolos tem muito a ver com o momento em que vivemos, né! Quando adolescente tive meus ídolos icônicos da música, do cinema e, claro, liiiiiiiiindos, como New Kids on the Block, Backstreet Boys, Rodrigo Santoro, Matt Damon, Liv Tyler etc. (os 3 últimos continuo achando lindos e maravilhosos e admirando até hoje). Na época do ballet, todas aquelas grandes bailarinas viviam estampando meus cadernos e agendas: Isadora Duncan, Margot Fonteyn, Ana Botafogo, Cecília Kerche, Nureyev, Ana Plavova, Mikhail Baryshnikov, Sylvie Guillem. Depois na minha fase FFLCH, obviamente, passei a ter como ídolos aquelas pessoas que lutaram e morreram pela humanidade como Che Guevara, Marighella, Lamarca, Trótski – outros que eu continuo admirando extremamente, mas que ao longo dos anos passei a questionar os meios. Só que os dois que eu citei lá no começo eu comecei a admirar ainda na adolescência, e minha admiração por eles nunca se abalou, nem por um segundo, porque o meio que eles encontraram para seguir é tão louvável e irretocável que só cabe a mim almejar um dia ser tão nobre quanto eles.

Eu me lembro que eu era adolescente quando comecei a gostar de Gandhi e do caminho pacífico que ele escolheu para lutar pela Índia. Não sei precisar quando, mas sei que foi no colégio, quando estudava sobre. Já minha paixão por São Francisco tem data: maio de 1995. Eu tinha 16 anos e fui assistir um musical chamado Francisco e Clara, onde minha amiga Joyce, que fazia colégio comigo, interpretava a Clara. E foi ali que comecei a descobrir parte da história desse homem tão maravilhoso, pois a peça contava a história de São Francisco e Santa Clara e como eles encontraram o caminho da religião. O engraçado é que muita gente acha que eu gosto de São Francisco porque eu tenho duas cachorras e ele é o padroeiro dos animais, mas minha admiração dele vem tão de antes, quando eu nem sonhava em ter bicho em casa. Vem da figura que ele foi, do exemplo de ser humano, da figura a ser seguida.

No meio da Idade Média, numa família super abastada, nasceu alguém que decidiu abrir mão de toda uma vida de luxos para viver por aquilo que acreditava. Eu não sou católica, muito menos evangélica, embora seja uma pessoa que admire demais Jesus e sua conduta, e acredite que ele foi um ser iluminado e muitíssimo a frente ao seu tempo – inclusive a frente do nosso tempo. E acho que São Francisco também é um desses homens. E hoje, num dia que todos tomaram por pauta falar da crueldade contra os animais, nada melhor do que falar desse homem que ficou conhecido como o padroeiro dos animais. Só que o que as pessoas não sabem é que ele é muito, muito, muito mais do que isso.

Nascido na cidade de Assis (que hoje faz parte da Itália) com o nome de Giovanni di Pietro di Bernardone, provavelmente no dia 5 de julho de 1182 e falecido aos 44 anos, no dia 03 de outubro de 1226, ele era filho do comerciante italiano Pietro di Bernadone dei Moriconi e de Pia Bourlemont, que tinha ascendência francesa. A família de Francisco fazia parte da burguesia da cidade de Assis graças a negócios bem sucedidos em Provença (França). O porquê ele ficou conhecido como Francesco/Francisco ainda é incerto, mas existem várias explicações e todas elas plausíveis. Há quem diga que depois de uma viagem à França, ele teria se apaixonado pelo estilo de vida francesa, e então seu pai teria passado a chamá-lo de francesco, que significa francês em italiano. Em outras versões o apelido veio por conta do gosto dele pela língua francesa, paixão essa que perdurou por toda a vida de Francisco, já que naquele tempo era a língua da maioria das obras da literatura cavaleiresca e amorosa. O que se sabe é que, mesmo sendo batizado como Giovanni, ele passou para eternidade com o nome de Francisco. E ele é um dos santos mais famosos e mais queridos da igreja católica, e há correntes que dizem que ele foi a maior figura do Cristianismo desde Jesus, o que é fácil de ser encarado como uma verdade, já que Francisco resolveu retomar os ensinamentos de Cristo e levá-los a risca, ao pé da letra.

