Costureira ou almofadinha?!

Às vezes eu fico reparando nas alfinetadas que as pessoas dão nas outras seja no Facebook, no Twitter, ou mesmo na vida real. E muitas dessas vezes o nível das mesmas são tão toscas que a gente pensa na hora que é ou recalque ou algum problema muito mal resolvido com psicólogo, psiquiatra ou algo que o valha… E nos últimos tempos alfinetada virou profissão e pululam blogs de gongação por aí.

E fiquei pensando, quem de nós nunca teve seu momento de ser almofadinha de caixa de costura e quem nunca foi a costureira? Volta e meia nos vemos em um desses papéis e cabe a cada um de nós decidir o quanto isso vai influir nossas vidas – seja no momento em que estamos sendo alfinetados e nos deixamos abalar por isso, ou seja no momento em que estamos alfinetando – o quanto isso contribui conosco e faz de nós uma pessoa melhor? Sério, é bem importante pensarmos isso e não tô querendo fazer juízo de valores, porque tô bem longe de ser perfeita, até porque já tomei muita alfinetada e me deixei verdadeiramente abalar por isso, assim como também já distribui das minhas espocadas por aí. Mas hoje vendo o quanto isso tem pautado completamente a vida de algumas pessoas não parar de pensar no assunto e concluí que isso é muito infantil.

É besteira ficarmos empenhando tempo e esforço pra tentar cutucar alguém, fazendo e falando coisas que não necessariamente partem do nosso coração. E mais besteira ainda é se deixar abalar quando você é o alvo. O legal é rir de coisas como essas, e há bem pouco tempo (bem pouco mesmo) decidi assumir essa postura. Não importa o que os outros estão tentando fazer para mim, importa tampouco a imagem que fazem de mim. O que importa de fato é que eu seja eu, acima e apesar de tudo. Tocando a vida em frente, e tentando sempre crescer, aprender e amadurecer, dando pouca bola praquilo que os outros pensam e falam de mim.

E de boa, eu nunca, nunca, nunca, fui uma unanimidade – na verdade, a Carol sempre diz que sou uma unanimidade em não haver meio termo, as pessoas ou me amam ou me odeiam. Sempre fui muito ácida, contundente e robertíssima, sempre fui aquela que chega chegando, e isso me trouxe, a vida toda, muitos amigos e inimigos. Mas que posso fazer se esse é o meu jeito? Não vai ser por parente, amor, amigo, e muito menos, por inimigo, que eu vou modificar meu jeito de ser e a minha vida. Porque, decididamente, não vale a pena.

Por isso, decidi que quando eu for a almofadinha, vou é achar bem engraçado ter uma pessoa que se importa tanto comigo a ponto de perder seu precioso tempo pra tentar me atingir. E mais do que tudo, nunca mais quero ser a costureira, e vou me empenhar para não mais me colocar nesse papel infeliz.

E tenho dito.

366/79

Sobre Tayra

"Eu não aceito o que se faz Negar a luz, fingindo que é paz A vida é hoje, o sol é sempre Se já conheço eu quero é mais"
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6 respostas a Costureira ou almofadinha?!

  1. sininhu diz:

    Adorei o post, Tayra!

    Faço dos últimos parágrafos as minhas palavras.
    Até o final do ano passado eu ficava estressada, revoltada por causa de gente que vinha com alfinetes para o meu lado. Mas esse ano a minha meta é ter distância desse tipinho, não ler, não ouvir e muito menos dar bola para isso. Pois assim como você, tb nunca mudei e nem pretendo mudar pelos outros.

    O jeito é sempre focar no lado positivo da vida, respirar 3 vezes, cantar um Kumbaya (huahah) e deletar totalmente essa negatividade alheia. ;)

  2. diz:

    Tay, adorei o texto e super concordo!!! Só q às vezes é tão difícil não se deixar atingir, às vezes dói tanto…

    • t4yra diz:

      Dói, claro que dói, Rê. Mas o lance é esse, pesar se vale a pena que doa, se a pessoa que tá alfinetando tem tanta importância pra fazer com que a gente sinta essa dor. E custa bastante chegar a esse ponto, eu já me deixei ser atingida pra caramba…

  3. Silvia Penhalbel diz:

    Menina, eu sou tão desencanada com isso que nem quando a alfinetada é no meu olho eu percebo que é comigo hahahahaha!

    Eu amo quem me ama e quem me odeia que perca seu tempo à vontade porque não me abala.

    E acho que você está certíssima em não dar a mínima para alfinetadas e nem mudar seu jeito de ser porque não agrada a alguém.

    Autenticidade é algo raro hoje em dia, continue cultivando a sua porque quem ama de verdade, aceita você como você é, mesmo que não concorde com você o tempo todo.

    Beijos

    Sil

  4. Pingback: Deixando de molho, esfregando e lavando a alma | Teia de Renda

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