Francisco viveu uma infância, adolescência e juventude normal, cercada de luxos e riquezas e como um membro da burguesia, desfrutava de tudo que lhe era oferecido de acordo com a educação que recebeu na época. Até que com pouco mais de 20 anos teve uma visão e uma revelação e então voltou-se para a vida religiosa. E radicalizou e entregou-se a uma vida de completa pobreza, fundando a ordem de freis ficou conhecida como Franciscana e renovou o Catolicismo de seu tempo. Ele acreditava que a pregação deveria ser itinerante, enquanto os religiosos de seu tempo estavam sempre vinculados aos mosteiros. E sua crença era de que o Evangelho devia ser seguido a risca, imitando-se a vida de Cristo, e assim desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Francisco chocou a todos quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação, e se dedicou aos mais pobres dos pobres, os leprosos (que eram proscritos da sociedade) e amou a todas as criaturas (sejam elas plantas ou animais) chamando-as de irmãos. Foi também São Francisco que, no Natal de 1223, convidado para celebrar a festa numa gruta com pastores e animais, desejando recriar o nascimento de Cristo em Belém, que deu origem a tradição dos presépios, tão presente até os dias de hoje.

No dia 03 de outubro de 1226, São Francisco faleceu e pouco mais de 1 ano e meio depois, o papa Gregório IX foi pessoalmente a Assis para canonizá-lo no dia 6 de julho de 1228. Passados dois anos, em 1230, foi inaugurada uma nova basílica em Assis, que recebeu seu nome e até hoje guarda as relíquias do santo e abriga seu túmulo definitivo. Por conta de seu amor e dedicação à natureza, ele ficou mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente, já que sempre os tratou como iguais, como irmãos.

Apesar de ter realizado uma série de milagres – o que seguramente contribuiu para sua rápida canonização – a fama de santidade de São Francisco se deve muito mais ao seu exemplo de vida do que aos milagres propriamente ditos. Uma vida de completa dedicação ao próximo, de caridade verdadeira e sincera, de amabilidade e fraternidade, do sorriso no rosto que sempre recebia aos necessitados, da simplicidade e da sinceridade, da disposição e de tudo aquilo que fizeram dele esse homem que é tão amado e admirado há quase um milênio. Características que fazem uma pessoa como essa ser tão admiradas por gente como eu, que sou uma pessoa que não tenho nenhuma religião específica, apesar de acreditar muito em Deus, mas antes de tudo acreditar na humanidade, porque acho que somos nós que espelhamos as ações e as vontades de Deus. E minha fé na raça humana é tão forte porque eu sei que somos capazes de gerar seres como São Francisco, como Gandhi, como Madre Teresa, e como tanta gente anônima que eu sei que existe por aí e que se preocupa em ajudar quem precisa, que se preocupa com a natureza, com os animais, com as plantas, que prega a não-violência. O mundo gera gente assim, eu sei. Eu acredito. E é gente assim que eu admiro e é nesse tipo de gente que eu tenho fé, indenpendente da religião ou do meio que eles tenham escolhido para ajudar o próximo. Afinal de contas se todos trabalhássemos unidos por um bem maior, tudo seria tão mais fácil.

Eu só espero que São Francisco sirva de exemplo pra vocês, mas muito mais além do que o amor que ele sentia pelos animais, e sim pelo amor que ele sentia pelo próximo. Porque eu conheço muita gente que se preocupa muito com o animalzinho que foi maltratado pelo vizinho, mas não tá nem aí para a criança que tá passando fome na esquina. E a gente deveria se preocupar com tudo, não é mesmo?! Então que São Francisco seja espelho de fato, no todo.

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Retrospectiva 2011

Ô aninho que tá passando rápido, né! Pôxa, já é dia 21, e eu ainda não tinha tido tempo de vir aqui escrever a retrospectiva do ano passado. Mas hoje resolvi tomar vergonha na cara e terminar esse post de uma vez por todas.

Como já é de costume, começo de ano é época de se fazer um balanço do que aconteceu no ano anterior, ver o que aconteceu de legal, para poder repetir e o que aconteceu de ruim, para aprender com aquilo e não recair no mesmo erro. E lá em janeiro do ano passo eu já tinha dito que 2010 tinha sido um ano maravilhoso e que eu esperava que 2011 fosse igual. E não é que o ano atendeu a todas as minhas expectativas!!!

Mais uma vez vou me repetir e acho que o fato de eu ter começado 2011 investindo em boas ações fez com que isso se refletisse ao longo do ano e me trouxesse esse monte de coisas legais. Agora acompanhe comigo o balanço de tudo que rolou.

Como em 2010 eu também comecei o ano que passou fazendo arrecadações, e logo no primeiro fim de semana depois do reveillon me despenquei para o Rio de Janeiro com o carro abarrotado (mal coube uma malinha de roupas para mim) para levar as doações que consegui com a ajuda da Lelê e da Carol para a Família Santa Clara. A Família Santa Clara é uma ONG que tem passado por muitas dificuldades desde que a sua sede foi fechada em maio de 2010 por uma decisão judicial e por conta disso eles tiveram que realocar várias das crianças que viviam lá e foi super complicado e traumático. Aí eu lotei o Fox e fui até o Rio de Janeiro com mantimentos, roupas, materiais escolares, brinquedos etc.

Quando eu tava lá no Rio aconteceu toda aquela tragédia na Serra Fluminense que ganhou super destaque na imprensa nacional, e baseada na campanha que eu e o Valtinho fizemos com Angra no ano anterior a Laila sugeriu que fizéssemos algo e lá no Rio mesmo começamos a correria. Até a MTV nos ajudou colocando um link para a nossa campanha no site, e os VJs faziam chamadas na TV para o link. O resultado foi ainda melhor que o de Angra (com ajuda de chamada na TV é covardia, né!), e um dos quartos aqui do apartamento ficou lotado até o teto e um caminhão baú cheinho seguiu com as doações para a Cruz Vermelha de Nova Iguaçu (que é a central da organização no Rio de Janeiro e que estava distribuindo para as cidades de acordo com as necessidades específicas de cada uma delas, já que a maioria delas estava com problema de estoque).

Outra coisa boa que me aconteceu em 2011: apesar de já conhecê-la desde 2010 quando ela chegou pra trabalhar no Planet Dog, foi em janeiro que eu descobri de verdade a Talita como veterinária, já que desde a chegada, a Amélie só passou com ela. E passou a ser a vet da Pepper também e foi o nosso maior acerto, porque ela é daquelas pessoas que ama o que faz e que faz tudo com muita dedicação, carinho, é super atenciosa com as meninas e didática para que a gente entenda tudo o que elas tem. Foi a única pessoa que conseguiu dar um jeito na foliculite que a Pepper tinha desde os seis meses – tudo que ouvíamos era: ah, isso é coisa típica de bulldog, vai ter que tomar antibiótico a vida toda. E a Talita disse, que é fato que é típico, já que a raça tem propensão a ter, mas tinha que descobrir o que causava pra não ter qu dar antibiótico a vida inteira e sugeriu cortamos um tipo específico de biscoitinho de cachorro. BINGO! Desde então ela só teve duas vezes, sendo que antes vivia empipocada. Ela foi um verdadeiro presente que ganhamos em 2011. <3

Acabou o contrato do Thi com a MTV e eles não renovaram. A gente já esperava por isso, mesmo ele tendo gravado alguns pilotos para a grade nova, e isso porque tudo lá dentro virou uma revolução com a diretoria nova. E apesar de o mundo todo ao nosso redor parecer ter ficado de luto por isso (todo mundo vê um glamour em trabalhar na TV e em ter um amigo, parente, conhecido etc. que seja VJ da MTV), pra gente foi libertador, porque mal o contrato dele acabou, todo um leque de oportunidades se abriu e já em fevereiro ele foi para Los Angeles para entrevistar o elenco de Fúria sobre Rodas, dentre eles Nicolas Cage, pelo Judão.

Aí, logo que ele voltou de lá, a gente embarcou num bate-volta pra Salvador, a convite do Santander, pra ver um show da Ivete Sangalo. Lá ficamos hospedados em Imbassaí, que é a 70 quilômetros de Salvador, num resort incrível. Fomos na sexta e já no domingo estávamos de volta. E até a gente que nem curte micareta e essas coisas todas nos divertimos horrores e foi um fim de semana desses pra desligar um pouco da realidade.

Enquanto o Thiago estava em L.A. (no último fim de semana do mês), eu fui pro Rio, num vôo que foi adiado e me fez demorar quase nove horas pra chegar lá, pra assistir ao show dos Backstreet Boys junto com a Vanessinha, Laila e Tassi. O show foi bem mais ou menos, muito distante da mega produção que eu esperava, além disso quem salvou a minha vida foi o Matheus. Porque o fim de semana todo foi uma grande decepção e pra completar acabei brigando com a Laila. Mas enfim, foi um grande aprendizado e no fim, amizade também derrapa e depois acabamos entrando nos eixos.

Chega março e começa o meu ano novo. E pela primeira vez na minha vida isso aconteceu longe de São Paulo e longe da minha mãe. Estava eu lá, há 2 mil quilômetros de distância, cercada de gente estranha, mas ao lado do Thi, comemorando meu aniversário, que caiu no sábado de carnaval e curtindo o Carnaval na Bahia, no camarote do Cerveja & Cia/Ivete Sangalo. Apesar de estar longe da família, foi ótimo, foi incrível e isso também eu já contei aqui.

Sem a MTV o Thi passou a ter flexibilidade total de horários e lá foi ele mais uma vez pra Los Angeles, dessa vez pra entrevistar o elenco, direção e produção de Sucker Punch.

O primeiro dia do mês trouxe algo que não era mentira: o Cena Brasilis de volta! Até agora, por conta da quantidade de trabalho, eu ainda não consegui me dedicar a ele da maneira como gostaria e como o blog merece, mas por enquanto é o que dá. Mas agora em 2012 vou tentar me dedicar um pouco mais a ele. Vamos ver como fazemos.

Em maio eu fui pro Rio com o Thi para entrevistarmos o elenco de Velozes e Furiosos e tivémos duas tentativas de cirurgia de castração da dona Amélie. Na primeira, que foi no dia 19, a pequena teve uma reação alérgica, e quase matou a gente de susto, ficou em observação e teve que adiar a cirurgia por 10 dias, e aí no dia 30, enfim ela foi operada e isso eu também contei aqui.

Logo no comecinho do mês o Thi se despencou pra Los Angeles pra conhecer os estúdios da Fox e uma apresentação do filme Planeta dos Macacos – A Origem para jornalistas de web do mundo inteiro. Só tinha ele do Brasil, e foi legal porque ele acabou conhecendo gente da Rússia, Espanha e adorou.

Em junho também fomos para o Rio por dois finais de semana seguidos. No primeiro para a entrevista para tirar o visto para os Estados Unidos, o Thi precisava renovar o dele de imprensa e tirar um novo de turista, já que ele tirou só quando tinha 15 anos e tava vencido desde 2007. Fomos marcar aqui, mas a fila tava tão surreal que só tinha data para agosto, ou seja, para depois da Comic-Con e não nos adiantaria de nada, aí no Rio tinha pra junho e acabamos marcando pra lá. Pegamos o carro, e ficamos hospedados na casa da Laila. O legal do consulado dp Rio é que entre a chegada na fila e saída do consulado demoramos menos de uma hora – muito menos que as muitas horas que todos relatam que duram as filas do consulado aqui de São Paulo.

Na semana seguinte era feriado de Corpus Christi, aniversário da Laila e teria pré-estreia, coletiva and round-table de Transformers 3, aí lá fomos nós novamente. O Thi virou meu co-piloto oficial, além de DJ, mudando a trilha-sonora ao longo da viagem.

Eu acho que Julho foi o mês mais marcante do ano de 2011. Além de ter sido super agitado, só aconteceram coisas boas e todas elas muito marcantes (pensei, pensei, pensei, mas não houve como não repetir o termo, porque é realmente isso que aconteceu, foi um mês que trouxe lembranças contundentes que ficarão para toda a vida).

Logo no comecinho do mês rolou o Festival de Paulínia, o Thi foi pra lá com a equipe da Colméia logo no primeiro dia, e eu, que também ia, acabei ficando, mas por um motivo muito importante – assistir à cabine de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

Depois fui dirigindo pra Paulínia, porque eu era a pauteira do projeto do Youtube Cinema onde o Thi, ao lado da Sophia e do Ondei eram os apresentadores, e a gente entrevistava os atores e diretores dos vários filmes que estreavam no festival. Tinha muita gente bacana: Paulo José, Selton Mello, Rodrigo Santoro (quase morri!), Cauã Reymond, Caio Blat, Débora Falabella, Lúcia Murat, Bruna Lombardi, Tsuyoshi Ihara. Foi uma experiência fantástica… Sem falar que eu voltei de lá apaixonadíssima pela fofura do Paulo José, pela simpatia do Rodrigo Santoro e Caio Blat, e pelo bom humor do Cauã Reymond. Amei!!!

Voltando de Paulínia o Thi embarcou pra Fortaleza pra dar palestras no SANA e eu fui pro Rio de Janeiro entrevistar o Tom Felton. Tava super tensa, porque seria a primeira vez que entrevistaria alguém em inglês, mas tudo correu super bem, ele foi mega super, fofo e simpático e ainda levantou a cadeira que eu derrubei. Essa história eu contei aqui.

O Thi chegou de Fortaleza enquanto eu ainda tava no Rio, e mal eu cheguei aqui nos despencamos pra Los Angeles, onde nos encontramos com o Oda na casa do Fábio e descemos de trem para San Diego, para acompanhar a minha primeira Comic-Con e a terceira do Thi. Por falar em trem, essa viagem do Surfliner que sai de San Francisco e desce a Califórnia até San Diego (que é divisa com o México) e segue margeando o Pacífico em boa parte do trajeto é fantástica e vale muito a pena. :D

A Comic-Con foi ótima, muito mais legal do que eu imaginava que seria e vai muito além de ser uma reunião da nerdolândia do mundo. Sem falar que eu fiquei completamente apaixonada pela cidade e pela simpatia da população.

Passado o evento pegamos o trem de volta pra Los Angeles, o Oda voltou pro Brasil e descobrimos que o Thi iria pra Nova Zelândia fazer um set visit de As Aventuras de Tintim, além de entrevistar Peter Jackson e Steven Spielberg e eu fiquei “sozinha” lá na cidade dos anjos. E a história dessa viagem o Thi contou aqui. Mas aí, como o Fábio mora lá em Los Angeles, os 3 dias que o Thi esteve fora eu fiquei com ele, com a Lu e com a Ariel.

Nos dias em que o Thi estava por lá a gente foi na Hollywood Blv. pra que eu conhecesse a calçada da fama, o Chinese Theatre, on Kodak Theatre, o Madame Tussauds. Fomos também no tour da Warner, onde a gente conheceu as locações de vários filmes e séries (vimos o Central Perk, até sentamos no sofá – hihihi!), um museu com veículos usados em filmes, outro de roupas (e tem um andar só de Harry Potter – pensa num ataque de coração!!! Tinha até um Chapéu Seletor que escolhia a casa para onde você ia e tudo mais), fomos no City Tour da Universal e almoçamos no Bubba Gump, na Disneyland e no California Adventures (com o Fábio, Lu e Ariel) e eu adorei a semana que passei em L.A. – mas achei a cidade muito agitada, bem menos apaixonante do que San Diego.

Agosto foi um mês de balanço, com tanta coisa que aconteceu em julho, com um baita de um jet-lag e dor nas costas, além de uma baita fatura de cartão de crédito com as extravagâncias by compras nos US and A e duas cãs muito carentes…

Inclusive serviu para um balanço da minha vida como um todo. Foi como se o ano estive começando novamente mesmo. Pausa para pensar em como as coisas estavam correndo até então, para conversar com as pessoas que me eram caras, pra pesar o que tinha e o que não tinha importância e o que valia e o que não valia manter pra essa metade de ano que faltava. Como agosto é o mês do desgosto, aproveitei que o dia 13 caiu num sábado e marquei um Ziquizira Day aqui em casa e vieram vários amigos aqui pra eu matar a saudade e espantar o mau olhado do mês: até a Vanessinha e o Danton vieram lá do Rio de Janeiro. <3

A boa notícia do mês foi que a Bia mesmo sem ter terminado a faculdade conseguiu passar na OAB, e o que é melhor, com nota 10. Olha só que orgulho essa minha cunhada! <3

Ainda na pegada do balanço que fiz em agosto, aproveitei setembro pra me reencontrar com amigas de longa data. Estive com a Dadi e a Luli. Ficou faltando a Suelen, que teve que desmarcar de última hora, porque a filha caçula pegou catapora e fizemos o reencontro do Clube do Caderninho. Foi uma delícia, parecia que o tempo não tinha passado e que estávamos em 1998, quando éramos melhores amigas e não tínhamos segredos uma com a outra. E tive a certeza que esse tipo de vínculo é que faz a vida ser melhor e mais colorida e foi um dos motivos de eu colocar o número 6 da minha lista de coisas a serem mudadas em 2012.

Marquei também um reencontro da patota aqui em casa, mas esse foi miado, e apesar da Nathy Amarante ter agitado comigo, ela não apareceu, a Six também não, nem a Aline, tãopouco a Dani Rhormens,Mari Chagas e Mari Rhormens, só vieram a Natalinha e a Priscila, mas mesmo assim foi muito bom ver as duas e ainda que só elas, foi maravilhoso!

Que o tempo voa a gente já tá cansado de saber, né! E aí que assim que chegou o dia 02 de outubro e a Carol e o Felipe completaram 1 ano de casados e dois dias depois, 04/10, eu e o Thi fizemos 3 anos do nosso casamento, completamos bodas de trigo e eu ganhei flores.

Logo depois lá fui eu pegar meu carro e me despencar Dutra acima e chegar lá na Barra, no Parque das Rosas, mais especificamente na casa da Laila Maria, onde fiquei hospedada por duas semanas para cobrir o Festival do Rio. Passei duas semanas lá, e no último fim de semana o Thi chegou, porque tinha entrevistas marcadas com elenco e diretor de Os 3. O bom é que eu pude curtir muito a Laila, a Vanessinha, a Tassi e por tabela Danton, Henrique e Toquinho. Sem falar que o Sérgio e a Elaine são super fofos e eu me sinto muito em casa e acolhida toda vez que vou pra lá.

Novembro é o mês de aniversário do Thiago. Mas foi um mês marcado pelos pets. O Oswaldo, que iria fazer 10 anos no dia 20, morreu uma semana antes de seu aniversário. Foi punk! Como foi quase meia-noite, a Bia ligou pra gente e nós fomos pra lá. Ela e a Cris estavam abaladíssimas, passamos a madrugada lá ao lado delas. Nos primeiros dias foi bem difícil, mas depois as coisas foram pouco a pouco entrando nos eixos. E no dia 24 a Amélie completou um ano de muita sem-vergonhice.

E Dezembro chegou e, ufa, ainda bem que o ano tava chegando no fim, porque vou te falar, o mês já começou com o pé no peito, eu fiquei gripadíssima e ainda teve um disse que disse desagradável que eu já falei por aqui e não vou me alongrar sobre novamente. Mas depois, pra compensar, teve um monte de coisa legal. A Peppinha fez 3 anos e ganhou uma casinha bem linda – pra ela parar de se enfiar embaixo da cadeira quando ficar com medo da chuva. E teve a nossa viagem pra Flórida da qual eu já falei muito por aqui (e ainda estou preparando alguns posts com o melhor de cada parque pra partilhar melhor com quem já foi há bastante tempo e quer saber o que tem de novo, que nunca foi e quer saber como é e quem tá planejando ir em breve).

Agora é aguardar pra saber como 2012 vai se descortinar e mais uma vez desejar que ele seja tão bom quanto o ano que acabou de passar. Nem quero ser muito ambiciosa, um ano igual já tá de bom tamanho, mesmo com os contratempos que apareceram. Afinal de contas, a vida não é perfeita e não dá pra tomar limonada sem antes espremer os limões, né!

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Dia Nacional do Fusca

Os meus amigos sabem da minha história com esse carro que todo mundo diz que é o primeiro carro de todo brasileiro. E olha que no meu caso ele foi mesmo – e em todos os aspectos. Porque meu pai tinha um Fusca verde 1973, o Hermes, que levou minha mãe lá pro Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, naquele dia 04 de março de 1979, quando ela entrou em trabalho de parto e passou mais de 11 horas sofrendo com as contrações pra que eu nascesse só no dia seguinte.

E foi também o primeiro carro do meu pai e da minha mãe, o primeiro carro da família Vasconcelos. Foi o Hermes que levou a gente tantas e tantas vezes pra Cachoeira Paulista, umas 4 vezes venceu os dois mil quilômetros entre São Paulo e Salvador com duas crianças e dois adultos a bordo e foi um verdadeiro companheiro de aventuras – praticamente um Toddynho (hahaha!). Aí em 1987 o meu pai comprou sua primeira Parati, mas o Hermes continuou lá, ao lado da nossa família, oficialmente como carro da minha mãe, só que como ela não dirige na prática, ele era o carro reserva do meu pai. Em 1989 veio outra Parati, em 1994 outra, em 1999 veio mais outra, depois teve um Gol no meio do caminho (aquele mesmo Gol que em 2008 virou meu) e quando o Gol chegou por uma porta, o Hermes saiu por outra e foi morar na casa da minha tia Eliana, mas só temporariamente, porque depois de 2 meses ele voltou.

Aí que quando eu estava tirando a minha habilitação lá em 2000, no dia em que a minha carta chegou, foi o mesmo dia que minha tia Eliana resolveu devolver o Hermes lá pra casa. E aí, meu pai e minha mãe decidiram que já que eu estava habilitada, que eles iam me dar o Hermes de presente. A única condição é que eu arcasse com o combustível – eles me dariam apenas um tanque por mês (hahahaha). E assim eu virei a primeira das minhas amigas a ter um carro, um Fusca (o primeiro carro dos brasileiros) e que virou o transporte que oficialmente levava toda as meninas pra balada. Nem lembro de quantas vezes eu, Carol, Michelle, Karina e tantas e tantas outras pessoas chegamos chamando atenção de todo mundo com o Hermes no meio de tantas patricinhas e seus carrões – e fazíamos o maior sucesso, isso eu garanto.

Numa outra fase, ele virou o carro oficial de levar a patota pros concursos pro ballet e lá íamos nós: eu, Natalinha, Priscila, Nathy Amarante, Six, Dani, Jorginho, Tayana, Mari Rhormens, Mari Chagas e quem mais quisesse entrar e pedisse carona, porque sempre tinha lugar pra mais um. Depois ele virou o Judão Móvel e levou a gente pra muitos e muitos rangões e fez o Thi e a Bia se apaixonarem definitivamente por Fusca. A Bia já disse que o primeiro carro dela vai ser um Fusca. Sem falar nos quatro anos que ele passou atravessando os 60 km diários que separavam a ida e volta do Jaçanã a São Bernardo do Campo e foram inúmeras idas e vindas da Metodista a bordo do Hermes e ali também ele andou lotado algumas vezes. O bichinho sempre foi bem valente e nunca negou fogo. Ah, e quantas e quantas vezes descemos o ladeirão da Cruz de Malta a mil por hora, com alguns morrendo de medo e outros morrendo de rir?! Todos os meus amigos de longa data tem algum tipo de história pra contar em relação ao Hermes – até comunidade no Orkut ele tinha – hehehe.

Em 2008, logo quando eu e o Thi alugamos nosso primeiro apartamento, lá na Frei Caneca, o Hermes com seus 35 anos precisou passar por um serviço de funilaria no piso, que tava com alguns pontos de ferrugem. E aí minha mãe deixou o Gol dela comigo (porque, como eu já disse lá em cima, ela não dirige) enquanto o carro passava pela oficina (e seria um serviço demorado, de cerca de 1 mês). Só que o Hermes sempre foi o xodó do meu pai – na verdade da família toda – e aí, quando o carro ficou pronto, ele convenceu a minha mãe e resolveu que não ia me devolver o Fusca e que ela ia passar o Gol pra mim. Eu não gostei muito não, mas, como eu ganhei os dois carros, não podia nem me queixar, né! E foi dessa maneira que o Hermes “saiu” da minha vida.

Ele ainda tá lá na casa dos meus pais, já estive com ele emprestado algumas vezes nesses quatro anos, mas não há nem a mais remota possibilidade de o Hermes voltar a ser meu carro um dia. O que eu sei é que ele sempre esteve presente na minha vida desde o primeiro momento e que me proporcionou momentos maravilhosos e que hoje, 20 de Janeiro, Dia Nacional do Fusca, eu não poderia deixar de ressaltar a importância que o Hermes teve e tem na minha vida.

Por isso, Hermes, obrigada por todas essas histórias fantásticas que vivemos juntos!!!

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